SÉRIE K2 – SACRIFÍCIO x SATISFAÇÃO

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Pr. Shane em 25/10/2015

Atos 20:35

Depois de percorrermos o caminho que nos leva ao topo do K2, somos desafiados a encontramos satisfação em vivermos a missão de Cristo. Por mais contraditório que possa parecer, existe sacrifício mas também existe satisfação nesta jornada. O texto de Atos 20:35 no revela isto: ”Em tudo o que fiz, mostrei-lhes que, mediante trabalho árduo, devemos ajudar os fracos, lembrando as palavras do próprio Senhor Jesus, que disse: ‘Há maior felicidade em dar do que em receber’.”

Durante o trajeto, nunca podemos deixar de lembrar três princípios que nos ajudam a mantermos o foco nesta caminhada:
O que é espiritualidade? Encontrarmos vida plena em Jesus.
O que é restauração? Sermos discípulos de Jesus.
O que é ação? Fazermos discípulos de Jesus.

Qual a missão e satisfação que podemos encontrar no topo do K2? Vencermos uma grande desafio para Deus? Encontrarmos vida plena sendo missionários em nosso contexto? Chegarmos ao céu? Sim, são estas três possibilidades mas realizadas com satisfação; quem assim vive é considerado um hedonista cristão.

Hedonismo = doutrina moral que considera o prazer a finalidade da vida.
Cristão = ser como e seguir os passos de Jesus Cristo.
Segundo John Piper, “Deus é mais glorificado em nós quando somos mais satisfeitos nEle.[…] Não conheço outra forma de triunfar a longo prazo sobre o pecado a não ser adquirindo um desgosto por ele, através de uma satisfação em Deus.”
5 FUNDAMENTOS DO HEDONISMO CRISTÃO

1) O desejo de ser feliz é uma experiência humana universal e é bom, não pecaminoso.
Tenho dito estas palavras para que a minha alegria esteja em vocês e a alegria de vocês seja completa.” Jo 15:11

2) Não devemos tentar negar ou resistir nosso desejo de ser feliz ou satisfeito ou alegre.
“Alegrem-se sempre no Senhor. Novamente direi: alegrem-se!
Seja a amabilidade de vocês conhecida por todos. Perto está o Senhor.”
Filipenses 4:4,5

3) Devemos procurar intensificar esse desejo direcionando-o para o que traz satisfação ou alegria mais profunda e duradoura.
“Sempre se renuncia um bem menor por um bem maior; do contrário é pecado.” Flannery O’Connor
“Deleite-se no Senhor, e Ele atenderá aos desejos do seu coração.” Salmo 37:4
“Sua satisfação está na lei do Senhor, e nessa lei medita dia e noite.” Salmo 1:2

4) A alegria que encontramos em Deus é completa quando transborda em atos de amor
“Ele mostrou a você, ó homem, o que é bom e o que o Senhor exige: pratique a justiça, ame a fidelidade e ande humildemente com o seu Deus.” Mq 6:8

5) A busca do prazer é uma parte necessária da adoração
“Deus não é adorado onde Ele não desfrutado. Louvar não é uma alternativa para a alegria, mas a expressão de alegria. Não se alegrar em Deus é desonrá-lo. Temos uma palavra para quem louva algo no qual não encontra prazer: hipócrita.” John Piper

Quando o desejo de Deus ser glorificado encontra como o nosso desejo de sermos satisfeitos, isso resulta num coração que ama e cuida de pessoas.

“O Reino dos céus é como um tesouro escondido num campo. Certo homem, tendo-o encontrado, escondeu-o de novo e, então, cheio de alegria, foi, vendeu tudo o que tinha e comprou aquele campo.” Mateus 13:44

Jesus é o tesouro que vale tudo o que temos, e buscá-lo com todas as nossas forças é um sacrifício que nos traz satisfação.

“Não é tolo quem dá aquilo que não pode guardar para ganhar aquilo que não pode perder.”

“Eu prefiro morrer na missão do que parar na planície.”

E DAÍ?
1) Deus, confesso meus pecados, peço perdão e uma vida nova. Reina em mim, de hoje em diante eu sou Teu.
2) Deus, preciso ser restaurado, me ensine a perdoar, cure a minha alma e me dê uma maturidade emocional.
3) Deus, quero Te glorificar, encontrando prazer em Ti, diariamente transbordando Seu amor, fazendo discípulos de Jesus.

SÉRIE K2 – NÃO SE PERCA NAS ALTURAS

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Pr. Junior em 18/10/2015

2 Samuel 11

Normalmente, quando subimos uma serra ou voamos de avião, sentimos os efeitos da altitude. E quanto mais alto chegamos, mais sentimos estes efeitos, sentidos por causa do ar rarefeito que encontramos em elevadas altitudes. Mas afinal, o que é o ar rarefeito? À medida que subimos e nos afastamos do nível do mar, a pressão do ar atmosférico vai diminuindo, e consequentemente o ar disponível. E qual é o efeito disso? Basicamente acontecem três problemas:

– Dificuldade na respiração (Ficamos ofegante facilmente);

– Problemas na audição (zumbido, pressão);

– Problemas na visão (vertigem, tontura, zonzeira).

É possível subirmos alto demais, ficarmos altos demais, elevar-nos altos demais. Porém, são esses os problemas que temos quando nos colocamos em um nível muito alto: a falta de oxigênio prejudica nossa consciência, audição e visão. É difícil ouvirmos as pessoas quando se está muito acima delas, ou as enxergarmos. São pequenos vultos sem rosto; mas conseguimos distinguir umas das outras, todas elas parecem iguais. Ou melhor, todas elas parecem diferentes de você. Você não as ouve, você não as vê, você está acima delas.

E é exatamente aí que Davi estava: ele nunca esteve tão alto. Com 50 anos, ele desfrutava o seu sucesso: Israel estava se expandindo e prosperando, seu ministério era forte; suas fronteiras cobrem mais de 95.000 quilômetros quadrados; não havia derrotas no campo de batalha; não havia manchas em sua administração. Ele era amado pelo povo, servido pelos seus soldados, seguido pelas multidões. O problema era que Davi estava na altura máxima por muito tempo.

No texto lido, encontramos Davi no terraço que dá vista para Jerusalém. Ele deveria estar em batalha com seus soldados, porém ele não estava. Ele estava em casa (2 Sm 11:1), passeando no terraço do palácio, d’onde contemplou Bate-Seba. A história do pecado de Davi e seus desdobramentos podem ser lidos no texto-base.

Ao ver Bate-Seba, Davi perdeu o domínio do seu autocontrole e abusou do seu poder. Mas o que aconteceu com Davi? Simples: o mal da altitude, do ar rarefeito. Ele estava lá no alto a muito tempo, e o ar rarefeito mexeu com seus sentidos. Ele não conseguiu ouvir como estava acostumado. Ele não conseguiu ouvir a sua própria consciência. Ele não conseguiu ouvir seu Deus. O pico da altitude o ensurdeceu e o cegou, os efeitos do ar rarefeito afetaram Davi, e também nos afetam o tempo todo. Não precisamos ser reis, presidentes ou líderes para sermos afetados pelo efeito do ar rarefeito. Muitas vezes, não queremos ouvir alguns conselhos; não queremos ver algumas verdades; não queremos ouvir o Espírito de Deus; não queremos ver o exemplo que Jesus deixou. De fato, podemos não estar no terraço de Davi cobiçando Bate-Seba, mas em casa cedendo a praticidade da pornografia; no trabalho, se deixando seduzir pela mentira, no restaurante, cedendo ao descaso e a arrogância com os mais fracos; no ônibus, cedendo à indiferença com os idosos; na rua, se entregando ao olhar malicioso; na faculdade, se entregando ao comodismo e omitindo sua verdadeira identidade como cristão.

 

PERGUNTAS REFLEXIVAS: Como está sua audição? Você considera ouvir as pessoas que Deus tem colocado diante de você? Você considera ouvir a consciência que Deus desperta em você? E sua visão? Você ainda vê pessoas, ou vê apenas suas funções? Você vê pessoas que precisam de você ou pessoas abaixo de você, inferiores a você?

A história de Davi e Bate-Seba é muito mais que uma história de luxuria; é uma história de poder. Uma história de um homem que subiu alto demais e quis se beneficiar disso. Um homem que precisava ouvir essas palavras: oxigene-se antes que caia. “O orgulho vem antes da destruição, o espírito altivo, antes da queda”. Provérbios 16.18

Não precisamos cometer o mesmo erro de Davi. É muito mais sábio subir o nosso K2 nos oxigenando adequadamente, do que cair dele por causa do ar rarefeito. Por isso, essa história nos deixa três lições:

 

  1. BUSQUE HUMILDADE

Busque manter os pés no chão. Humildade não significa pensar coisas inferiores sobre si mesmo, mas pensar menos em si mesmo. “Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu.” Romanos 12.3

  1. ACEITE SUA CONDIÇÃO “PERECÍVEL”

Toda nossa humanidade é igualmente pobre diante do Deus grandioso, e ao mesmo tempo, abençoados por Deus. Porém, temos prazo de validade. Por isso, viva sua jornada com responsabilidade.

  1. RESISTA AO LUGAR DE NOTORIEDADE

“Quando você for convidado, ocupe o lugar menos importante, de forma que, quando vier aquele que o convidou, diga-me: ‘Amigo, passe para um lugar mais importante’. Então você será honrado na presença de todos os convidados.” Lucas 14.10

CONCLUSÃO

Davi, por um tempo de sua vida, assumiu uma postura altiva, arrogante, orgulhosa e intocáveis pelo pecado. Deus teve graça de sua vida, enviando o profeta Natã para salvá-lo. Após esse encontro Davi declarou: “Eu pequei contra Deus, o Senhor”. Natã respondeu: “O Senhor perdoou o seu pecado”; você não morrerá. Aí Natã foi para casa.” 2 Samuel 12.13-15

Ao longo da tua jornada, Deus tem levantado muitos “Natãs” para alertá-lo e até corrigi-lo, em amor, que podem nos auxiliar a respirarmos o “Ar da Eternidade”, tendo de  de volta teus sentidos espirituais:

– A consciência de Cristo;

– A audição de Cristo;

– A visão de Cristo.

POR ISSO, SUBA O K2 OXIGENANDO-SE ADEQUADAMENTE, ANTES QUE VOCÊ CAIA.

E ao fazer isso, você se surpreenderá com o que você vai ouvir e com quem você vai ver.

SÉRIE K2 – TORNE-SE UM ADULTO EMOCIONALMENTE MADURO

identidadePr. Tércio em 11/10/2015

(Adquirindo novas habilidades para amar)

Você consegue imaginar alguém frágil e imaturo emocionalmente, tentando escalar o K2? Parece que não combina. O mais provável, como atitude natural de uma pessoa imatura emocionalmente diante dos desafios, é desistir e não persistir. Muitas pessoas pensam que um sinal da maturidade emocional é a independência, mas não é. Na vida de um discípulo de Jesus, o sinal da maturidade é a interdependência. Tanto a dependência quanto a independência são características perigosas e que nos impedem de chegar ao topo do K2, inevitavelmente. Nem alguém dependente ou independente consegue chegar ao topo do K2. O sinal de alguém maduro emocionalmente é que não apenas ele reconhece isso, como ele busca a interdependência. Assim também é a jornada da vida cristã. Muitos de nós estamos aquém da vida abundante que Deus tem pra nós porque emocionalmente não temos amadurecido tanto quanto deveríamos. Precisamos identificar a gravidade do problema da imaturidade emocional nas nossas vidas e relacionamentos e tomarmos, pessoalmente, a resolução de crescer emocionalmente com Jesus. Muitos de nós, na escalada da vida cristã, rumo à vida plena que Deus tem para nós, nos ferimos e nos abatemos diante de uma avalanche de conflitos (seja espiritual, seja no casamento, seja na empresa, seja num relacionamento de namoro, seja na economia, seja com pai ou mãe, seja com um líder de célula, com um discípulo ou discipulador, ou com o pastor), estacionamos ou retrocedemos na escalada.

Ao longo do tempo, percebemos, no meio da nossa sociedade e na igreja também, muitas pessoas imaturas emocionalmente. No caso da igreja, são pessoas que de fato amam a Jesus, O buscam de coração, conhecem a Bíblia, recitam textos bíblicos, falam para os outros sobre Jesus, louvam a Deus, celebram o perdão dos pecados, praticam disciplinas espirituais, mas infelizmente, o seu compromisso com Jesus não inclui a intervenção dele nos seus relacionamentos e nem nas suas crises e desafios da vida. Embora conheça a Cristo, é um adulto imaturo emocionalmente, e consequentemente, possui uma espiritualidade emocionalmente imatura. Chegar ao topo do K2 emocionalmente maduro é não deixar que qualquer coisa ou grandes coisas mudem o nosso amor e parem o amor na nossa vida, nos impedindo de sermos e fazermos discípulos para a glória de Deus.

CARACTERÍSTICAS QUE DIFEREM UM ADULTO EMOCIONAL DE UM BEBÊ, DE UMA CRIANÇA OU DE UM ADOLESCENTE EMOCIONAL BEBÊS EMOCIONAIS

• Procuram que os outros tomem conta deles.

• Tem dificuldade com o ESPERE.

• Tem grande dificuldade de entrar no mundo dos outros.

• São movidos por gratificação instantânea.

• Usam os outros como objetos para atender às suas necessidades. CRIANÇAS EMOCIONAIS

• Estão contentes e felizes enquanto recebem o que querem.

• Não sabem lidar com o NÃO.

• Desembaraçam-se rapidamente do estresse, dos desapontamentos e das provações.

• Interpretam as discordâncias como ofensas pessoais.

• Magoam-se com facilidade.

• Queixam-se, retrocedem, manipulam, se vingam, tornam-se sarcásticos quando não conseguem o que querem.

• Tem grande dificuldade em discutir, com calma, suas necessidades e vontades de uma forma madura e amorosa.

ADOLESCENTES EMOCIONAIS

• Tendem a ser quase sempre defensivos.

• Sentem-se ameaçados e ficam amedrontados com as críticas.

• Ficam de olho no que dão para pedir algo em troca depois.

• Tratam o conflito precariamente, quase sempre acusando, fazendo concessões, recor-rendo a terceiros, fazendo cara feia ou ignorando o assunto por completo.

• Tornam-se preocupados consigo mesmos.

• Tem dificuldade com DE OUTRO JEITO.

• Tem grande dificuldade em verdadeiramente ouvir o sofrimento, as decepções e as necessidades de outra pessoa.

• São críticos e opiniáticos. ADULTOS EMOCIONAIS

• Identificam suas necessidades e conseguem pedir o que querem ou preferem – com clareza, direta e honestamente.

• Reconhecem, administram e assumem responsabilidade por suas ideias e sentimentos.

• Mesmo sob estresse conseguem expressar suas próprias convicções e valores sem se tornar antagônicos.

• Respeitam os outros sem ter de mudá-los. • Dão espaço para que os outros cometam erros e não sejam perfeitos.

• Reconhecem as pessoas pelo que são – o bom, o mau e o feio – e não pelo que rece-bem delas.

• Avaliam com precisão seus próprios limites, forças e fraquezas e conseguem discuti-los livremente com os outros.

• Estão em perfeita sintonia com seu mundo emocional e conseguem entrar em senti-mentos, necessidades e preocupações dos outros sem se perder.

• Sabem lidar com o ESPERE, NÃO E DE OUTRO JEITO.

• Tem a capacidade de resolver conflitos de forma madura e negociam soluções que le-vam em conta as perspectivas dos outros.

Para exemplificar este processo de amadurecimento emocional, vamos olhar para a vida de José. Sua história é contada em Gênesis, 37 a 50, e envolve rejeição (37.19), abuso (37.23,24), abandono e desprezo (37.28), mentira(37.20,31), ódio (37.8), ciúme (37,11). José tinha tudo para ter uma vida no vale, desistir da vida, culpar todo mundo, atacar a si mesmo e jamais subir o topo do K2, e ser o que Deus planejou para ele. Entretanto, Deus usou a vida dele de forma extraordinária no seu futuro para que toda a sua família fosse salva num momento de tragédia nacional. Como Deus pôde usar a José? Como Deus pode levá-lo ao máximo do seu potencial e propósito de vida? Como o amor não parou na vida de José, mesmo depois de tanta injustiça e sofrimento? “O Senhor era com Ele”.(39.2,3,21,23). Não há dúvida alguma de que O próprio Deus foi amadurecendo José emocionalmente. José se tornou um adulto emocionalmente saudável, e isso fez com que ele pudesse ser usado por Deus no máximo do seu potencial.

QUAIS SÃO AS LIÇÕES QUE PODEMOS APRENDER COM A VIDA DE JOSÉ?

1. Admita sua situação e viva sem autopiedade.

2. Enfrente a sua realidade com Deus e não na força do seu braço.

3. Não deixe que o seu estado atual e o seu ambiente atual definam a sua escalada.

4. Seja guiado pelo que Deus revelou para você e não pelo que a circunstância diz.

5. Repreenda em nome de Jesus os fantasmas que lhe feriram e que tentam dizer que os sonhos de Deus para a sua vida não vão dar em nada.
6. Aprenda que o amor de Deus encobre a nossa multidão de pecados e nos impulsiona a não desistir de nós mesmos e nem dos outros.

7. Reconheça, como José, que pessoas não tem poder de parar o propósito de Deus para a sua vida lhe fazendo mal.

8. Aprenda o que significa ser um pacificador de verdade e aja com tal.

9. Aceite o que não pode ser mudado em você e nos outros.

10. Desenvolva relacionamentos transparentes com base na suficiência do amor de Cristo de poder fazer novo todas as coisas.

11. Deixe de lado as suas suposições, expectativas e feridas passadas. Aja com visão real do mundo presente.

12. Reconheça a necessidade e indispensabilidade da presença de Jesus na sua vida capacitando você para se tornar um adulto emocionalmente maduro diante das surpresas da vida e ainda ser uma benção neste mundo.

SÉRIE K2 – OS 4 MOVIMENTOS – PARA FRENTE: A DOR DAS PERDAS

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QUINTA SEMANA

Pr. André em 04/10/2015

OS 4 MOVIMENTOS – PARA FRENTE: A DOR DAS PERDAS

O quarto e último movimento que precisamos exercitar rumo ao Summit é olharmos para frente, rumo ao imprevisível. E é exatamente nesse momento que enfrentamos uma dura crise. Oswald Chambers diz: “A maior crise espiritual ocorre quando alguém tem de ir um pouco além dos limites da fé e das crenças que já abraçou.” (Tudo para Ele; p. 277) E é no imprevisível caminho que poderemos ter que enfrentar nossos obstáculos mais temidos: a perda e o sofrimento. O sofrimento e a perda são obstáculos reais da jornada. Eles fazem parte da jornada desse lado da eternidade. Diante desse contexto, uma pergunta se impõe: Como um adulto emocionalmente saudável lida com suas perdas sofrimento? Como podemos lidar com as perdas e o sofrimento encontrando forças para viver o imprevisível dom da vida de Deus? Existem dois caminhos a seguir:

1. O CAMINHO DA IMATURIDADE NA DOR: como podemos lidar com o sofrimento e a perda A dor e sofrimento podem cegar o nosso entendimento, nos dando uma visão distorcida da realidade. Elas nos colocam numa nova realidade. Diante da dor, nós podemos tentar levantar defesas para lidar com essa realidade.

1.1 NOSSAS DEFESAS

Negação – nos recusamos a reconhecer a nossa nova realidade.

Redução – admitimos que algo está errado, mas diminuímos a seriedade do problema.

Transferência de culpa – negamos a nossa responsabilidade pela situação e projetamos a culpa nos outros.

Culpar – assumimos a culpa inteiramente.

Racionalização – damos desculpas, justificamos, apresentamos álibis para proteger e estabelecemos uma explicação inexata do que está acontecendo.

Generalização – evito a consciência pessoal e os sentimentos difíceis através de generalidades.

Distração – mudamos de assunto ou fazemos piada para evitar a realidade ameaçadora.

Hostilidade – ficamos com raiva e irritados quando certos assuntos são mencionados.

Todas essas defesas na verdade são muros de areia que não vão nos ajudar a lidarmos com as perdas e o sofrimento. São artifícios e estratégias que usamos, mas que porém não vão gerar uma visão nítida de nossa realidade. Fugir da realidade não é a solução das nossas crises. Peter Scazzero diz: “Não há maior desastre na vida espiritual do que estar imerso na irrealidade. De fato, a verdadeira vida espiritual não é um escape da realidade, mas um total compromisso com ela.” (Espiritualidade emocionalmente saudável, pág. 170).

Tentar fugir da realidade é tão eficaz como construir um muro de areia diante da onda do mar. Seremos invadidos. Porém entenda que a perda e o sofrimento não são toda a sua vida. Precisamos lidar com nossas dores, mas olharmos somente para elas é vermos apenas parte de nossa vida; é lidar de maneira imatura com o que recebemos.

2. O CAMINHO DA MATURIDADE: como superar nossas dores e seguir adiante.

“Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.” (1 Co 13:11)

O verso 11 está falando de uma nova realidade manifestada através da vinda de Jesus. Uma realidade que vai revelar a meninice da nossa sabedoria humana e nossas meninices emocionais e espirituais. Paulo não estava falando que tinha alcançado a maturidade espiritual completa. Todavia, a maturidade espiritual e emocional podem ser desenvolvidas assim como uma criança que cresce fisicamente até ser um homem. A diferença é que fisicamente nós crescemos de maneira natural. Emocionalmente e espiritualmente nós precisamos ser intencionais. Mas para isso ocorrer é preciso desapegar-nos das coisas de “criança” e avançarmos para a maturidade.

A verdade é que tentamos nos aprimorar com pós, mestrados, cursos, diplomas e títulos para tentar superar nossas fragilidades e preencher nossas lacunas emocionais. Mas esquecemos que a única forma de amadurecermos emocionalmente e espiritualmente é aceitando as nossas limitações de maneira humilde e sendo intencionais quanto a esse crescimento.

Como superar as nossas dores e seguir em frente?

• Não fuja de suas dores; coloque-se de pé diante delas.

• Preste atenção ao está acontecendo.

• Reflita sobre suas emoções.

• Submeta-se ao processo.

• Avance para a luz da saída de Deus.

• Aprenda com os seus limites, e enfrente suas dores e sofrimento.

O que vira adiante? Não sabemos, mas a Bíblia nos ensina sobre o que podemos nos apegar.

“Assim, permanecem agora estes três: a fé, a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor.” 1 Coríntios 13:13 A fé, que nos move em direção a Cristo; a esperança, que nos leva a esperarmos na certeza de que Deus está fazendo algo por nós, e o amor, que é a manifestação de Deus em Cristo. O que virá ainda é desconhecido, distante e não claro, como uma nevasca ou um dia de forte neblina. Como enfrentar a nevasca do desconhecido? Não deixe que o medo do desconhecido, as suas dores e o sofrimento afastem você da casa do pai. Cresça com Ele. A corda da fé em Jesus que nos liga ao pai está disponível para cada um de nós. A fé em Jesus é o que nos mantém no caminho certo e seguro nas nevascas da vida. É ela que nos levará mais longe e mais adiante quando as nevascas das perdas e do sofrimento chegarem até nós.

APEGUE-SE a sua fé e cresça. DESCANSE na esperança e cresça. AQUEÇA-SE no amor de Deus e cresça.