TENHA ESPERANÇA | Pr Shane + O PADRÃO DE DEUS PRA FAMÍLIA | Pr Tércio | 19.02.17

TENHA ESPERANÇA, DEUS ESTÁ AGINDO
(Mensagem ministrada pelo Pr Shane em 19/02/2017 – manhã)
Texto-base: Êxodo 15:22

Por muitas vezes, ao longo de nossa jornada, enfrentamos situações difíceis, que nos levam para o “deserto”, um lugar árido e com extremas dificuldades, onde a nossa fé e obediência são testadas. Nesses momentos, precisamos estar atentos a tudo que Deus nos fala, anotarmos as experiências e aquilo que elas nos ensinam. Eis algumas verdades que a jornada no deserto nos ensina:

1) Não desista; persista.
2) Não reclame; clame.
3) Obedeça e cresça.

1) Não desista; persista.
Depois de cruzar o Mar Vermelho, o povo caminhou pelo deserto por três dias sem encontrar água (v. 22). Quando chegaram a um lugar chamado Mara, encontraram água. Todavia, não podiam beber pois eram águas amargas. A reclamação que se ouviu entre o povo certamente era fruto das falsas expectativas criadas: (1) quem nos livrou do Egito nunca nos conduziria intencionalmente para o deserto. (2) Deus não nos levaria a águas amargas. Mas observemos o texto de Tiago 1:2-4 e 2 Timóteo 3:12. A verdade é que Deus estará conosco em qualquer situação.

2) Não reclame; clame.
Quando o povo estava diante das águas amargas, da sede e do desespero, era importante lembrar que, três dias antes, eles haviam sido libertos das mãos de Faraó milagrosamente, e eles haviam celebrado este livramento (Êx 15:1). Moisés havia entendido que, em tempos de crise, é “cantar” ou “clamar”. Da mesma forma, quando estamos no deserto, enfrentando situações difíceis, precisamos nos lembrar que já fomos libertos da escravidão, e já enfrentamos outras situações igualmente difíceis, e em todas elas Deus estava ao nosso lado.

3) Obedeça e cresça.
Na jornada do deserto, Deus está, em todo tempo, se revelando, nos direcionando, nos testando. Ao povo, ele deu ordenanças e leis que deveriam ser obedecidas (Êx 15:25, 26). O resultado deste processo foi o descanso em Elim, onde havia “doze fontes de água e setenta palmeiras” (Êx 15:27). a obediência nos leva ao crescimento, e a desfrutarmos da graça de deus sobre nossas vidas.

E daí?
1) Deus, me ajude a não desistir quando você me leva para o deserto para aprender.
2) Deus, me ajude a abandonar a reclamação em favor do clamor.
3) Deus, no meio deste deserto, revele a sua vontade e direção para minha vida, pois quero obedecer e crescer.

O PADRÃO DE DEUS NA CONSTRUÇÃO DE UMA FAMÍLIA
(Mensagem ministrada pelo Pr Tércio em 19/02/2017 – noite)
Texto-base: Gênesis 24

Nosso país, no que diz respeito à família, ao papel do marido e da mulher, à aliança conjugal, perdeu a referência do plano divino e vive uma grande crise. As pessoas estão perdidas, “como ovelhas sem pastor” e a restauração do ser humano começa pela base da família. Como está o seu padrão de casamento e formação da familia?

1) Você precisa clamar a Deus pra que ele escolha um homem/mulher onde o padrão da relação tem por base o mesmo Deus (mesmo coração e valores). Todo o bom RELAcionamento passa por RALAcionamento. Porém, como não há comunhão entre luz e trevas, quando não existe unidade neste princípio, não há unidade da solução dos conflitos.

2) Oração: ore e peça a confirmação de Deus. Não confie na tua visão e pensamentos. Fale com Deus, peça sinais dele e confie à Ele o seu pedido. Reconheça sua limitação e peça a Ele que confirme os planos. Sem confirmação, não avance.

3) Celebre as maravilhosas obras de Deus!

4) A família acolhe a relação. Não são mais dois apenas, mas as famílias são unidas. E quando Deus está no controle e abençoa, é Ele quem faz o que for preciso para que os pais abençoem a união, mesmo diante de sentimentos e situações contrárias.

5) A história se torna testemunho da ação de Deus e a relação é reconhecida por outros, de que Deus está nela. O que Deus quer construir em você e através de você é pra testemunhar da ação dele.

6) A promessa de Gênesis 2:24 é cumprida. Tornar-se um é enfrentar a vida e seus desafios como casal e não com o sustento e segurança dos pais.

7) Quando duas pessoas são unidas debaixo da unção de Deus, a relação da entrega é tão poderosa que as dores da alma são preenchidas pelo poder desse amor.

PERDÃO | 12.02.17 | Tércio da Rosa

PERDÃO
(Mensagem ministrada por Tércio da Rosa em 12/02/2017)
Texto-base: Mateus 18:21-35

O que é perdão? Como o definimos? A palavra perdão vem do latim perdonare (per – total, completo, e donare – dar, entregar, doar). O perdão é o processo mental e espiritual de cessar o ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo, decorrente de uma ofensa percebida, diferenças, erros ou fracassos, ou cessar a exigência de castigo ou restituição. É normalmente concedido sem qualquer expectativa de compensação e pode ocorrer sem que o perdoado tome conhecimento. Pode vir através da oferta de alguma forma de restituição.

Quando falamos de perdão, estamos lidando com questões emocionais. E, no centro das emoções, está a realidade dos relacionamentos. Só que quando negligenciamos nossos sentimentos, ou seja, quando somos falsos conosco mesmos, fechamos uma porta pela qual podemos conhecer melhor a Deus.

No texto de Mateus 18:21-35, talvez Pedro imaginasse que seria parabenizado pelo Mestre, uma vez, que pela tradição judaica, a obrigação era perdoar por 3 vezes, e ele eleva para 7 vezes. Entretanto, ao dizer que deveria ser 70×7 vezes ao dia, Jesus estava ensinando que, quando o assunto era perdão, o parâmetro superava em muito a bondade humana.

Quem não perdoa adoece física, emocional e espiritualmente. Não tem alegria. Não pode ser perdoado. Não pode trazer sua oferta ao altar. Não pode orar. É entregue aos “verdugos” da consciência/atormentadores da alma. Quem não perdoa, toma veneno e espera que o outro morra. Convive 24h com o acusador. Se auto destrói. Potencializa o sentimento ruim (ressentimento = sentir de novo). Quem não perdoa, dá espaço para o diabo agir com uma pequena raiz de amargura brotando em seu coração (Hebreus 12:15). Carrega lixo. Se priva da graça, do favor e do amor de Deus.

Jesus pintou uma imagem realista do perdão em sua parábola do servo impiedoso. Um homem que devia uma enorme quantia em dinheiro, ficou surpreso quando seu senhor ouviu o seu apelo por misericórdia e cancelou toda a dívida. Porém, depois de ter sido liberado dessa enorme dívida, o servo fez algo totalmente inesperado: ele foi até um outro homem que devia a ele uma quantia muito menor e exigiu o pagamento imediatamente. Quando o senhor tomou conhecimento disso, as coisas mudaram drasticamente em relação ao acordo com o escravo.

“Irado, seu senhor entregou-o aos torturadores, até que pagasse tudo o que devia” (Mateus 18:34). Um dia que começou com alegria e alívio, terminou em tristeza e desesperança. Tortura. Prisão. Quando pensamos em falta de perdão, é isso que deve vir a nossa mente, pois Jesus disse, “Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão” (Mateus 18:35).

Imagine que você está em uma prisão. E quando você olha ao seu redor, avista algumas celas. Você vê pessoas do seu passado encarceradas lá – pessoas que feriram você. Pessoas que já chamou de amigo, mas que erraram com você em algum momento. Talvez você veja seu pai ou sua mãe, ou quem sabe os dois; talvez um irmão ou irmã ou outra pessoa da sua família. Até o seu cônjuge está trancado nas proximidades, imobilizado com todos os outros nesta cadeia feita por você mesmo.

Esta prisão que você vê é uma sala em seu próprio coração. Esta cela escura, fria e depressiva está em você todos os dias. Mas Jesus está de pé, não muito longe de lá, oferecendo uma chave para você que libertará todos os presidiários. Mas não. Você não quer isso. Essas pessoas lhe machucaram muito. Eles sabiam o que estavam fazendo e mesmo assim decidiram ir em frente – até mesmo seu cônjuge, aquele em quem você mais confiava. Então, você resiste e volta. Você não está disposto a permanecer ali por nem mais um minuto – vendo Jesus, vendo a chave em suas mãos, sabendo o que Ele está lhe pedindo para fazer. É demais para você.

Só que, ao tentar escapar você descobre algo assustador. Não há saída! Você se encontra aprisionado com todos os outros! Sua falta de perdão, raiva e amargura fizeram de você um prisioneiro também. Assim como o servo na história de Jesus, que foi perdoado de uma enorme dívida, você escolheu não perdoar e, em razão disso, tem sido entregue aos torturadores e carcereiros. Sua liberdade depende, agora, do seu perdão.

Quando você perdoa uma outra pessoa, você não está apenas tornando-a livre. Você a está entregando a Deus, que é capaz de tratar com ela à sua maneira. Não tem mais relação com ganhar ou perder. Tem a ver com liberdade. Tem a ver com “deixar pra lá”.  É por esta razão que sempre ouvimos pessoas que perdoaram genuinamente dizerem, “eu sinto como se um peso fosse retirado dos meus ombros.” O mau cheiro do mofo da cadeia é inundado por luz e serenidade. Pela primeira vez em muito tempo, você se sente em paz. Você se sente livre.

Quem precisa do meu perdão hoje? A quem preciso pedir perdão hoje?

Lembre-se: a capacidade de perdoar só é possível quando reconhecemos quem somos diante de Deus. Perdão não é sentimento: é ação. O Espírito Santo não somente gera o sentimento de que a dívida foi paga mas que a graça derramada em nós nos dá condições de derramarmos isso ao outro. Não temos o direito de não perdoar. Não esqueçamos nunca do tamanho da nossa dívida.

Seja o que for que você ainda não perdoou, perdoe hoje. Esqueça. Assim como pedimos a Deus para “perdoar as nossas dívidas” a cada dia, devemos pedir a Deus para ajudar-nos a “perdoar os nossos devedores” a cada dia. A falta de perdão tem mantido você e seus devedores na prisão por muito tempo. Diga de coração, “eu escolhi perdoar”.

ASSUNTOS MAL RESOLVIDOS COM OS “NÃOS” DE DEUS | Pr Tércio | 05.02.17

ASSUNTOS MAL RESOLVIDOS COM OS “NÃOS” DE DEUS…
(Mensagem ministrada pelo Pr. Tércio em 05/02/2017)
Gênesis 4:1-16

Na construção do caráter dos nossos filhos, um dos aspectos mais importantes é a colocação de limites. O não é uma palavra tão importante para essa construção nas nossas vidas quanto o sim. No contexto do texto de Gênesis 4, foi exatamente o que Deus fez. Deus disse não para Caim porque a sua atitude, na oferta apresentada, não O agradou. Entretanto, não foi só a oferta que Deus não recebeu. Perceba que Deus não aceitou nem a atitude do coração de Caim, e como resultado, ele enfrentou uma grande crise, com danos terríveis para a sua vida e um destino de morte espiritual.

Ao olharmos para o texto, podemos perceber que a crise de Caim, diante do não de Deus, é a mesma que enfrentamos muitas vezes. Muitos tem seguido na vida com assuntos inacabados (maus resolvidos) com Deus, por causa de “nãos” que recebemos Dele.

Mas, porque brigamos com Deus e não aceitamos os seus “nãos”?

1) Porque desejamos sinceramente a satisfação dos nossos desejos, obstinadamente.

2) Porque não aceitamos que a nossa vontade seja tolhida, limitada.

Quando não aceitamos o não de Deus, demonstramos nossa ignorância e limitação para enxergarmos o futuro perfeito que Deus planejou; não entendemos ou cremos o suficiente que os planos de Deus são maiores e melhores para a nossa vida. Na verdade, não temos fé. Por isso, quanto mais conhecermos a Deus, mais confiança Nele teremos, e saberemos aceitar o não, confiando que Ele nos ama, e está dizendo não para nos proteger, para formar o nosso caráter.

Mas, o que podemos aprender com o processo vivido por Caim?

 

Assuntos mal resolvidos com os “nãos” de Deus…

  1. PODEM ME LEVAR A ME ENFURECER E ME TRANSTORNAR COM ELE (Gn 4.5)

Caim representa eu e você diante dos “nãos” de Deus. Não sabemos lidar quando não acontece como esperamos. Não sabemos lidar com Deus quando Ele não nos dá o que queremos. Quando pedimos algo para Deus e Ele diz não. Quando esperamos algo Dele e Ele faz diferente. Quando oramos para Ele e simplesmente Ele diz não ao meu pedido. Precisar aprender a lidar com os “nãos” de Deus antes que continuemos na direção infeliz que Caim tomou.

Como está o seu coração hoje com os “nãos” que você tem recebido de Deus?

  

Assuntos mal resolvidos com os “nãos” de Deus…

  1. PODEM ME LEVAR A IGNORAR A VOZ DELE E ABRIR A PORTA AO PECADO QUE DESEJA ME DOMINAR (Gn 4.6,7)

 Deus procura dialogar com Caim, que simplesmente decide ignorar a voz de Deus. Ele sabia que Caim, como eu e você, quando não colocamos para Deus a nossa indignação, abrimos as portas para o mal entrar de vez e arrebentar com a nossa vida. Se você está mal resolvido com o não de Deus, e tem se recusado a ouvir o chamado de Dele ao arrependimento, é hora de parar, repensar e arrepender-se. O pecado jaz atrás da porta, e ele deseja dominá-lo.

 

Assuntos mal resolvidos com os “nãos” de Deus…

  1. PODEM ME LEVAR A ATINGIR QUEM EU AMO ATÉ A MORTE (Gn 4.8)

O processo de ignorar a voz de Deus e o seu aviso de alerta contra o mal que quer nos dominar tem poder de, aos poucos, transformar nossos valores. O mal entra pela porta e começa a levar da nossa vida o que realmente tem valor. Mas ele não para aí: ele começa a trazer para dentro das nossas vidas maldades que jamais imaginamos fazer. Ele nos transforma por dentro, arranca o que é bom e estabelece o mal a ponto, até mesmo, de sermos capazes de ignorar a voz de Deus, ferirmos pessoas, machucá-las e até mesmo, matá-las. É um processo que vai nos transformando aos poucos.

Onde você está nesse processo de não saber lidar com os “nãos” de Deus?

O mal já tem levado você a ferir a si mesmo e a outras pessoas?

 

Assuntos mal resolvidos com os “nãos” de Deus…

  1. PODEM ME LEVAR A UM ESTADO DE REBELDIA DE ALMA E IRONIA (Gn 4.9)

 Quando confrontado por Deus, Caim revelou o seu estado interior, que era de revolta, ironia, insensibilidade e indiferença. Precisamos entender que estes sentimentos nunca param em Deus. Elas vão além. Nos tornamos com os outros o que somos com Deus. O pecado vai nos tornando céticos, cínicos, frios, insensíveis, irônicos com Deus e com os outros.

Você consegue perceber essas enfermidades se instalando na sua vida e nos seus relacionamentos?

 

Assuntos mal resolvidos com os “nãos” de Deus…

  1. PODEM TRAZER DANOS TERRÍVEIS PARA A MINHA PRÓPRIA VIDA (Gn 4.10-12)

Quando temos assuntos mal resolvidos com Deus, Ele permanece perto, buscando dialogar em amor para a nossa restauração. Foi assim com Caim, mas ele rejeitou a oferta de Deus, e foi amaldiçoado por Deus. Pior do que ser amaldiçoado pelo diabo, é ser amaldiçoado por Deus, porque o diabo não tem poder para outra coisa, senão para amaldiçoar! Mas Deus não! Seu poder é para o bem e para o mal, mas quando Deus amaldiçoa, você está recebendo, de quem tem o poder te abençoar, a maldição. E se isso acontecer, onde e por quem você será abençoado?

 

Assuntos mal resolvidos com os “nãos” de Deus…

  1. PODEM ME TORNAR ETERNAMENTE FUGITIVO NESTE MUNDO (Gn 4.12-14)

 Assim é alguém que briga com Deus. Ele não se sente mais seguro em nenhum lugar. Onde está, está com medo. Se torna um fugitivo, cada vez mais errando nas suas escolhas e destinos. Nosso egoísmo só nos leva para mais longe de Deus, e mais perto de nossa miséria interior, que nada pode fazer por nós. A culpa, a vergonha, o orgulho sempre podem nos impedir da restauração. A nossa cegueira nos impede de percebermos que a culpa é nossa, e não de Deus. Culpamos Deus pelo mal que recebemos, quando estamos apenas colhendo o mal que plantamos pelas nossas escolhas erradas.

 

Assuntos mal resolvidos com os “nãos” de Deus…

  1. PODEM ME LEVAR A TERMINAR A VIDA COMO ESCOLHI COMEÇAR: TOTALMENTE AFASTADO DE DELE (Gn 4.15-16)

Deus recusou a Caim e a sua ofertas porque seu coração estava distante de Deus. A maneira como o coração de Caim estava quando recebeu o não de Deus, foi como ele terminou, distante de Deus, ainda que protegido pela Sua misericórdia de Deus. Caim estava debaixo da misericórdia de Deus mas sua oferta mostrou que o seu coração estava distante Dele. Você pode se contentar em viver sustentado apenas pela misericórdia de Deus, ou decidir hoje voltar para desfrutar da presença do Pai e do Seu amor.

Mas o que fazer? Volte para Deus e se arrependa, volte para os braços dEle e confie no Seu amor por você. Não se exclua da graça, e não culpe Deus pelo que você está passando. Assuma a sua responsabilidade pelas escolhas erradas. Faça as pazes com Deus e com os “nãos”  que ele tem te dado. Saiba que é por amor. Aceite a Sua disciplina. Arrependimento e confissão é o caminho para a vida e para a proximidade permanente de Deus.