13 Tiago | SARÇA ARDENTE | Robson Ferreira

APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A VIDA – Estudos na Epístola de TIAGO
Semana 02 – Em tempos em que se ouve de tudo,
o povo de Deus escuta e obedece à Palavra.

13) SARÇA ARDENTE
por Robson Ferreira, em 15 de maio de 2020
Texto-base: Êxodo 3:1-19

Talvez um dos temas de que mais tenho paixão por falar é a Palavra de Deus – creio que posso sair da negação enquanto escrevo a vocês; então, retiro o “talvez” e posso dizer: com certeza! – E a minha paixão pela Palavra vem da minha infância, quando tive várias experiências dentre as quais quero compartilhar algumas com vocês.

A experiência mais marcante que tenho é a presença forte da Palavra na rotina de casa. As bíblias dos meus pais tinham um lugar certo para ficar, e era em cima da mesa de jantar. Costumávamos fazer a maioria das refeições juntos, e elas estavam sempre ali, para serem abertas, lidas e compartilhadas; lembro-me bem das inúmeras vezes em que meu pai abriu a Bíblia para compartilhar com a família, no momento da refeição, o que Deus havia falado com ele naquele dia, por meio da Palavra. Gastávamos o momento da refeição falando sobre ela. Era uma espécie de refeição dupla, alimento para o corpo e alimento para o espírito.

Outro momento marcante que tenho na memória era quando, nos dias chuvosos, minha mãe preparava alguns bolinhos de chuva, um leite quente, e todos nós íamos para a cama dos meus pais, nos cobríamos com um cobertor de retalhos, feito pela minha avó Lindalva, uma crente presbiteriana muito temente a Deus, e, enquanto comíamos os bolinhos e tomávamos o leite quentinho, juntos, liamos os evangelhos – eram sempre os evangelhos nesse momento, não sei por que, mas eram sempre eles.

Ainda criança, no primário, lembro-me de uma experiência inusitada. Todo ano, comemorávamos o dia de ação de graças na escola pública em que eu estudava no Rio de Janeiro, a EMEF Lauro Sodré. Porém, para minha surpresa, quando eu estava na terceira série, a professora de religião pediu que eu lesse para o público presente o texto de I Co 13, “A suprema excelência do amor”. Essa era a epígrafe da tradução da Bíblia que ela me emprestou para ler. Sedento por desafios, olhei para ela e perguntei: “Posso decorar, e recitar o texto decorado?”. No mesmo instante, ela respondeu: “Claro que sim!”.

Parti para minha árdua tarefa de decorar o texto, e me deparei com palavras e expressões como “ensoberbece”, “ufana”, “címbalo que retine”, e muitas outras que eu não fazia ideia do que significavam. Então, fiz a minha leitura acompanhada de um dicionário e, à medida que ia decorando, ia reescrevendo o texto, pois pensava que, assim como eu, muitos poderiam não entender o que estava escrito. Texto decorado, fala preparada, lá foi um menino com cerca de 8 ou 9 anos de idade, para um pequeno púlpito montado no pátio do colégio, à frente de um público composto por alunos, familiares, professores e muitos convidados.

Quando comecei a recitar o texto, o meu ser foi invadido por algo tão gostoso, um sentimento de ousadia, coragem, intrepidez e, ao mesmo tempo, muito amor. Aquilo parecia um incêndio dentro de mim; fui tomado por uma autoridade que não era minha, era a autoridade da Palavra, e hoje eu sei que essa autoridade estava sendo reivindicada pelo Espirito Santo. Sei disso porque, todas as vezes que subo para pregar em um púlpito, mesmo tomado pelo nervosismo que me acompanha nessas ocasiões, a mesma sensação vem, e sei que é o Espírito assumindo o lugar dEle.

Bom, naquele dia, lembro que vi lágrimas rolando em muitos rostos; até hoje, quem estava presente me conta que eu era um menino, mas falava com a autoridade de um homem.

Essa é a experiência de Moisés! O Senhor apareceu para ele como uma chama de fogo, em uma sarça ardente, e chamou Moisés para a maior missão de sua vida, libertar o povo hebreu da escravidão. A resposta imediata de Moisés foi: “Mas quem sou eu?”, “Que autoridade eu tenho?”. A resposta de Deus para Moisés foi: “Diga a eles que o Eu Sou o enviou”.

A autoridade de Moisés não estava nele, mas consistia na Palavra de Deus, consistia no que Deus dissera, consistia em quem Deus é!

A Palavra é a nossa sarça ardente, e nos encontramos com Deus quando a lemos. E, se obedecermos ao que Deus nos pede, Ele nos encherá da Sua autoridade!

Música sugerida: Tua Palavra (Paulo César Baruk)
https://www.youtube.com/watch?v=teKTKiMinGM

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