50 Tiago | USUFRUIR SEM POSSUIR | Roberto Rodrigues

APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A VIDA – Estudos na Epístola de TIAGO
Semana 08 – Enquanto a confiança em riquezas nos apodrece,
a paciência no Senhor nos fortalece.

50) USUFRUIR SEM POSSUIR
por Roberto Rodrigues, em 21 de junho de 2020

“Jesus olhou para ele e o amou. “Falta-lhe uma coisa”, disse ele. “Vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me”. Diante disso ele ficou abatido e afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas. Jesus olhou ao redor e disse aos seus discípulos: “Como é difícil aos ricos entrar no Reino de Deus!”

Texto-base: Marcos 10:17-25

Assim como eu, talvez você já tenha precisado alugar um carro, se hospedar em hotel ou usar um transporte por aplicativo. As empresas nos proporcionam um serviço que “usufruímos sem possuir”. Desfrutamos de todas as comodidades que elas nos oferecem mas, ao final, não somos os proprietários dos bens que utilizamos. Esse conceito é tão antigo que me lembra muito os ensinos de Jesus.

Ao ler os Evangelhos, percebemos os esforços dos autores para deixar claro que o antagonista de Jesus não é – ao contrário do que podemos pensar – Judas, o traidor. Antagonista é aquele que se contrapõe, que se coloca no caminho e exerce influência, e a traição de Judas não deixa marcas na autonomia de Jesus. Pela mesma razão, o antagonista de Jesus não está entre adversários que não chegam a tocá-lo ou derrubá-lo – figuras como Pilatos, os fariseus, os sacerdotes ou mesmo Satanás.

Pelas diversas tramas dos evangelhos, o antagonista de Jesus é identificado como o deus Mamom ou o dinheiro, como o conhecemos atualmente. De todos que em algum momento se opõem a Jesus querendo exercer alguma influência, o dinheiro é o único que representa um caminho paralelo a ser seguido, uma alternativa ao estilo de vida e ao discipulado que Jesus está propondo. O homem do nosso texto-base cumpria toda a lei moral de Deus. Entretanto, quando Jesus foi mais fundo para checar a quem o coração dele estava realmente inclinado, o homem optou por escolher o dinheiro ao invés da jornada com Cristo.

Jesus, que deixava claro não ter salário e nem casa própria, usava o dinheiro e as riquezas para ilustrar suas comparações mais fortes. Por um lado, não há como ignorar que sua postura é crítica à obsessão pelo acúmulo de bens materiais; por outro, fica claro que Ele não ignora que a riqueza é a metáfora mais adequada para o que Ele está querendo dizer. Jesus alerta que o tesouro de um homem e seu coração ocupam o mesmo lugar ao mesmo tempo, e que por isso vale mais a pena investir num tesouro no céu, onde a riqueza é imune a desvalorização. A recompensa do Reino é comparada ao perdão de uma dívida quitada e as responsabilidades do Reino a talentos de ouro. A vida encontrada em Deus é comparável à moeda que foi recuperada e à ovelha que se reencontrou. Ele compara o Reino de Deus ao tesouro enterrado em que alguém tropeçou ou à pérola valiosa que um colecionador vendeu tudo que tinha para adquirir. O tesouro que por um lado vale todo investimento, por outro, o requer.

Para Jesus, correr atrás do material de maneira desenfreada nos impede de desfrutá-lo. Ele nos convida a um desapego dos bens materiais e a uma satisfação em desfrutar do que o material existe para oferecer. Essa postura não significa abrir mão do trabalho ou do dinheiro, pois Jesus convivia sem problemas com ambos. Entretanto, significa abrir mão daquilo que o dinheiro promete oferecer: segurança e poder. Para os autores dos evangelhos, a ganância é idolatria porque é mentirosa: promete segurança e poder quando ambos são derramados sem qualquer pré-requisito por Deus; e porque promete embalar e entregar, a um alto preço, aquilo que Deus dá de graça no pacote básico da vida. O mundo de Jesus é seguro não porque os meus cofres e celeiros estão cheios, mas porque Deus é Pai. Entender e viver esses princípios não é condenar os ricos ou evitá-los; tampouco é condenar a riqueza ou evitá-la; mas com certeza é não acreditar na promessa que ela oferece.

Jesus nos ensina que precisamos usufruir sem possuir e aprender com Ele a sermos bons mordomos dos recursos. Não podemos viver para a riqueza e, ao mesmo tempo, não ignorar o dinheiro, pois ele não é um elemento neutro. Necessitamos usar as riquezas a fim de fazer verdadeiros amigos (Lucas 16:9) e abençoar os desfavorecidos. Devemos usar o dinheiro sem sermos usados por ele; aproveitar o material sem sermos escravizados por ele. Precisamos ser generosos como Deus e pobres como Jesus. Dar a César a ninharia que é de César e receber de Deus a abundância que é de Deus.

Música sugerida: Vaidade (Heloísa Rosa)

49 Tiago | SE ELE QUISER E COMO ELE QUISER | Carla dos Santos

APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A VIDA – Estudos na Epístola de TIAGO
Semana 07 – Enquanto planos passageiros nos desapontam,
a dependência em Deus nos liberta.

49) SE ELE QUISER E COMO ELE QUISER
por Carla dos Santos, em 20 de junho de 2020

“Vocês nem sabem o que lhes acontecerá amanhã! Que é a sua vida?…”
(Tiago 4:14)

Este versículo traz uma mensagem que tem grande significado na minha vida. Consigo até mesmo sorrir quando o leio e, acredite, não com aquele sorriso cheio de medo e desconfiança, mas com um sorriso acompanhado de um suspiro profundo que me lembra de que estou diante de um Deus grande, no qual posso confiar.

Para aqueles que não me conhecem, uma das minhas características é que amo planejar! Planejar me anima e me motiva! Planejar a festa de natal em família, os estudos da semana, para onde ir nas próximas férias, como será meu aniversário e até no que meu esposo deve investir sua energia de trabalho no dia de hoje (me esqueci de falar que eu também amo planejar pelo meu esposo). Eu amo acordar de manhã com um plano para executar!
Durante muito tempo, investi planejando minha jornada profissional, familiar e como serviria a Cristo onde me colocasse. Sempre foi um valor servir ao Senhor. Confesso que hoje, ao olhar para os meus planos do passado, eles me pareciam muito bons. Serviria ao Senhor no ministério com o qual eu mais me identifico, cuidaria da família e seguiria meu planejamento profissional (com muitas etapas).

Mas os planos dEle para minha jornada nesta terra eram um pouco diferentes dos meus, em várias áreas sobre as quais eu não teria tempo de falar aqui. Ele sabia que eu seria uma ótima profissional na minha área, que me esforçaria e que não me importaria de dedicar muito tempo ao trabalho.

No entanto Ele queria que eu investisse essas horas e toda essa garra na minha própria casa, fazendo dela um lugar seguro e cheio de vida. Ele sabia que eu O serviria em uma igreja local todos os dias, cumprindo os horários e as regras. Contudo Ele planejou que eu deveria servi-Lo ao lado do meu marido, sendo ele um pastor (também não planejado), apoiando-o, chorando e sorrindo com ele diante de desafios enormes nas áreas para as quais Ele nos direcionasse. Confesso que tudo isso não chegou tão bem ao meu coração como pode parecer para quem lê este texto. Houve dias em que duvidei que a vontade dEle para minha vida fosse a melhor, desconfiei do Seu amor, bati o pé e até fiz birra.

Anos atrás, indo de carro para o trabalho, debaixo de uma forte chuva, chorei muito. Peguei versículos que conhecia de cor, como Provérbios 16:1, Romanos 12:2 e ainda Tiago 4:15, e decidi honrá-los e vivê-los, por mais improváveis e absurdos que parecessem para mim diante do que Ele estava me impulsionando a fazer. E, desde esse dia, tenho muito temor em conhecer a vontade dEle e um desejo profundo de viver os Seus planos, quer sejam como eu planejei ou não.

Assim como eu, talvez você já tivesse muitos planos para 2020. Quem sabe planejou para este ano dar um impulso na sua empresa, fazer uma viagem incrível com sua família, iniciar sua faculdade, comprar a casa dos sonhos e, então, se deparou com o quadro atual, que trouxe consigo uma mudança radical no mundo e nos seus planos. E diante de tudo isso, o Senhor tem convidado você a “mudar a rota”. Ele tem te chamado a abençoar pessoas financeiramente, a mudar o curso da faculdade que pensou fazer, a abrir mão de algo para cuidar da sua família de uma forma diferente da que você faria, a servi-Lo de outro modo. Pode ser que o projeto dEle para o seu ‘hoje’ esteja na contramão da realidade na qual estamos vivendo. Nesse sentido, compartilho um pouco da minha história para encorajá-lo.

Eu ainda amo planejar! Mas agora percebo mais flexibilidade e humildade na minha jornada como discípula. Já não desconfio do Seu amor por mim, pois, desde aquele dia de chuva forte, Ele tem me cuidado de um jeito melhor do que eu poderia fazer. Tem me surpreendido em detalhes e ainda mudou meu olhar. Servi-Lo como Ele quer é o maior privilégio.

Arrisque, confie e deixe-O ser o seu Senhor hoje, pois Ele conhece os planos que tem para nós, planos de fazer-nos prosperar e não de causar dano, planos de dar a nós esperança e um futuro.

Música sugerida: Até que nada mais importe (Paulo César Baruk)

40/40 dias C.A.F.E. | COOPERADORES DE DEUS

Enquanto o mundo se desespera, o povo de Deus espalha esperança.
Devocional 40/40 – 30.04.2020
COOPERADORES DE DEUS
por Roberto Rodrigues

“Paz seja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu os envio”. Jo 20:21

Texto-base: Jo 20:19-22

Neste período de confinamento e isolamento, tenho refletido sobre diversos assuntos. Dentre eles, estão todos os planos que tínhamos para essas últimas semanas que se passaram e para o restante do ano: planos pessoais, profissionais, materiais. Todos legítimos e envolvendo a esperança de que o presente e o futuro seriam melhores que o passado. Mas, por mais que tenhamos a vida planejada, pertence a Deus a última palavra (Pv 16:1).

Hoje, para muitos, a esperança se resume a apenas um desejo: que a vida volte ao “normal”. “Normal” que, aliás, será diferente do “normal” de antes da pandemia. Nossa geração será profundamente afetada pela Covid-19. Temos famílias lidando com a dor da perda de entes queridos e tantas outras crises que já estão em curso por conta dos desdobramentos da pandemia.

Sabemos que o mundo está sob o poder do Maligno (1 Jo 5:19) e que por aqui teremos aflições e transtornos (Jo 16:33; Lc 21:11). Entretanto, em meio a este cenário de desesperança, precisamos lembrar que o próprio Deus, que criou o mundo (Gn 1:1) e colocou nele o homem (Gn 1:26) para ser seu cooperador (1Co 3:9), nos ama tanto que mandou seu próprio Filho para nos dar a esperança da vida eterna, nos resgatando e salvando (Jo 3:16-17). Deus nos quer no mundo (Jo 17:15) como sal e luz (Mt 5:13-14), para que, como discípulos de Cristo Jesus, levemos adiante a mesma esperança que um dia nos salvou: o próprio Jesus (1 Pe 3:15).

Em nosso texto-base, os discípulos também estavam de “quarentena”, reunidos a portas trancadas, enquanto o perigo os rondava pelo lado de fora. Eles não ousavam sair. Em meio a isso, Jesus ressurreto apareceu e, antes mesmo do Pentecoste (At 2), assim como Deus soprou o fôlego de vida no homem (Gn 2:7), Ele soprou uma porção do Espírito Santo aos discípulos com a seguinte instrução: “Assim como o Pai me enviou, eu os envio”.

Se Jesus foi enviado pelo Pai para ser a esperança do mundo, precisamos absorver essa tarefa como uma das mais importantes em nossas vidas também. A mesma incumbência que Deus entregou a seu Filho é transmitida a cada um de nós: levar esperança ao mundo, fazendo discípulos e instruindo-os a observar tudo o que Cristo ensinou (Mt 28:19-20). Talvez muitos já tenham associado essa missão ao seu estilo de vida, mas quero reforçar o seguinte ponto: Jesus veio trazer esperança para TODO TIPO DE GENTE do mundo.

Enquanto esteve fisicamente na Terra, a Bíblia relata que Jesus espalhou esperança para pecadores (Lc 7:48; Jo 8:1-11), endemoniados (Mt 8:28-34; Mc 9:14-29), paralíticos (Mc 2:1-12; Jo 5:1-9), doentes (Lc 7:1-10; Mc 5:25-34), viúvas (Lc 7:11-17), surdos (Mc 7:31-37), cegos (Jo 9:1-7; Mc 10:46-52), humildes (Mc 12:41-44; Mt 5:5), pobres de espírito (Mt 5:3), perseguidos (Mt 5:10), enfim, um sem número de pessoas, filhos, filhas, pais, cada um com uma particularidade, um nome e uma história. Todos tiveram a mesma certeza, assim como nós antes da pandemia, de que o seu presente e futuro seriam melhores que o passado, pelo “simples” fato de terem tido suas esperanças renovadas pela presença de Jesus. Nosso chamado é o mesmo. Com o poder do Espírito Santo que habita em cada um de nós (1 Co 3:16), devemos levar Cristo para TODOS o quanto for possível, pois somente assim o mundo conhecerá a verdadeira esperança.

Por enquanto, o meio mais seguro que temos para fazer isso é via telefone e internet. Cada um sabe quem são seus alvos de amor neste momento. Em breve teremos a oportunidade de estarmos juntos fisicamente com nossos familiares, amigos, colegas, e Deus conta conosco para sermos seus cooperadores em levar a esperança de Cristo a todos, não apenas pelas feridas abertas que poderão existir em função das perdas por conta da pandemia, mas pelo fato de que Cristo amou todos, sem distinção. O momento atual já exige solidariedade, união de esforços, generosidade, criatividade, empatia; em breve, a situação exigirá ainda mais. O resumo de tudo isso é que o mundo precisa de esperança verdadeira. O mundo precisa de Cristo Jesus. E Deus conta conosco para irradiarmos essa esperança a todos.

Música sugerida: Esperança – Diante do Trono
https://www.youtube.com/watch?v=-L22tihWV30

39/40 dias C.A.F.E. | E SE…

Enquanto o mundo se desespera, o povo de Deus espalha esperança.
Devocional 39/40 – 29.04.2020
E SE…
por Miguel Schmitt

“Mesmo não florescendo a figueira e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas e não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral, nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação.” Habacuque 3:17-18

O texto acima é uma das afirmações de fé mais marcantes de toda a Bíblia.

Antes de escrever este devocional, pensei muito na minha mãe, no quanto ela me ensinou sobre ter esperança; esperança em um Deus que é soberano e que sempre sabe o que é o melhor para nós. Ela dizia: “Não esquece, tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8:28). Ele tem um propósito para cada um em tudo o que acontece, mesmo que a gente não entenda”. Ela me ensinou a ter fé, a buscar o Senhor confiantemente, mesmo que tudo pareça contrário a mim, crendo que Ele fará o melhor em cada circunstância. Minha mãe tinha uma fé tremenda e amava a Deus profundamente, com a convicção de que Ele usa tudo o que acontece em nossas vidas para nos tornar mais semelhantes a Jesus. Quando eu era criança, ela sempre repetia: “Ora, meu filho, entrega tudo para Deus… Uma oração com fé pode transformar coisas lá do outro lado do mundo e você pode tocar o mundo com uma oração. Mas antes Deus sempre vai transformar o seu interior primeiro”.

Faz quatro anos que ela partiu. Foi uma bela luta contra o câncer. Numa certa tarde, logo após saber que a situação era irreversível, ela me disse: “O que as pessoas irão pensar? A gente fala tanto de Deus e agora estou aqui, sem chance de me curar!” Naquela hora eu pude dizer para ela: “Mãe, lembra quando tu comentaste que a psicóloga do hospital disse que não conseguia entender como tu lidavas tão bem com a tua doença e que as sessões de terapia se aplicavam mais para ela do que para ti? Lembra como as pessoas no quarto do hospital ansiavam pelo cultinho que fazíamos? Lembra as vidas que tu alcançaste para Jesus no hospital? Mãe, o milagre já está aí, nessa paz que excede todo o entendimento, que as pessoas não compreendem e que, ao mesmo tempo, te possibilitou tocar o coração de tanta gente!”.

Duas semanas antes de ela partir, tivemos o privilégio de comemorar o seu aniversário de 63 anos em casa e foi um momento muito especial. Ela estava vibrante, com uma alegria no rosto e uma paz nos olhos que excediam o entendimento. Apesar de saber que tinha poucos dias aqui na terra, decidiu vivê-los da melhor forma possível, ao lado dos seus e honrando a Deus. Eu queria poder colocar aqui um retrato, para que vocês pudessem ver o sorriso dela naquele dia. Esse sorriso, para mim, é uma representação concreta do que a Palavra nos fala em Filipenses 4:4: “Alegrai-vos no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.”

Do dia do diagnóstico até o momento em que nos despedimos dela, foram quase dois anos. Nesse tempo, passamos por outro grande desafio: dias após descobrirmos o câncer da minha mãe, minha esposa e eu recebemos o diagnóstico de surdez profunda do nosso filho Davi, de apenas 15 dias de vida. Foi um momento de lutas, de perguntas para Deus, de medos e, ao mesmo tempo, de poder perceber o profundo cuidado e amor dEle para conosco. Mesmo com circunstâncias contrárias aos nossos sonhos, escolhemos nos perguntar “por que não eu?” em vez de “por que eu?”. Assim descobrimos um Deus que nos ama, ensina e molda no processo, a fim de nos tornar mais completos e maduros ao longo dele. Aprendemos a viver um dia de cada vez, a confiar e descansar completamente nas Suas intenções – não só naquelas duas situações específicas, mas em todas que viriam. Sabíamos que isso não significaria que Ele nos tiraria das circunstâncias, mas que estaria ao nosso lado em cada uma delas. Assumir essa posição e perseverar nela, ainda hoje, é uma escolha diária.

No dia em que a minha mãe partiu, ainda pude contar para ela sobre os bons resultados recebidos referentes aos exames do Davi, que, depois de alguns tratamentos e das cirurgias de implante coclear, estava ouvindo como nós! Foram duas histórias de luta que se iniciaram juntas, mas tiveram finais bem diferentes. Aos olhos do mundo, uma vitória para o Davi e uma derrota para minha mãe; afinal ele venceu as barreiras da surdez e ela perdeu para o câncer. Deus, porém, nos convida a enxergar vitória nas duas circunstâncias: ele escuta e ela está com Ele. Não apenas isso: a vitória para a qual Deus nos convida a olhar é sobre tudo o que Ele fez durante os processos.

Deus ama processos, pois eles nos ajudam a crescer e nos aproximar ainda mais dEle. No momento em que compreendi isso, Deus começou a fazer revoluções na minha vida e continua fazendo. Hoje posso dizer como Paulo: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou Seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que Ele nos concedeu.” (Rm‬ 5:3-5).

Sei que a vida pode parecer confusa, cheia de altos e baixos, mas isso não significa que Deus não esteja ao nosso lado ou que não nos ame. Podemos ter a certeza de que Ele nos ama loucamente e quer estar ao nosso lado, nos renovando na Sua esperança, que não decepciona, mesmo que muitas vezes as circunstâncias pareçam contrárias (Sl 42:11).

Quando a dificuldade surgir, lembre-se de trazer à memória aquilo que pode dar esperança, pois “o Senhor é bom com aqueles cuja esperança está nEle” (Lm 3:21-26). Escolha confiar em Deus. Isso implica ter “a certeza daquilo que esperamos” (Hb 11:1). Sem fé, “é impossível agradar a Deus, pois quem dEle se aproxima precisa crer que Ele existe e que recompensa aqueles que O buscam”. Devemos buscá-Lo de todo o coração, na confiança de que os planos dEle para nós são muito melhores que os nossos (Jr 29:11-13).

Minha oração é para que, diante dos “e se” que surgirem em nossas vidas, possamos ter a esperança de que Deus sabe o que faz e que Ele tem o controle de todas as circunstâncias em Suas mãos. Que possamos nos alegrar nessa esperança, sendo pacientes, perseverantes em oração, a fim de que nossas forças sejam renovadas pelo poder do Espírito e possamos ser conhecidos pela força e coragem que somente aqueles que esperam nEle podem demonstrar (Rm 12:12 e 15:13; Sl 31:24; Is 40:31).

Música sugerida: E se… (Jeferson Pillar)
https://www.youtube.com/watch?v=GD9BeVw_1WA

38/40 dias C.A.F.E. | ESPERA CONFIANTE

Enquanto o mundo se desespera, o povo de Deus espalha esperança.
Devocional 38/40 – 28.04.2020
ESPERA CONFIANTE
por Tércio da Rosa

“Esperei confiantemente no Senhor.”
(Leia Salmo 40:1-5)

O dicionário traz duas principais definições para a palavra “ESPERANÇA”. Uma diz “expectativa otimista da realização daquilo que se almeja” e a outra, em contrapartida, diz “expectativa, em geral, espera”. Você percebe a diferença? De um lado o otimismo da “expectativa” (do latim SPES) e do outro a inércia do “esperar” (SPECTARE).

Não conheço ninguém que goste de esperar. Seja qual for o “prêmio” ao final do período, não gostamos de esperar. A espera, enquanto inércia, nunca foi algo fácil de se lidar ou conviver. E, tirando a didática da busca pelo equilíbrio diante da ansiedade, – que o digam os pais acostumados aos intermináveis “mas eu quero agora!” – o simples esperar é perda de tempo, falta de foco e improdutivo. Bah tchê, como assim?

Calma. Não estou dizendo que esperar é algo a ser eliminado ou mesmo contrário ao exercício da paciência, do respeito ou da empatia. Refiro-me ao exercício de depositar expectativas – enquanto esperança de ter algum retorno – naquilo que é passageiro, terreno, visual. E é errado, então, ter expectativas quanto ao que é passageiro? Depende muito da motivação.

A Bíblia nos ensina que ter esperança é esperar por algo que não se vê mas que foi prometido por Deus (Rm 8:24-25). É também um exercício que traz sentido à nossa existência, já que estamos aqui mas não somos mais daqui (1 Pe 2:11). Esperança então, no sentido da expectativa otimista e bíblica, se aproxima e se complementa ao sentido de nossa fé, quando confiantemente esperamos aquilo que não podemos ver, mas que sabemos, vai acontecer.

Além da fé, a esperança também está conectada com o amor. Diversas vezes o apóstolo Paulo une os três (1Co 13:13; Gl 5:5-6; Cl 1:4-5; 1Ts 1:3; 5:8). Daria para dizer que a esperança é obtida por meio da fé, e a fé que nós temos é no amor de Deus.

Muitas foram as vivências que tivemos como família enquanto espera. Uma em especial durou 5 anos. Foi um processo de imigração que teve resultado final contrário à nossa expectativa na época. Vivemos aqueles anos de espera com a mais alta expectativa, na esperança de poder avançar com nosso plano, e isso nos fez “estar lá” antes mesmo de ir. Todas as nossas falas, conversas e interesses tinham a ver com o futuro país; estávamos nos preparando para chegar bem “ambientados” à vida daquele lugar. Mas era uma espera, uma expectativa com a motivação “aqui e agora”. De lá pra cá, Deus resgatou propósitos, nos deu novos sonhos e entendemos que não há alegria maior em esperar – confiantemente – no Senhor, alegre expectativa que jamais será frustrada ou em vão.

Tal como nos preparamos para morar em outro país, enquanto vivemos e esperamos neste momento delicado da história mundial, vale lembrar que nosso exercício diário precisa ser o de buscar as coisas do alto, nos “ambientando” com o céu e seus valores (Cl 3:1-4).

Sua esperança vem de spes (expectativa) ou de spectare (esperar)?

Esperança, como expectativa sem conexão de fé e amor, é apenas uma espera. O ditado popular diz que “a esperança é a última que morre”. Nossa esperança, de fato, morreu. Mas ressuscitou ao terceiro dia! Ela se chama Jesus – a própria esperança, tanto dos antigos como das novas gerações. Viva a verdadeira esperança, nas promessas de Cristo, de Sua volta e da vida plena e eterna com Ele, esperando confiantemente!

Música sugerida: Salmo 40 (Coral Veredas)
https://www.youtube.com/watch?v=n7zxI7pMRP8

37/40 dias C.A.F.E. | DEUS ESTÁ TRABALHANDO

Enquanto o mundo se desespera, o povo de Deus espalha esperança.
Devocional 37/40 – 27.04.2020
DEUS ESTÁ TRABALHANDO
por Lucas Bair

Hal Lindsey, autor cristão, disse: “O homem pode viver cerca de quarenta dias sem comida, cerca de três dias sem água, cerca de oito minutos sem ar, mas apenas por um segundo sem esperança”. Sem dúvida, a esperança é vital para nossas vidas, e o seguidor de Jesus tem esperança.

Temos esperança na morte (Romanos 6.23), e temos esperança na vida (1 Pedro 1:3-5). O cristianismo é uma religião de esperança. Como podemos ver em Romanos 15:13: “Que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nEle, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo”.

Mas de onde vem essa esperança cristã? Infelizmente, muitos seguidores de Jesus têm um entendimento errado sobre de onde vem nossa esperança. Acreditam que têm esperança porque Deus não vai deixar o cristão fiel sofrer. As escrituras não ensinam isso; de fato, elas ensinam o contrário. Romanos 5:3,4 é um exemplo disso: “E também nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem a paciência, a paciência traz a aprovação de Deus e essa aprovação cria a esperança.”.

O apóstolo Paulo se alegrou nos seus sofrimentos, pois ele entendeu que o sofrimento é uma ferramenta poderosa de Deus para nossa formação de caráter. Acreditar que Deus salvará o cristão fiel de todo sofrimento cria uma falsa esperança, que levará o seguidor de Jesus a ficar decepcionado com Deus. Então, se sabemos que sofreremos nesta vida e que não há promessa de Deus de nos livrar de todos os sofrimentos, de onde vem a esperança na vida cristã?

Sete anos atrás, eu estava em meio a uma época de sofrimento na minha vida e foi um sofrimento multifacetado, que atingiu minha mente, minhas emoções e meu corpo, foi um vale profundo. Naquele período, em razão desse sofrimento, eu fui dominado pelo medo, tanto que, até quando algo de bom estava acontecendo, eu não ficava feliz, pois acreditava que algo de ruim estava por vir ao virar uma esquina. Eu estava deprimido, triste e amedrontado, faltava-me esperança e me sentia dentro de uma prisão de medo. Não foi um bom momento na minha vida, pois perdi a esperança.

Um dia, eu estava num café estudando a Bíblia e preparando uma pregação. Aquele lugar tinha uma “vibe” muito bacana e estava lotado de universitários. Eu estava sentando em uma mesa com uma xícara de café e minha Bíblia, pois, na minha opinião, não há jeito melhor para estudar as Escrituras. Foi quando um versículo chamou minha atenção e comecei a meditar sobre ele. Lá, naquele café, um local cheio de universitários, o Espírito falou para o meu coração através daquela passagem e me quebrantou. Eu ouvi: “Lucas, você não precisa mais ser escravo de medo”. Ele sussurrou. Então, olhei novamente aquele versículo, e a verdade penetrou em meu coração, e, de novo, eu senti aquelas palavras: “Lucas, você não precisa mais ser escravo de medo”.

Novamente fixei meus olhos naquela passagem bíblica e disse em voz alta para mim mesmo: “Eu não preciso mais ter medo!”. Naquele momento, a verdade daquele versículo me libertou do medo, e eu senti como se um grande peso fosse tirado do meu peito. E lá, naquele café, lotado de universitários, eu comecei a chorar, mas não um choro de tristeza, e sim um choro de alegria, de libertação.

Depois de alguns minutos, eu senti o olhar das pessoas ao meu redor e fiquei envergonhado, corri para o banheiro e lavei meu rosto. Logo a vergonha passou, mas a esperança ficou! Quer saber qual versículo eu estava estudando aquele dia no café? “Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito.” Romanos 8:28

Foi a primeira parte desse versículo que mais chamou minha atenção, a qual fala que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que O amam. Em tudo que acontece na minha vida, todas as coisas boas e más, Deus está trabalhando. Ele é soberano e muito presente nos meus sofrimentos, e creio que está usando cada momento para o meu bem. Não deixe a última frase passar sem notar: Deus está usando cada momento para o seu bem! Ele não vai perder nenhuma oportunidade, pois está trabalhando na formação do nosso caráter.

Através da dificuldade, por meio do sofrimento, quando eu chegar no outro lado, serei uma pessoa melhor e mais transformada na imagem de Jesus. Significa que todas as nossas lutas têm um propósito! Deus está trabalhando para o nosso bem e está nos refinando.
Quando olho para minha história até aqui, posso confirmar essa verdade. E sei que hoje sou quem sou em função dos sofrimentos que vivi e posso afirmar que sou grato pela adversidade vivida. Claro, não quero passar novamente por aquelas aflições e inquietações, mas sou grato, porque Deus aproveitou aquele momento na minha vida para o meu bem e me deu coragem para enfrentar os sofrimentos que ainda virão, pois sei que eles virão, mas creio que Deus vai continuar trabalhando para o meu bem.

De onde vem nossa esperança? Vem da nossa confiança em Deus. Ele está no controle, Ele é bom e Ele está trabalhando para o nosso crescimento e para o nosso bem.

Querido, você tem esperança hoje?

Pense na bondade e soberania de Deus. Ele está no controle. Ele é bom. Ele está agindo em todas as coisas para o nosso bem.

Música: Não Mais Escravos
https://youtu.be/nwzLDnTqcmM

36/40 dias C.A.F.E. | A ESPERANÇA QUE JÁ MORREU

Enquanto o mundo se desespera, o povo de Deus espalha esperança.
Devocional 36/40 – 26.04.2020
A ESPERANÇA QUE JÁ MORREU
por Ranulfo Nascimento

“Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus.” Salmos 42:11

Enquanto o mundo se desespera, o povo de Deus espalha esperança. Isso me fez lembrar da frase “a esperança é a última que morre”! Parei para pensar onde deve ser a habitação da nossa esperança. O salmista revela conversas que somos capazes de ter com nós mesmos, com nosso interior, perguntas de checagem com a sede das nossas emoções, a nossa alma.

Por que você está triste, ó, minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim?

Neste tempo de pandemia, certamente somos afetados nas nossas emoções: o medo, as incertezas do amanhã, o apocalipse das tragédias que foram e são anunciadas diariamente pela mídia geram perturbações de quando e como vamos voltar, pós-pandemia. Eu e você devemos estar pensando nisto: quando e como vamos voltar? Não seremos os mesmos de outrora, seremos, pela fé, menos egocêntricos, mais sensíveis ao outro, mais generosos, mais gratos a Deus.

O jeito com que vamos lidar com o abatimento e perturbação da alma pode ter diversos tipos de danos emocionais, físicos, psíquicos etc. Este período de pandemia me trouxe à memória confinamentos que eu já vivi, por conta dos meus pecados do passado sem Cristo. No meu confinamento, aprendi com um pastor que pastoreava minha vida, dizendo: “Ranulfo, você não pode adoecer na sua mente”. Para isso, ele me escrevia cartas com textos para minhas reflexões. Aqui está um que me sustentou em tempos de confinamento: Colossenses 3:1-3.

“procurem as coisas que são do alto, onde Cristo habita”: procurar requer atitude, separar tempo, ser intencional.
“mantenha o pensamento nas coisas que são do alto, e não nas terrenas”: há contraste entre coisas que são terrenas e coisas que são do alto. É preferível ficar com o que é e vem do alto. Nossa esperança jamais pode estar naquilo que é terreno, mas naquilo que é do alto e vem do alto onde Cristo está assentado à direita de Deus.

Nossa esperança já morreu há mais de 2.000 anos, mas ressuscitou, Ele vive. Por isso, podemos esperar em Deus. Pode haver abatimento e perturbação da alma, mas espere em Deus, confie em Deus. Mesmo sem entender os abatimentos e perturbações da alma, somos convidados a nos lançarmos nos braços do Pai.

Em tempo de pandemia, eu creio que tudo vai se cumprir, ter esperança é ter a certeza de que tudo vai ficar bem no meu mundo interior. A minha oração é para que possamos confiar fielmente na nossa viva e real esperança. Ela tem nome: Jesus Cristo.

Música sugerida: Aquieta minh’alma (Ministério Zoe)
https://www.youtube.com/watch?v=ANfpF0pNob4&feature=youtu.be

35/40 dias C.A.F.E. | A ESPERANÇA PRECISA CONTINUAR

Enquanto o mundo se desespera, o povo de Deus espalha esperança.
Devocional 35/40 – 25.04.2020
A ESPERANÇA PRECISA CONTINUAR
por Gabriel Chaw

“Alguns confiam em carros e outros em cavalos, mas nós confiamos no nome do Senhor, o nosso Deus.” Salmos 20:7

Durante essa pandemia, e consequente isolamento, me interessei pelo que os brasileiros estão fazendo, pensando e comentando. Pesquisei no Google, Facebook e Twitter os assuntos mais falados e tendências dos últimos 15 dias. Claro, o termo mais pesquisado/comentado é “Coronavírus” e os seus sinônimos, mas outras coisas interessantes aparecem. Por exemplo, no Google, as pesquisas sobre “videoconferência” e “como fazer pão” estão em seu nível recorde, desde 2004; “oração” bateu o nível recorde dos últimos 5 anos; “auxílio emergencial” teve um aumento de 5.000% nas pesquisas. No Twitter, as postagens eram na maioria apocalípticas. Encontrei um resumo de 2020: “quase terceira guerra mundial (por causa do petróleo), pandemia global, crise no capitalismo, incêndio em Chernobyl, vulcão, e tsunami”.

Tudo isso nos atingiu em tempo recorde: no final de janeiro, começamos a ouvir algumas notícias, quando menos percebemos, já tinha chegado até nós. Essa situação não é algo que está acontecendo distante, em outro estado, país ou com outras pessoas, mas sim algo que está entre nós agora mesmo! Nesse momento único em nossa história, como nós cristãos estamos lidando com todo o medo, ansiedade e insegurança, ainda mais, como vamos nos posicionar para influenciar a sociedade de que fazemos parte?

Hoje somos convidados pelos governantes a esperar, esperar por uma vacina, um tratamento ou até mesmo — embora não seja pronunciado assim pelas autoridades — esperar para pegar o vírus aos poucos, e, dessa forma, não sobrecarregar os hospitais. Então, com tudo isso, a tendência das pessoas é justamente “desesperar”, pois a esperança foi depositada na economia, no trabalho, nos relacionamentos – apesar de todas essas coisas serem boas e benéficas para o homem, elas são passageiras e deste mundo!
Nos ensinos que Jesus deixou para nós, vemos exatamente o oposto. Em Mateus 7:24, vemos Jesus nos convidando a fixarmos nossos alicerces na rocha, que é a Palavra de Deus. Jesus também nos convida a não guardar tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, mas, sim, tesouros no céu (Mt 6:19-21). Por fim, Jesus nos convida para tomarmos da água viva, que não apenas mata toda a sede, mas que nos transforma em uma fonte de água para jorrar para a vida eterna (João 4:14).

Devemos então depositar toda nossa esperança em Jesus, torná-Lo o centro de nossa vida, e dessa forma, colocar nossa esperança em algo que não é falível, mas sim perfeito. Isso foi uma coisa que o ministério me ensinou: muitas vezes, saindo de uma visita no hospital deprimido por conta das situações que pessoas queridas estavam enfrentando e, no mesmo dia, ou no dia seguinte, visitando um recém-nascido ou indo a um casamento. Essa montanha-russa de sentimentos me deixava esgotado e, em algumas situações, totalmente sem chão.

Algumas pessoas que lidam constantemente com isso dizem que precisamos nos tornar um pouco frios a este respeito, que não podemos deixar isso se tornar pessoal. Porém, eu aprendi a colocar tudo isso diante de Deus em oração, e esperar que Ele receba esses sentimentos de mim. Filipenses 4.6-7 tem sido o meu versículo de sanidade nessas situações. Através da oração, a paz que excede todo o entendimento, proveniente de Deus, tem guardado o meu coração e a minha mente.

O que quero dizer neste momento? Nós, como povo de Deus, devemos nos fortalecer e ser exemplos para todos ao nosso redor. Devemos ser a casa construída na rocha para abrigar as pessoas, a fonte de água viva que jorra por toda a eternidade transbordando para todos! Não apenas socorrendo as necessidades físicas das pessoas ao nosso redor, mas sim compartilhando a palavra de Deus, que é lâmpada para os nossos pés e luz para o nosso caminho (Salmo 119.105).

Gosto muito de orar a Deus pedindo que eu possa refletir, mesmo que um pouco, o amor dEle para as outras pessoas, e, dessa forma, que o amor não pare em mim. Paulo, em Romanos 15.13, nos encoraja de forma similar, e esta é a minha oração para todos vocês também: “que o Deus da esperança os encha de toda alegria e paz, por sua confiança nele, para que vocês transbordem de esperança, pelo poder do Espírito Santo.”

Que, neste momento, nós possamos colocar toda a nossa confiança no Senhor, e, dessa forma, transbordemos esperança para todas as pessoas ao nosso redor!

Tarefa de casa: ore a Deus pedindo a tranquilidade que só Ele pode dar; em seguida, ore a Deus perguntando com quem você poderia compartilhar esperança neste momento (se você compartilhar com 20 pessoas, e essas 20 pessoas compartilharem com mais 20, por apenas 5 vezes, você terá compartilhado esperança com mais de 3 milhões de pessoas!)

Sugestão de Música: My Lighthouse (Rend Collective)
https://www.youtube.com/watch?v=reAlJKv7ptU

34/40 dias C.A.F.E. | ESPERANÇA QUE VALE A PENA!

Enquanto o mundo se desespera, o povo de Deus espalha esperança.
Devocional 34/40 – 24.04.2020
ESPERANÇA QUE VALE A PENA!
por Márcio Pisoni

“Considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada.” Romanos 8:18
Texto-base: Romanos 8:15-39

Quem de nós, hoje em dia, já não escutou a pergunta: “Você tem Netflix?”

Atualmente, a maioria das pessoas utiliza algum serviço de streaming, ou seja, um serviço de distribuição digital. Ou, se não possui, com certeza, conhece alguém que tem. De tempos para cá, dentro desses serviços, tenho observado uma enxurrada de filmes e seriados cujos finais são decepcionantes, indefinidos ou simplesmente não existem. Um tempo atrás, inclusive, foi lançado um filme no qual você tinha o “poder” de escolher a trajetória e o destino da trama, onde existia uma gama gigantesca de combinações e possibilidades que ficavam à escolha e ao desejo de quem assistia… nada estava definido, era só ir clicando na tela.

Quando nos damos por conta, essa “tendência cinematográfica” de finais obscuros e incertos, acaba influenciando nossas vidas, infiltrando-se em nosso coração e interferindo em nossa perspectiva de futuro. Muitas vezes, logo que começamos a assistir a algo, ou até mesmo ler algum conteúdo, ouvir alguém, já iniciamos com uma ideia pré-definida de que o final pode ser ruim ou simplesmente nem acontecer.

Nasci nos anos 80, e praticamente todas as histórias, salvo exceções, tinham finais sempre felizes onde o bem vencia o mal. Mesmo que, no desenrolar, pudesse parecer que o bem perderia, ou que forças do bem e do mal se equivalessem, suando um pouco, o bem prevalecia! Era comum a pergunta de quem chegasse já no meio do filme: “quem é o mocinho?”. Sempre havia o mocinho e o bandido, e ninguém queria torcer pelo bandido, pois tinha a certeza de que ele seria derrotado no final.

Passei parte da minha adolescência pensando em questões a respeito da batalha do bem contra o mal, temendo em algum momento o bem não ter condições de vencer, como se os dois fossem do mesmo tamanho ou poder ou que Deus teria de suar muito para vencer no final. E que, quem sabe, houvesse uma ínfima possibilidade de o mal vencer. Isso me deixava um pouco tenso. Quando li pela primeira vez o texto de 2 Tessalonicenses 2.8, que diz “Então será revelado o perverso, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e destruirá pela manifestação de sua vinda”, foi incrível para eu saber que apenas um sopro da boca de Jesus seria suficiente para destruir qualquer coisa, inclusive o Diabo. Não falta força ou poder nenhum para Deus, o que acontece é que Ele escreveu uma história, e planejou que ela fosse vivida capítulo por capítulo, cena por cena.

Quando já estava no seminário, cursando uma disciplina a respeito do livro bíblico de Apocalipse, jamais me esquecerei do que meu professor disse no primeiro dia de aula. Ele propôs à turma que, antes de iniciarmos os estudos do livro de Apocalipse, quem quisesse poderia traçar um risco sobre o nome “Apocalipse” e, por cima, escrever ESPERANÇA! Isso me impactou profundamente. Modificou a minha própria forma de olhar para o futuro.

Por mais que não entendamos algumas cenas ou capítulos da história de nossas vidas, o final que Deus escreveu para a humanidade, e para cada um de nós, seus filhos, é um final onde o Bem vence! E vence gloriosamente! Um final maravilhoso! Onde todos aqueles que creram e viveram com Jesus nesta terra terão a oportunidade de desfrutar daquilo que é um grande símbolo de esperança para os cristãos: ressurgir nos céus com Jesus e passar a eternidade na presença de Deus, num lugar onde não existem dores ou sofrimentos, onde o pecado não nos abaterá.

É permissão dEle que estejamos passando por um momento como esse, momento em que somos convidados a refletir a respeito da verdadeira razão de nossa esperança e de, com isso, nos alegrarmos com os planos dEle para nossa família, para cada um de nós. O final de tudo já está escrito! Ele venceu, e venceremos com Ele! Existe uma esperança em Jesus que habita dentro de todos aqueles que o aceitaram como Senhor, Salvador e Mestre de suas vidas.

Aceite viver com esperança e se alegre no futuro, afinal de contas “aqui é passagem, não passeio, o fim não é aqui, há um chamado mais alto, há um destino maior, o mal se vence com o bem, as sombras se vão na luz, todos são convidados: o extraordinário nos aguarda!”

O final com nosso Deus é perfeito, assim como tudo que Ele fez.

Sugestão de música: A vitória da cruz (Diante do Trono)
https://www.youtube.com/watchv=_MgintFOkQA&list=RD_MgintFOkQA&start_radio=1&t=0

33/40 dias C.A.F.E. | QUE O SOL DA JUSTIÇA BRILHE SOBRE NÓS

Enquanto o mundo se desespera, o povo de Deus espalha esperança.
Devocional 33/40 – 23.04.2020
QUE O SOL DA JUSTIÇA BRILHE SOBRE NÓS
por Marcelo Maidana

“Mas para vocês que reverenciam o meu nome, o sol da justiça se levantará trazendo cura em suas asas.” Malaquias 4:2

Tenho o privilégio de acompanhar o nascer do sol pela janela da minha sala todas as manhãs, enquanto estou tendo meu tempo de devocional. Ele surge tímido no horizonte, mas, aos poucos, vai revelando a sua grandeza, e o calor de seus raios começa a aquecer o ambiente e dissipar aquela sensação de frio das primeiras horas. O nascer do sol também traz em seus raios a esperança de um novo dia, pois as misericórdias do Senhor se renovam a cada manhã (Lamentações 3:22,23).

Creio que uma das perguntas que mais fazemos nestes dias é: quando isso terminará? Quando voltaremos ao convívio social? Como será o futuro? Podemos ter esperança em um futuro melhor?

Em nosso país, vivemos um tempo de turbulências. Nos campos da economia, política, religião, ciência e assistência social, muitas vozes têm se levantado, e nem sempre conseguimos discernir onde está a verdade. A instabilidade traz insegurança em relação ao futuro, e a esperança nem sempre está presente em nossos corações. Olhamos para o cenário que está a nossa frente e, muitas vezes, nos deixamos levar pelos prognósticos pessimistas daqueles que estão com o olhar fixo apenas nas circunstâncias.

Mas quando o sol se levanta, temos a oportunidade de tirarmos os olhos das circunstâncias e colocarmos nAquele que pode trazer esperança e estabilidade aos nossos corações, pois somos lembrados por Ele, todos os dias, que as Suas misericórdias se renovam a cada manhã. Creio que, enquanto a esperança estiver sendo colocada em governantes, cientistas e médicos, as alternativas para sairmos desta circunstância serão limitadas, pois nossas expectativas serão colocadas em homens, e não em Deus, que é o Único que pode mudar este cenário.

O texto de Malaquias nos diz que “[…] o sol da justiça se levantará trazendo cura em suas asas”. Teologicamente, o contexto faz referência a um período específico da história da humanidade (O Dia do Senhor). Todavia, ele também pode servir como referência para este momento.

Hoje, pela manhã, quando o sol se levantava sobre o dia (quando estava escrevendo este devocional), o Espírito Santo me levou a orar pelo nosso país, pedindo que o Sol da Justiça nasça sobre ele, e que as pessoas reconheçam a Sua grandeza e se deixem ser envolvidas pelo calor de Seus raios. Somente assim seremos curados.

Não me refiro à solução para a COVID-19, que tem afetado a saúde de muitas pessoas, causando inclusive mortes, mas sim uma cura espiritual, fruto do reconhecimento da soberania e do senhorio de Cristo sobre as nossas vidas.

Neste dia, ore pelo Brasil e pelas nossas autoridades, para que eles encontrem em Deus a sabedoria necessária para suas decisões, e que reconheçamos, como nação, nossos pecados, para que possamos confessá-los a Ele e sermos espiritualmente curados.

“[…] se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar e orar, buscar a minha face e se afastar dos seus maus caminhos, dos céus o ouvirei, perdoarei o seu pecado e curarei a sua terra.” 2 Crônicas 7.14

Música sugerida: Prá cima Brasil (João Alexandre)
https://www.youtube.com/watch?v=3hYiXI_BbRk