13/40 dias C.A.F.E. | Amor além do sábado

Enquanto o mundo encolhe com o medo, o povo de Deus ama.
Devocional 13/40 – 03.04.2020
Amor além do sábado
por Robson Ferreira

“Sejam misericordiosos, assim como o Pai de vocês é misericordioso.” (Lucas 6.36)

Texto-base: Lucas 6.1-11;36

Na cabeceira da minha cama, assim como na imagem de fundo de tela do meu celular, tenho uma fotografia das pessoas que mais amo: minha esposa Ingrid, e meus dois filhos, Tom e Vinícius. A foto foi muito bem escolhida: os três com um sorriso lindo para me lembrar da alegria de ter uma família incrível que Deus me deu para amar e cuidar.

Olhando para esse quadro ao lado da minha cama, fico imaginando se eu teria outros quadros com outras pessoas, talvez meus pais, meus tios, meus amigos, ou, como no álbum de casamento, as fotos com os convidados. Percebo que temos algumas regras bem claras de quais pessoas vamos pendurar na nossa parede de casa, no nosso lugar seguro, o lar doce lar. Essas regras são como os limites da moldura do quadro, determinam exatamente quem estará lá dentro e onde eles estarão guardados, como eu os amo!

Mas, quando saio desse ambiente familiar, me deparo com outras pessoas, fora desse círculo, fora dessas regras, dessas molduras. Nós todos nos deparamos com diversas pessoas às quais Deus destina o amor Dele.

Em Lucas 6:1-11, podemos ler duas histórias sobre o amor de Jesus, uma pelos Seus discípulos e outra por um homem que tinha a mão mirrada. O que há em comum nessas duas histórias é que Jesus rompe com algumas regras daquela sociedade, daquele tempo; Jesus rompe com o sábado.

Os judeus guardavam o sábado como um dia de separação, de descanso e santificação ao Senhor, sendo que, com o passar dos anos, eles mesmos criaram tantas regras para que se guardasse o sábado que o que era para ser uma bênção tornou-se um fardo. O sábado não deveria ser um fardo, e sim bênção. Deus abençoou o sábado, e não eram as leis do sábado o foco da lembrança. Deus é quem deveria ser lembrado, a nossa dependência Dele, a maneira como Ele cuida de tudo por nós e o fato de que não teríamos as espigas de trigo para colher se não fosse por Ele. “Misericórdia quero, e não sacrifício, exclamou Jesus”. O homem não foi feito para se tornar refém do sábado, mas sim o sábado foi feito para o benefício do homem.

Para se entender a benção do sábado, é necessário um coração amoroso, um coração feito para o próximo, um coração feito para o homem, um coração disposto a amar até o fim, amar sem medidas, incondicionalmente, um coração inconsequente no amor. Jesus exumou o sábado, tirando dele todo peso e sobrecarga sem sentido. Jesus veio mostrar que é um dia para amar e se concentrar no amor do Senhor.

Agora sabemos que o sábado é para amar, então devemos saber também que, para amar, não há tempo, ou será que Deus, depois de seis dias de trabalho, na criação do mundo, descansou e não levantou mais de Sua poltrona? Pelo contrário, logo após o pecado do homem, Deus deu início ao seu maior esforço de amor e nunca mais descansou. Ele não dorme e nem tosqueneja, nem sequer cochila.

Mas nós podemos, assim como esses fariseus, colocar regras sobre nosso sábado. Quando definimos que o amor é um relacionamento consolidado pelo convívio social, pelo romantismo, pelo afeto, pela amizade. Essa ideia de amor, apesar de ser funcional, bonita, prática e prazerosa, é subjetiva e nos permite colocar o próximo sob juízo de parâmetros definidos por cada um indivíduo e segundo a sua razão.

  • Eu gosto dele porque ele é lindo; eu o amo porque ele é lindo.
  • Eu gosto dele porque ele é simpático; eu amo porque ele é simpático.
  • Eu gosto da maneira como ele se veste; eu o amo porque ele se veste bem.
  • Vou ajudá-lo porque ele já me fez muito favor.

Cada regra criada por você para compartilhar o amor é como as regras do descanso para os fariseus. Como é possível descansar com o coração cheio de barreiras? Como é possível amar com o coração cheio de obstáculos?
“O amor de Deus não se destina ao que vale a pena ser amado, o amor de Deus cria o que vale a pena ser amado” . (Martinho Lutero)
Como posso destruir os parâmetros que definem a quem eu devo amar? Como posso me desfazer das molduras dos meus quadros e colocar no porta-retrato aquele a quem Deus criou para eu amar?
Em Mateus 5.46, Jesus fala sobre esses parâmetros de amor quando nos pergunta: que galardão há quando amamos somente a quem nós queremos pendurar em um quadro em nossa parede? Somente a quem cabe em nossas molduras? Somente a quem obedece aos nossos parâmetros, regras e moralismo? A resposta de Jesus é desafiadora: ame além do sábado, ame apesar de ser sábado.
Livrem-se dos parâmetros, das barreiras e dos pesos que impedem de amar, sigam o exemplo do Mestre, que, no amor, foi além do sábado e amou tanto que Se entregou por todos, até mesmo por quem não O amava.

Música sugerida: Seria tão bom (Paulo César Baruk)
https://www.youtube.com/watch?v=_jqWaG7pNB0

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