27 Tiago | O AUTOR DA VIDA | Raul Villanueva

APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A VIDA – Estudos na Epístola de TIAGO
Semana 04 – Enquanto o mundo usa palavras para incendiar,
o povo de Deus usa palavras para edificar.

27) O AUTOR DA VIDA
por Raul Villanueva, em 29 de maio de 2020

Existe um poder oculto na linguagem, e poucas pessoas prestam atenção: ela revela quem nós somos realmente. Nossas palavras geram identidade. Quando você pergunta a uma pessoa quem ela é, ela te dá um relato de quem ela é. Isto acontece porque nossa identidade está intimamente associada à nossa história.

Quando Cristo chega em nossa vida, Ele muda nossa história. É nesse momento que Ele reescreve o relato de quem nós somos, modificando automaticamente nossa identidade e o sentido da nossa história passada, presente e futura.

Para que uma história tenha sentido, ela precisa ter um significado. Na literatura, por exemplo, o “sentido” é a ordem específica que um autor dá a sua obra capítulo a capítulo (isso é chamado de texto), mas o “significado” é o que esse relato revela entre linhas para seus leitores (isto é chamado de subtexto). E a união de ambos os componentes (sentido e significado) gera algo maior na história que está sendo contada: propósito.

O autor sabe qual é o propósito de cada personagem porque foi ele quem os criou. Do mesmo modo, o Autor da vida sabe para que você existe, porque foi Ele quem te desenhou. As mesmas palavras que criaram o universo foram as que te formaram no ventre da tua mãe, para que seja parte da história redentora que o Pai, o Filho e o Espírito Santo estão escrevendo.

Então, se a tua vida é um dos capítulos desta história eterna que Deus está escrevendo, que palavras encontraríamos nesse capítulo? Encontraríamos palavras de sabedoria? Poderíamos ler que suas palavras edificaram as pessoas que você amou? Encontraríamos palavras de ânimo? Palavras de encorajamento? De alívio? Palavras de paz?

Ou, ao contrário, encontraríamos palavras que gerariam destruição, feridas e discórdia? Pode de um mesmo lugar sair bênção e maldição? Se formos sinceros com nós mesmos, a resposta é um sim.

Ao longo da nossa vida, nossas palavras são cheias de erros e de acertos; existem palavras que nunca deveríamos ouvir e outras que jamais deveríamos falar. Existem palavras que ouvimos no momento de que mais precisamos e outras que falamos quando alguém mais necessita.

Uma boa palavra no momento oportuno pode sarar um coração. Uma palavra ruim pode ferir uma vida. Nossos pecados nos fazem errar. A santidade nos faz acertar.

Que faremos então? O mesmo que fez Davi: dirigir nossas palavras, nosso clamor e nossa oração ao único Deus. Só Ele pode ajudar a colocar um guarda e um vigia na nossa boca, um dia de cada vez:

“Clamo a ti, Senhor; vem depressa! Escuta a minha voz quando clamo a ti. Seja a minha oração como incenso diante de ti, e o levantar das minhas mãos, como a oferta da tarde. Coloca, Senhor, uma guarda à minha boca; vigia a porta de meus lábios.” Salmo 141:1-3

Existe um poder oculto na linguagem, que poucas pessoas prestam atenção: ela revela quem nós somos realmente.

Que nossas palavras revelem a Cristo, o Autor da vida.

Música Sugerida: Pintor do Mundo (Pr. Lucas)
https://youtu.be/BF0q-LAn8fw

26 Tiago | O PODER DA LÍNGUA | Marcelo Santos

APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A VIDA – Estudos na Epístola de TIAGO
Semana 04 – Enquanto o mundo usa palavras para incendiar,
o povo de Deus usa palavras para edificar.

26) O PODER DA LÍNGUA
por Marcelo dos Santos, em 28 de maio de 2020

“Com a língua, bendizemos o Senhor e Pai e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.” (Tiago 3:9)

Lembro, em 2013, do dia em que ocorreu o incêndio da Boate Kiss, em Santa Maria, RS. A tragédia vitimou 242 pessoas e feriu outras 680, sendo considerada a segunda maior tragédia da história do Brasil ocorrida em um incêndio, ficando atrás somente da tragédia ocorrida no Gran Circus Norte Americano, em 1961, na cidade de Niterói, RJ.

Lembro dos telejornais, na época, entrando ao vivo e mostrando as pessoas sendo resgatadas dos escombros. Outros infelizmente não resistiram aos ferimentos e morreram. Amigos e familiares vinham até o local da tragédia, no sul do país, em busca de informações sobre seus entes, na expectativa de encontrá-los com vida. Enfim, um dia muito triste, não apenas para aquela comunidade, mas para todos nós que amamos Jesus e que, por amá-Lo, amamos a vida.

As investigações revelaram que o incêndio foi causado pela faísca de um sinalizador, utilizado pela banda que animava as pessoas naquele local. A faísca, ao atingir as espumas acústicas do teto, deu início ao fogo, que se alastrou rapidamente, causando um incêndio de grandes proporções, que devastou famílias com a perda de seus filhos e com a visão de sonhos e projetos igualmente mortos.

Pensando sobre esse fato terrível e suas tristes consequências, percebi que tudo ocorreu pela força de uma faísca que atingiu uma espuma. Então, lembrei-me deste texto bíblico que diz: “Semelhantemente, a língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha.” Tiago 3:5 NVI

Queridos, a língua realmente é um pequeno órgão, mas com altíssimo poder de gerar morte. “Com a língua bendizemos o Senhor e Pai e com ela amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.” Tiago 3:9 NVI

Assim como uma faísca teve o poder de incendiar aquela boate e exterminar vidas e sonhos, nossas palavras têm poder de restaurar vidas e sonhos quando usadas para o bem do próximo, ou de exterminá-los quando usadas de maneira inconsequente.

Tenho vivo em minha memória meu convívio, na infância, com meus primos queridos. Era maravilhoso estar com eles. Porém, infelizmente, em meio às boas lembranças, sempre vem ao meu coração uma lembrança triste, que é a falta de sabedoria do meu tio em relação ao meu primo, e que se encaixa perfeitamente no contexto do que estamos compartilhando hoje.

Há frases que sempre ouvi do meu tio, em relação ao meu primo, e que ecoam ainda hoje em minha mente: “Você é um burro”, “Você nunca será nada na vida”. Infelizmente, meu primo acreditou nessas palavras, e elas tiveram poder para desviar da rota um menino cheio de habilidades, sonhos e dons e que, ao dar crédito a essas palavras, não conseguiu concluir etapas de estudos importantes para sua formação intelectual e, mesmo na fase adulta, tem colhido frutos negativos: com todas suas habilidades, não consegue se firmar no mercado de trabalho, é um homem inconstante, sem confiança em si mesmo e de difícil relacionamento com seu próprio pai.

Não sei se as palavras que você ouviu de sua família de origem fizeram de você uma pessoa igualmente inconstante, sem confiança e com sérios problemas de relacionamentos; nem mesmo sei se palavras, de certa maneira, mataram seus sonhos ou dirigiram sua vida até o presente momento. Porém, quero te convidar a ouvir a mesma voz que o profeta Jeremias ouviu: “Antes de formá-lo no ventre, Eu o escolhi; antes de você nascer, Eu o separei e o designei profeta às nações”. (Jeremias 1:5)

Talvez você tenha adquirido marcas profundas por palavras que foram proferidas sobre você, palavras que te paralisaram, fizeram você desistir de sonhos, projetos e, quem sabe, desistir da vida.

Saiba que eu e você somos amados por Deus, chamados a um relacionamento de amor eterno, separados para cumprir o propósito dEle aqui na terra. Fomos restaurados para restaurar, curados para curar e amados para amar. Independentemente de quem pensamos ser ou de quem, aos nossos olhos, tenhamos nos tornado, Ele tem para nós uma nova história.

“Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Romanos 8:38,39)

Creia nisso!

Música sugerida: Quem dizes que sou (Hillsong) | Cover MobiPraise, feat. Suelen Camila
https://www.youtube.com/watch?v=YGSyL6-X6TQ

25 Tiago | ESCOLHA TRAZER A CURA | Michel Santos

APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A VIDA – Estudos na Epístola de TIAGO
Semana 04 – Enquanto o mundo usa palavras para incendiar,
o povo de Deus usa palavras para edificar.

25) ESCOLHA TRAZER A CURA
por Michel dos Santos, em 27 de maio de 2020

“Há palavras que ferem como espada, mas a língua dos sábios traz a cura.”
Provérbios 12.18

Estou escrevendo esse devocional exatamente na semana em que eu e a Carla completamos 20 anos de casados, uma data muito celebrada por nós juntamente com nossas filhas Carolina e Isabela.

Aproveitando o momento, lembrei-me do quanto o casamento é um dos ambientes no qual mais vivenciamos as verdades contidas no texto bíblico que lemos. Com nossas palavras podemos ferir ou trazer cura, gerar vida ou morte dentro de nossa própria casa. Com elas declaramos nosso amor por nossa esposa, clamamos a Deus por nossa família, expressamos nossos desejos, compartilhamos sonhos, conversamos com nossos filhos, abençoamos nossa família, mas também com nossas próprias palavras podemos amaldiçoar, destruir, matar sonhos e intenções, causar desânimo, traumas para uma vida toda e afastar pessoas que amamos.

Quando nós nos casamos, pela falta de sabedoria e maturidade, não tínhamos a real dimensão do poder que havia em nossas palavras, o quanto podíamos levantar ou derrubar um ao outro. Ao longo desses 20 anos, apesar de muito amor envolvido, diversas vezes nos ferimos com palavras, por vezes de forma inconsciente, mas em muitas outras fomos intencionais para machucar um ao outro.

O casamento é um ambiente no qual Deus trabalha muitas coisas em nós, nosso caráter, o abrir mão daquilo que queremos em favor do nosso cônjuge e dos nossos filhos, nosso orgulho e nossa capacidade de administrar situações. Porém por falta de sabedoria, discernimento e de disposição em sermos trabalhados por Deus para o nosso crescimento, buscamos “culpados” e fazemos do nosso cônjuge o alvo de nossa “vingança”, desferindo palavras com o propósito de ferir.

Em nossa vida, temos percebido a cada dia o quanto Deus tem usado nossa vivência em família para trabalhar áreas que precisam ser tratadas, e o fato de ter a consciência não torna isso assim tão fácil, já caímos muitas vezes. Porém, hoje entendendo esse versículo como uma verdade espiritual: temos crescido nessa vivência, até mesmo vendo os frutos disso na nossa casa. Diante disso, temos sido cada vez mais intencionais em pedir a Deus sabedoria e discernimento do Espírito para lidar com nossas dificuldades e frustrações no processo de amadurecimento, entendendo que tudo isso, em vez de nos tornar pessoas feridas que consequentemente ferem, precisa nos fazer crescer, gerar arrependimento e nos aproximar de Deus.

Percebemos que passa pela escolha prática de usar nossa boca como instrumento de cura, de sabedoria, encorajamento e gratidão a Deus e não de instrumento para ferir e destruir. É uma decisão racional de homens e mulheres que, estando conectados a fonte, Jesus, buscam compreender Suas verdades e escolhem fazer o bom uso das palavras, entendendo que todo o processo está relacionado àquilo que Ele quer fazer em nós dando-nos a oportunidade de crescimento, gerando a transformação que Ele deseja, resultando em glória a Ele.

Qual tem sido a sua escolha? Na sua casa, com as pessoas que você ama, suas palavras têm gerado cura ou ferida?

Escolha, apesar das dificuldades do dia a dia e dos desafios do amadurecimento, usar sua boca para curar e gerar vida.

Musica sugerida: Seria tão bom (Paulo Cesar Baruk)
https://www.youtube.com/watch?v=MRHyCrjq9RU

24 Tiago | AJA, NÃO REAJA | Lucas Bair

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Semana 04 – Enquanto o mundo usa palavras para incendiar,
o povo de Deus usa palavras para edificar.

24) AJA, NÃO REAJA
por Lucas Bair, em 26 de maio de 2020

“Há mais esperança para um tolo do que para uma pessoa que fala sem pensar.” Provérbios 29:20

Eu tenho um relacionamento complicado com a minha língua. Ela pode ser uma grande fonte de benção para as pessoas. Posso pensar em muitos momentos em que as palavras que saíram da minha boca melhoraram a vida de alguém. É incrível enxergar o semblante do meu filho mudar completamente quando digo “tenho orgulho de ti, meu filho”. Ou o sorriso se manifestar quando digo “te amo” para minha esposa. Ou o encorajamento aparecer quando falo as verdades da Palavra de Deus para alguém que está no meio de uma crise. Ou a esperança chegar quando falo do evangelho para alguém que, pela primeira vez, está acreditando em Jesus.

Deus deu muito poder para nossa língua, poder para fazer o bem na vida de outras pessoas. Mas ao mesmo tempo, com muita tristeza e vergonha, posso lembrar de momentos em que a minha língua amaldiçoou e machucou pessoas. Uma palavra crítica pode ser um grande peso na vida dos nossos filhos e pode marcar a vida deles por anos.

A mesma boca que declara amor e dá palavras de encorajamento pode machucar e entristecer. A mesma boca que comunica o evangelho pode ofender pessoas e levá-las para longe de Deus.

Como disse no início, eu mesmo tenho um relacionamento complicado com a minha língua. Umas das minhas lutas é que eu deixo as emoções tomarem conta de mim em muitas situações e falo coisas erradas ou falo de um jeito que machuca alguém. Abro minha boca e falo sem um filtro. Geralmente, quando faço isso, preciso pedir perdão porque eu pequei. Lembro de um momento assim, muitos anos atrás, quando estava em uma reunião e me irritei durante a conversa. Deixei as emoções tomarem conta de mim e falei sem filtro. Pequei com as minhas palavras. Depois da reunião, um dos meus grandes amigos veio conversar comigo e disse uma frase que me marcou e que até hoje penso muito nela. Ele disse: “Lucas, não deixe as suas emoções tomarem conta; aja, não reaja.” “Aja, não reaja” significa que, quando você está em uma conversa intensa, não deixe qualquer palavra sair da sua boca. Não reaja no momento, mas dê uma pausa, pense, meça a sua resposta e aja com controle do seu ser, sob o controle do Espirito Santo. “Aja, não reaja.” Uma frase fácil de lembrar e fácil de dizer, mas difícil de aplicar.

Ao longo dos anos eu tenho pensado muito nessa frase e já ensinei ela para meus filhos. É importante saber que a ideia dessa frase vem das Escrituras. Provérbios 29:20 diz: “Há mais esperança para um tolo do que para uma pessoa que fala sem pensar.”

Que forte, não? Quão importante é pensar antes de falar. Nossa língua pode ser um dom, uma fonte de benção para as pessoas ao nosso redor. Mas antes de usar nossa língua, antes de abrir nossa boca, precisamos parar, pensar e medir nossas palavras. A gente precisa agir e não reagir.

Música sugerida: A benção (Igreja United)
https://youtu.be/nPgwSqef3dY

23 Tiago | AGRADÁVEL A TI | Cris Devincenzi

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Semana 04 – Enquanto o mundo usa palavras para incendiar,
o povo de Deus usa palavras para edificar.

23) AGRADÁVEL A TI
por Cris Devincenzi, em 25 de maio de 2020

“Que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis a ti, Senhor, minha Rocha e meu Resgatador!” (Salmos 19:14)

Todos nascemos sem o conhecimento e as habilidades da fala. Isso é um fato. Então o bebê cresce e ali por volta de um ano já articula pelo menos quatro palavras. Aos 2 anos já consegue formar uma frase com duas ou três palavras, tendo um vocabulário de cerca de 50 palavras, que aumenta para 200 palavras aos 3 anos de idade.

O mais incrível é que a maturidade dos pensamentos avança infinitamente mais rápido que a maturidade da fala. Hoje já sabemos que quando a criança fala aquela frase de 4 palavras, provavelmente ela tem um texto completo em sua mente, mas sua habilidade de expressão ainda não a deixa falar tudo o que pensa.

Depois chega a fase em que às vezes rimos e por vezes até tememos o que vai sair, pois a criança já tem completas habilidades de expressão por meio da fala, porém ainda não adquiriu o senso de pudor, que é adquirido entre os 6-10 anos de idade, que lhe traz maturidade e discernimento para entender quando falar ou não alguma coisa conforme o local e a pessoa.

Engraçado que crescemos e nossos pensamentos continuam muito à frente de nossa capacidade de expressão e nosso senso de saber o que falar e quando falar nem sempre está alinhado com o ideal.

Mas… o que é o ideal? Quais são os seus padrões? De onde você tira suas referências?
Voltamos à máxima de que tudo começa nos nossos pensamentos e termina no que fazemos com eles. Deus nos alerta que as palavras que falamos refletem o que tem habitado nossos pensamentos (Mateus 12:34). Sabe por que isso? Porque a língua é apenas uma estrutura com revestimento muscular e sem o córtex cerebral, ou seja, sem os pensamentos, ela nada falaria. Então aquilo que você fala é aquilo que você pensa.

Diariamente temos que ser transformados pelo renovar da nossa mente para não sermos um molde do mundo, mas pensarmos e consequentemente falarmos conforme a vontade de Deus, que é boa, perfeita e agradável. (Romanos 12:2)

Suas palavras e o meditar do seu coração tem sido agradáveis a Deus? Com o que você tem nutrido os seus pensamentos? Tem ouvido músicas, assistido ou lido informações que transformam seus pensamentos e se refletem no seu falar?

Você já pensou que aquilo que você fala, seja para seus filhos, para seu cônjuge, para o guarda do estacionamento, ou para seus pais, tem poder de trazer vida ou morte?

Não podemos (ou não deveríamos) mais ser como aquelas crianças que ainda não possuem o senso de pudor e falam o que querem quando querem. Precisamos crescer!

As palavras doem, machucam e ferem. As palavras distorcem, mentem, inventam. As palavras causam discórdia, animosidade e dúvida…
…mas as palavras também podem trazer segurança, apoio, tranquilidade, paz e verdade.

Que possamos, você e eu, construir com nossas palavras. Que as palavras das nossas bocas sejam primeiramente agradáveis a Deus e tragam cura para os que estão ao nosso redor. Que compreendamos e aceitemos o privilégio e a responsabilidade que temos de cooperar com Deus na construção de virtudes na vida daqueles que nos ouvirem, abençoando-os (Efésios 4:29).

Nunca se esqueça que você pode ser a única imagem viva de Cristo que alguém poderá conhecer. Como Jesus falaria com essa pessoa? Quais seriam suas palavras?

Música sugerida: Salmo 19 (Karol Stahr e Patricia Rezende)
https://www.youtube.com/watch?v=u0Mvs9C3UDk

 

22 Tiago | MENOS É MAIS | Tércio da Rosa

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Semana 04 – Enquanto o mundo usa palavras para incendiar,
o povo de Deus usa palavras para edificar.

22) MENOS É MAIS
por Tércio da Rosa, em 24 de maio de 2020

Uma simples palavra pode parecer nada, mas é capaz de
construir ou destruir quase tudo! Tiago 3:5 AM

O descompromisso com o conteúdo e a forma no uso das palavras é um dos comportamentos responsáveis pela desvalorização dos textos e diálogos gerados em nossa geração.

A quem você tem dado ouvidos ou crédito atualmente?

Ao proferirmos uma palavra ou sentença, seja ela dita na mente ou pela boca, antes de dizer ao mundo, a dizemos a nós mesmos. Antes mesmo de ser elaborada, ela foi aceita e ganhou espaço em nosso coração. E se foi compartilhada, é porque julgamos que seria útil ou faria sentido usá-la.

Isso me lembra de Lucas 6:45, quando Jesus ensina que nosso coração pode abrigar bons ou maus tesouros e que a boca vai falar do que ele estiver cheio.

Com que “tesouros” você tem enchido sua mente e coração?

A Bíblia nos lembra que o exercício da fala pode e deve dar sempre o primeiro lugar à outro sentido, o ouvir, como Tiago 1:19. Por vezes brincamos com o fato de termos sido criados com duas orelhas e apenas uma boca e que isso já deveria sinalizar a maneira correta de seu uso.

Qual o intervalo de tempo entre seu ouvir e seu falar?

A máxima “menos é mais” – frase do arquiteto alemão Mies van der Rohe – talvez possa nos ajudar no exercício responsável e comprometido no uso das palavras. Falar menos não significa interagir menos, participar menos, ser menos transparente ou amoroso. Falar menos significa ouvir mais, considerar mais, receber mais e ser mais sábio.

Qual o menos que pode te ajudar a ser mais?

Assim como “uma fonte de água não pode dar água pura num dia e impura no outro” (Tiago 3:11), um coração transformado e rendido a Jesus precisa ser fonte de bênção, vida e edificação (Provérbios 10:11, Efésios 4:29). Não seremos fontes confiáveis se produzirmos discursos com qualidades distintas, oscilando no tom, na cor, na textura e sabor do que comunicamos.

Quais as minhas falas que não combinam no viver com Jesus?

Que sejamos intencionais quanto aos tesouros que alimentam nosso coração, exercitando melhor o ouvir, permitindo que nossa boca seja fonte de vida e bênção, falando menos de amor e amando mais. Que nossa oração seja como a do salmista, ao desejar “que as palavras da minha boca e a meditação do meu coração sejam agradáveis a ti, Senhor, minha Rocha e meu Resgatador!” (Salmos 19:14)

Música: Salmo 19 (Vineyard)
https://www.youtube.com/watch?time_continue=100&v=P5gbLEO1OmU

21 Tiago | CONFECCIONE SUA ROUPA DA ETERNIDADE | Marta Evangelista

APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A VIDA – Estudos na Epístola de TIAGO
Semana 04 – Enquanto o mundo usa palavras para incendiar,
o povo de Deus usa palavras para edificar.

21) CONFECCIONE SUA ROUPA DA ETERNIDADE
por Marta Evangelista, em 23 de maio de 2020

Nos dois primeiros capítulos da Bíblia, vemos as únicas referências à vida do homem dentro do Ideal Perfeito de Deus – em um “céu”. E, destes dois capítulos, um ainda não é sobre o homem. Então, temos apenas um capítulo sobre o Ideal Perfeito. O efeito que o pecado teve sobre a criação de Deus foi tamanho que o homem, criado justo, após ser manchado pelo pecado nunca mais foi o mesmo desde sua criação.

A justiça era a “roupa” de Adão e Eva, mas, quando pecaram, suas “roupas” lhes foram tiradas! Eles sentiram vergonha, se esconderam de Deus, tentaram fazer roupas para si mesmos (folhas de figueira), até que Deus produziu uma roupa para eles, derramando o sangue de um animal e usando sua pele (“pois sem derramamento de sangue não há remissão de pecados” Hebreus 9.22).

A folha de figueira que Adão tentou usar como roupa poderia ser vista como um símbolo da Lei – uma tentativa de justificar o homem por suas próprias obras (a folha tinha o formato de uma mão, simbolizando o Pentateuco). A roupa de couro do animal morto simbolizou o que Deus fez através de Jesus – Deus, por Seu sacrifício nos vestiu -; era uma mensagem profética, afinal, por Jesus, o Cordeiro de Deus, seríamos justificados e tornados justos diante de Deus.

Na epístola de Tiago, o capítulo dois fala sobre uma fé que é aperfeiçoada pelas obras, uma fé que se torna visível ou mensurável através do que eu faço. Tiago não está falando da fé como Paulo falou, nos ensinando de onde provém e o que ela gera/produz em nós. Tiago fala sobre como a fé, que já habita em nós, deve voltar a Deus como adoração, afetando o mundo (A religião que Deus aceita – Tiago 1.27). Uma fé emunah (em hebraico), que se refere à fidelidade a Deus, percebida na vida como fruto de uma fé invisível, diferentemente da fé pistis (em grego), que trata de crenças invisíveis que não são acompanhadas de obras visíveis desta “fé”.

A fé vem de Deus, nos aperfeiçoa e nos torna justos em Cristo; porém, ela volta para Deus em obras de amor. A fé nos torna capazes de cumprir o propósito da criação, pois fomos criados para boas obras (Efésios 2.10). Jesus disse que aquilo que fazemos às pessoas aqui na terra Ele recebe como se fosse para Ele (Mateus 25.34 – 40).

Nossas ações de amor aqui são a luz para que o mundo veja (Mateus 5.16), são nossa riqueza/tesouro a ser acumulado (Mateus 6.19-21; 1 Timóteo 6.18,19), são nossos frutos a serem distribuídos (Mateus 7.15-23), são nossa firmeza a ser provada (Mateus 7.24-29). As boas obras, frutos ou ações de amor, são tudo aquilo que eu faço e que resulta de um coração lavado pelo sangue do Cordeiro, na motivação de agradá-Lo e adorá-Lo. Como Paulo, em Colossenses 3.12, se refere às nossas novas vestes como vestes de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão, paciência, serviço, perdão, e, acima de tudo, de amor!

Jesus nos deu, através da nossa fé nEle, uma “nova veste”, nos tirando a vergonha de nossa nudez (pelo pecado) diante de Deus e nos dando a liberdade de vivermos uma vida para Deus e não para nós mesmos. As boas obras são frutos de um coração cheio do Espírito de Deus, com a motivação correta de viver uma vida como Jesus viveu – seguindo Seus passos, “vestindo suas roupas de justiça”, em fidelidade e perseverança. E seremos bem-aventurados! Essa é a nossa parte nessa terra corrompida pelo pecado: sermos os faróis da esperança. Esperança de que o Ideal Perfeito ainda é possível – hoje, em parte; na eternidade, plenamente.

Nos últimos três capítulos da Bíblia, no livro de Apocalipse, vemos Deus trazendo de volta a possibilidade do Ideal Perfeito para a vida daqueles que creram em Cristo. E ali, diante de Deus, não será mais a nossa fé que será provada, mas sim as nossas obras – Deus nos recompensará por todas as obras que tivermos feito (Apocalipse 20.12,13; 22.12). Nossas obras, nossos atos justos na terra serão “a nossa veste” no céu (Apocalipse 19.8) – a veste da noiva de Cristo, a veste da Igreja amada, a veste da nova Jerusalém. Ali nossa vergonha será tirada de uma vez por todas, pois não haverá pecado…e “não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor…” (Apocalipse 21.4).

Uma nova criação terá sido concluída e tudo estará em PERFEITA ordem! Que gloriosa imagem de esperança! Nós aguardamos por isso! Essa é a certeza do que esperamos e a convicção dos fatos que cremos. Mas, enquanto esperamos, estamos “confeccionando a nossa roupa”, estamos preparando as nossas vestes nupciais.

Eu e você, vivendo o hoje, com os olhos na eternidade, valorizando hoje a única coisa da Terra que tem real valor no céu: O AMOR EM AÇÃO!

Música sugerida: Reina Sobre Mim (Nívea Soares)
https://www.youtube.com/watch?v=RU9LhvUavb4&feature=youtu.be

20 Tiago | A FÉ PRÁTICA SE REVELA PELOS FRUTOS | Roberto Rodrigues

APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A VIDA – Estudos na Epístola de TIAGO
Semana 03 – Enquanto no mundo a fé é cultural, para o povo de Deus fé é funcional.

20) A FÉ PRÁTICA SE REVELA PELOS FRUTOS
por Roberto Rodrigues, em 22 de maio de 2020

“Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores”. (Mateus 7:15)
Texto-base: Mateus 7:15-23

No princípio da minha jornada cristã, eu compreendia a fé prática como ações de caráter social. A fé não poderia permanecer presa no conceito, mas deveria ser manifestada ao próximo de forma prática. Essa relação é correta, pois a fé se torna viva quando estamos nos relacionando com o próximo.

Entretanto, à medida que Deus foi se revelando a mim, por meio da Sua Palavra, pude compreender que a fé prática possui uma gama maior de implicações. Fatores externos intervêm na maneira como nos relacionamos com Jesus, com os outros e com a própria definição de fé prática. Quero aprofundar esse conceito e citar como exemplo as pessoas que permitimos nos sugestionar no dia a dia, pois elas interferirão diretamente em nossas vidas. Quando me refiro às pessoas, não faço referência ao conteúdo do que lemos e ouvimos (o que, aliás, exerce um poder de influência enorme sobre nós), mas de quem estamos consumindo materiais ou ideias pois, sem perceber, podemos ser influenciados por indivíduos que não estão comprometidos com Jesus. Por mais que, no discurso, pareçam que estão.

As redes sociais nos proporcionam uma oferta variada de pastores(as), apóstolos e missionários(as) sempre “prontos” a derramar em nossos celulares e computadores uma palavra reconfortante. Dispomos de uma variedade de artistas gospel que nos abençoam com seus louvores e clipes. Temos, até mesmo, uma abundância de políticos que se intitulam evangélicos e prometem levantar bandeiras que combinam com aquilo que cremos como discípulos de Jesus.

Em nosso texto-base, Jesus nos alerta sobre os falsos profetas, bonitos por fora, mas imundos por dentro, que podem praticar milagres, profetizar, expulsar demônios e chamar Jesus de Senhor. Todavia Deus, conhecendo as reais intenções do coração de cada um deles, os rejeita. O próprio Jesus nos ensina uma fórmula para discernir os falsos profetas: reconhecê-los pelos seus frutos. Não importam as palavras edificadoras, as lindas melodias ou os discursos e promessas de campanha: a fé prática é expressa pelos frutos!

Em relação às pessoas que estamos deixando nos influenciar, a Bíblia nos traz um alerta, em 2 Pe 2:1-3: “No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras […]. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. […]”.

Este alerta precisa nos conduzir a duas reflexões:
1ª) Como são os frutos daqueles que permitimos nos influenciar: revelam comprometimento sincero com Jesus? Mostram unidade do Reino de Deus ou divisão? São amigos de Deus ou do mundo? Apresentam cuidado com a natureza e toda a criação divina? Em posições de liderança, observamos projetos coletivos, pensando no bem comum, ou ficam evidentes objetivos pessoais e egoístas, favorecimentos a si próprios, amigos ou familiares? Como lidam quando possuem poder ou autoridade sobre os outros? Dominam a língua ou a usam para expressar palavras torpes e criar intrigas? De que modo tratam seus cônjuges e filhos? Notamos neles frutos do Espírito ou da carne?

2ª) De que maneira somos inspirados em nossa fé prática pelos frutos das pessoas que nos influenciam: temos maturidade e discernimento em levar para Deus aquilo que observamos neles? Buscamos pautar nossa fé prática segundo a Palavra de Deus ou segundo as atitudes e palavras de alguns homens e mulheres?

A responsabilidade sobre as escolhas que fazemos é totalmente nossa (Rm 1:18-32). Portanto, precisamos buscar sabedoria (Tg 1:5) para que nossa fé prática não seja influenciada por quem não revela bons frutos, apesar dos convenientes discursos. Pois nossa fé práxis se inicia pelo critério que usaremos na escolha das pessoas que nos influenciarão, tanto para inspirarmos nosso próximo quanto para produzirmos bons frutos, sempre tendo como alvo os princípios e ensinos de Jesus.

Sugestão de música: Que Ele cresça (Deigma Marques)
https://www.youtube.com/watch?v=Me9WNFKaTjo

19 Tiago | MAIS QUE UMA QUESTÃO DE TEMPO | André Castanheira

APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A VIDA – Estudos na Epístola de TIAGO
Semana 03 – Enquanto no mundo a fé é cultural, para o povo de Deus fé é funcional.

19) MAIS QUE UMA QUESTÃO DE TEMPO
por André Castanheira, em 21 de maio de 2020

Um dia assisti, junto com a Lid, ao filme “Questão de tempo”. Nele Tim Lake, interpretado por Domhnall Gleeson, descobre que todos os homens de sua família têm a capacidade de voltar no tempo, podendo retornar ao passado e alterá-lo. O longa mostra a jornada desse jovem de 21 anos saindo de casa para estudar, enfrentando os desafios de constituir família e ter filhos, lidando com a morte de seu pai e enfrentando os limites do tempo.

Em certo momento do filme, depois de voltar várias vezes para ver o pai, Tim percebe que precisa despedir-se dele, pois seu tempo extra está chegando ao fim. Ao voltar ao passado para fazer isso, o pai decide dar um presente aos dois: um retorno no tempo para um dia em que eles ficaram brincando juntos na praia. Nesse dia marcante, o pai ensinou o filho a jogar pedrinhas na água, os dois correram à beira mar e, por fim, o pai, sentado na areia, vivenciou um momento profundo, em que observou seu filho e alegrou-se com ele. A cena é linda e comovente, terminando com Tim criança agradecendo ao pai. A despedida acontece.

Não posso voltar no tempo, não posso prolongar a despedida. Então afinal: o que eu posso fazer? Posso aproveitar cada momento, cada sorriso, cada lágrima, cada ansiedade, cada crise, cada falta, cada surpresa, cada dúvida, cada certeza. Aproveite bem o seu tempo! Tire o máximo dele! Aproveite como se fosse o último momento. Curta cada café da manhã, cada conversa, cada fim de tarde, cada oração, cada lágrima, cada abraço.

Gênesis 5:24 diz: “Enoque andou com Deus; e já não foi encontrado, pois Deus o havia arrebatado.” Enoque viveu 365 anos, um tempo bem menor do que seu pai, Jarede (962 anos). Viveu também muito menos que seu filho, Matusalém (969 anos). Enoque, porém, viveu da maneira certa.

Ao final de nossas vidas, não seremos avaliados por quanto tempo nós vivemos, mas por como vivemos e aproveitamos o tempo que nos foi dado. O que será examinado é se nossa vida demonstrou nossa fé.

Tenha ótimas conversas hoje, apaixone-se novamente pelo seu cônjuge, observe atentamente cada detalhe dos seus filhos, aposte uma corrida com eles, fique presente em casa e guarde memórias para poder voltar. Ande e corra com seu Deus hoje! E deixe que Ele sinta prazer em admirar sua corrida de fé pela terra.

Para um discípulo de Jesus, o tempo não é relativo, mas oportuno para manifestar a fé.

Música sugerida: Senhor do Tempo (Paulo César Baruk)
https://www.youtube.com/watch?v=4jjanm4kRnA&feature=youtu.be

18 Tiago | JESUS, NOSSO EXEMPLO SOBRE FÉ E OBRAS | Márcio Pisoni

APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A VIDA – Estudos na Epístola de TIAGO
Semana 03 – Enquanto no mundo a fé é cultural, para o povo de Deus fé é funcional.

18) JESUS, NOSSO EXEMPLO SOBRE FÉ E OBRAS
por Márcio Pisoni, em 20 de maio de 2020

Texto-base: Efésios 2:1-10

Em algum momento da nossa vida, possivelmente já nos questionamos ou fomos questionados por alguém a respeito do que seria mais importante: fé ou obras? Entretanto, quando olhamos para a vida e o ministério de Jesus, que foi completo e perfeito, encontramos Nele a resposta e o exemplo a ser seguido.

Uma das reflexões que quero trazer nesse momento é que nossas obras (movimentos, relacionamentos, investimentos, discurso e as inúmeras decisões intencionais que fazemos) precisam condizer com a nossa fé e serem frutos de nosso relacionamento íntimo com o Senhor. Mas precisamos ficar atentos, pois focar no fazer e não em estar com Deus pode nos conduzir a uma espiritualidade emocionalmente doentia. Ao observarmos as obras de nosso Jesus, podemos perceber que elas eram resultados práticos das suas disciplinas espirituais. Ele estava permanentemente conectado com o Pai.

Um aspecto que chama muito a minha atenção era que, mesmo Jesus sendo Deus, dedicava um importante tempo do seu dia em oração, em estar a sós com o Pai. E ele orava em todas as ocasiões. Orou quando foi batizado. Orou para escolher seus 12 discípulos. Habitualmente orava em lugares desertos. Orou em vigília no monte. Orava só. Orava com os discípulos. Orava pelas pessoas. No Getsêmani travou uma guerra de oração. Pendurado na cruz também orou. Era intencional sua conexão e sintonia com o Pai.

Quando não estabelecemos uma dependência de Deus em tudo o que fazemos, a mensagem que passamos é que nos achamos melhores que o próprio Jesus. E isto é uma insanidade.

Quando passamos tempo com Deus, seja em oração, leitura e meditação bíblica ou jejum, acontece algo em nós que é impressionante! Sabe o que é? Nos tornamos apaixonados por Deus! E é impossível ser apaixonado por Deus e não ser apaixonado por pessoas. Nosso Deus é amor! O que nos motiva a amarmos pessoas é sabermos e experimentarmos do amor de Deus, do Deus que ama pessoas e a Si mesmo se entregou por elas.

Se encontrarmos um velho amigo passando alguma necessidade ou situação difícil e apenas lhe dizer “que Deus te abençoe” e não lhe estender a mão seria coerente? Falar de Deus sem ter uma atitude que reflita o Seu amor não tem o mínimo sentido. Não tem como dizer que acreditamos em Deus e ficarmos de braços cruzados diante das necessidades do nosso próximo. O Seu amor nos impulsiona às boas obras. Jesus foi vitorioso de braços abertos. Com suas mãos estendidas. Com suor, sangue e lágrimas. Cheio de boas obras!

Tenho entendido que nossas boas obras precisam estar em sintonia com as obras que Deus quer realizar. É Deus fazendo e nós participando, para também experimentarmos um pouco daquilo que ele experimenta em Seu amor por nós.

Quando gasto mais tempo fazendo as obras, e menos tempo com Deus, já não são boas obras, são minhas próprias obras! Faço coisas para Deus que Ele nunca me pediu para fazer! Uso o nome Dele para fazer minhas vontades. Seremos constantemente tentados em agradar mais as pessoas e a nós mesmos do que a Deus (Gálatas 1.10).

Se nosso foco principal for sermos relevantes em relação aos problemas de nossa sociedade, podemos até mesmo ser advertidos (Apocalipse 2.1-5). Cada um de nós necessita focar no primeiro amor, que é o amor de Deus. A pessoa de Jesus. Isto é prioritário. As obras vêm em decorrência, são subsequentes. Não é uma balança. É tudo para Deus, é estar com Ele e fazer apenas aquilo que Ele nos indica. É a fé que dará às nossas obras o toque de Deus!

Fé para não desistir de ouvir Deus para obedecê-lo! Obras para manifestar aquilo que ouvimos e recebemos Dele e amar o próximo!

MÚSICA: Ame, É Simples (Biorki)
https://www.youtube.com/watch?v=B6MOl2IRxjI