20 Tiago | A FÉ PRÁTICA SE REVELA PELOS FRUTOS | Roberto Rodrigues

APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A VIDA – Estudos na Epístola de TIAGO
Semana 03 – Enquanto no mundo a fé é cultural, para o povo de Deus fé é funcional.

20) A FÉ PRÁTICA SE REVELA PELOS FRUTOS
por Roberto Rodrigues, em 22 de maio de 2020

“Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores”. (Mateus 7:15)
Texto-base: Mateus 7:15-23

No princípio da minha jornada cristã, eu compreendia a fé prática como ações de caráter social. A fé não poderia permanecer presa no conceito, mas deveria ser manifestada ao próximo de forma prática. Essa relação é correta, pois a fé se torna viva quando estamos nos relacionando com o próximo.

Entretanto, à medida que Deus foi se revelando a mim, por meio da Sua Palavra, pude compreender que a fé prática possui uma gama maior de implicações. Fatores externos intervêm na maneira como nos relacionamos com Jesus, com os outros e com a própria definição de fé prática. Quero aprofundar esse conceito e citar como exemplo as pessoas que permitimos nos sugestionar no dia a dia, pois elas interferirão diretamente em nossas vidas. Quando me refiro às pessoas, não faço referência ao conteúdo do que lemos e ouvimos (o que, aliás, exerce um poder de influência enorme sobre nós), mas de quem estamos consumindo materiais ou ideias pois, sem perceber, podemos ser influenciados por indivíduos que não estão comprometidos com Jesus. Por mais que, no discurso, pareçam que estão.

As redes sociais nos proporcionam uma oferta variada de pastores(as), apóstolos e missionários(as) sempre “prontos” a derramar em nossos celulares e computadores uma palavra reconfortante. Dispomos de uma variedade de artistas gospel que nos abençoam com seus louvores e clipes. Temos, até mesmo, uma abundância de políticos que se intitulam evangélicos e prometem levantar bandeiras que combinam com aquilo que cremos como discípulos de Jesus.

Em nosso texto-base, Jesus nos alerta sobre os falsos profetas, bonitos por fora, mas imundos por dentro, que podem praticar milagres, profetizar, expulsar demônios e chamar Jesus de Senhor. Todavia Deus, conhecendo as reais intenções do coração de cada um deles, os rejeita. O próprio Jesus nos ensina uma fórmula para discernir os falsos profetas: reconhecê-los pelos seus frutos. Não importam as palavras edificadoras, as lindas melodias ou os discursos e promessas de campanha: a fé prática é expressa pelos frutos!

Em relação às pessoas que estamos deixando nos influenciar, a Bíblia nos traz um alerta, em 2 Pe 2:1-3: “No passado surgiram falsos profetas no meio do povo, como também surgirão entre vocês falsos mestres. Estes introduzirão secretamente heresias destruidoras […]. Muitos seguirão os caminhos vergonhosos desses homens e, por causa deles, será difamado o caminho da verdade. Em sua cobiça, tais mestres os explorarão com histórias que inventaram. […]”.

Este alerta precisa nos conduzir a duas reflexões:
1ª) Como são os frutos daqueles que permitimos nos influenciar: revelam comprometimento sincero com Jesus? Mostram unidade do Reino de Deus ou divisão? São amigos de Deus ou do mundo? Apresentam cuidado com a natureza e toda a criação divina? Em posições de liderança, observamos projetos coletivos, pensando no bem comum, ou ficam evidentes objetivos pessoais e egoístas, favorecimentos a si próprios, amigos ou familiares? Como lidam quando possuem poder ou autoridade sobre os outros? Dominam a língua ou a usam para expressar palavras torpes e criar intrigas? De que modo tratam seus cônjuges e filhos? Notamos neles frutos do Espírito ou da carne?

2ª) De que maneira somos inspirados em nossa fé prática pelos frutos das pessoas que nos influenciam: temos maturidade e discernimento em levar para Deus aquilo que observamos neles? Buscamos pautar nossa fé prática segundo a Palavra de Deus ou segundo as atitudes e palavras de alguns homens e mulheres?

A responsabilidade sobre as escolhas que fazemos é totalmente nossa (Rm 1:18-32). Portanto, precisamos buscar sabedoria (Tg 1:5) para que nossa fé prática não seja influenciada por quem não revela bons frutos, apesar dos convenientes discursos. Pois nossa fé práxis se inicia pelo critério que usaremos na escolha das pessoas que nos influenciarão, tanto para inspirarmos nosso próximo quanto para produzirmos bons frutos, sempre tendo como alvo os princípios e ensinos de Jesus.

Sugestão de música: Que Ele cresça (Deigma Marques)
https://www.youtube.com/watch?v=Me9WNFKaTjo

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