BUSCAR SATISFAÇÃO EM DEUS POR MEIO DA PALAVRA, ORAÇÃO E JEJUM Parte 1 | Pr. Tércio | 11.09.16

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(Mensagem ministrada pelo Pr. Tércio em 11/09/2016)

Salmo 1:1-6

Como encontrar satisfação em Deus? Como encontrar a verdadeira satisfação? Satisfação real tem a ver com fazer da presença de Jesus nosso maior prazer e refúgio. E o primeiro caminho para isso é meditar na Palavra de Deus dia e noite. O estudo da Palavra de Deus revela o verdadeiro aspecto da satisfação do prazer. Não podemos ser satisfeitos em Deus sem a meditação e prática da Palavra. O Salmo que lemos nos revela como alcançamos essa satisfação. A forma piedosa, justa de viver garante uma (verdadeira) vida feliz, próspera, bem sucedida, plenamente satisfeita. O autor tem o propósito de mostrar que apenas vivendo na e dos princípios revelados na Palavra de Deus podemos ter a verdadeira prosperidade. Não se trata uma prosperidade necessariamente financeira, como se Deus nos quisesse, com saúde, sem problema. É algo mais profundo.

O QUE PODE ENTÃO ROUBAR A NOSSA VERDADEIRA SATISFAÇÃO?

O texto esclarece: aceitar o conselho do mundo – valores e princípios que o regem; seguir junto no caminho dos ímpios – aceitando as atitudes dos ímpios como normais para a sua vida e passar a imitar essas condutas; deliberar junto e passar a orientar, aconselhar também outros a praticarem o mal. Essas escolhas roubam a nossa real prosperidade, satisfação. Mas bem aventurado é/será quem escolhe não fazer isso.

O texto nos diz que aqueles que estão satisfeitos em Deus são “como uma árvore plantada junto a ribeiro de águas.” Essa metáfora indica que a pessoa que deseja ser abençoada precisa estar próxima da Palavra para mergulhar na vida de Deus e essa água entrar no seu coração, limpar, lavar. Somos essas árvores plantadas junto a esse ribeiro de água corrente: o próprio Deus.

O autor está dizendo que as pessoas que meditam na Palavra dia e noite vivem como árvores plantadas junto a ribeiros de águas e cujas folhas sempre são verdes, nunca murcham e no tempo certo dão fruto. O Salmo 1 fala sobre uma vida próspera, abençoada, satisfeita. A forma de viver piedosa do justo, pela Palavra, buscando satisfação em Deus pelo meditar e prática da Palavra., garante a verdadeira prosperidade e satisfação. A maneira ímpia de viver garante a verdadeira destruição. O Salmo 1 mostra dois caminhos, dois tipos de pessoas, dois destinos (prosperidade/satisfação e destruição/insatisfação).

Não existe satisfação plena, permanente e eterna fora da PRESENÇA DE DEUS E DA OBEDIÊNCIA A SUA PALAVRA, apenas satisfação temporária. Que possamos viver uma vida consistente, satisfeita no Senhor, meditando dia e noite, obedecendo a Sua Palavra.

O ALCANCE E AS DIMENSÕES DO PODER DO AMOR DE JESUS

(Mensagem ministrada pelo Pr. Tércio em 08/11/2015)

Texto-base: João 5.1-18

Quando todos, em todo o tempo, vivem e proclamam a missão de fazer discípulos, a restauração atinge o ser, o ter e o viver. Em Mt 9.12, Jesus disse que “os sãos não precisam de médico, e sim, os doentes.” Esta foi a resposta de Jesus aos religiosos que o censuravam pelo seu envolvimento com gente da sociedade que eram rejeitados pelos religiosos, os PUBLICANOS E PECADORES, ou seja, os SOCIALMENTE DOENTES, desprezados e marginalizados pela liderança religiosa dos judeus.

Ele então, não satisfeito, completa: “Ide, porém, e aprendei o que  significa: Misericórdia quero e não holocausto; pois não vim chamar os justos, e sim, os pecadores ao arrependimento.” Vs.13

 

Jesus é o verdadeiro médico para pessoas doentes: “Ele é o que perdoa todas as tuas iniquidades, que sara todas as tuas enfermidades.” Sl 103.3

 

Quando a missão se traduz em levar cura aos doentes, logo somos induzidos a pensar em CURA FÍSICA OU EMOCIONAL; ainda assim, restringimos a missão de curar ao universo congregacional, eclesiástico, (dentro de um auditório e em prol dos que lá estiverem), e geralmente focado em uma pessoa a quem se atribui poderes sobrenaturais.

Contudo, os milagres operados por Jesus eram em qualquer momento e lugar, e demonstram que a enfermidade afeta mais do que o corpo humano; ela atinge a família, a comunidade, o meio ambiente, as relações sociais, o governo. A nossa missão, espelhada no exemplo de Cristo, deve considerar uma sociedade enferma  e um evangelho que é capaz de atingir todas as áreas da vida marcadas pela desobediência, em todos os lugares desta cidade.

Se temos, na pessoa de Cristo, a restauração INTEGRAL, de todas as coisas, se somos portadores da mensagem poderosa do amor transformador e poderoso de Cristo, qual seria o nosso desafio? Sendo Jesus o médico dos médicos, para todo tipo de enfermidade, então, temos que admitir, pelo menos, três coisas:

 

RECONHECER A METÁSTASE, física, emocional, intelectual  e espiritual em que a nossa sociedade se encontra. Não estamos reconhecendo o estado grave do paciente, tampouco a real doença do mesmo.

 

ADMITIR NOSSA CUMPLICIDADE no adoecimento da sociedade.

 

CRER, TOMAR POSSE E ESPALHAR (pulverizar) o único remédio disponível a todos, em todo lugar e a todo tempo: JESUS! Único capaz de promover cura, restauração e renovação do ser integral.

O Brasil está enfermo, o RS está enfermo, Porto Alegre está enfermo, as pessoas estão enfermas. As instituições, incluindo as religiões, estão adoecidas, prostituídas. A classe política infectada pela corrupção. Por isso, a igreja precisa estender as suas mãos e espalhar o amor de Cristo, porque o Evangelho é o poder de Deus para a cura e salvação de todo homem. O Evangelho é a boa notícia da graça e do perdão oferecido gratuitamente por Jesus a todos aqueles que reconhecem sua condição miserável de pecadores e que foram infectados no corpo, na emoção e na mente por esse vírus. A Igreja de Jesus não pode continuar vivendo ou pregando um evangelho diluído ou poluído – sem poder e sem Palavra. A igreja de Jesus não pode apresentar um evangelho parcial e deformado, cheio de holocausto, mas sem misericórdia. (Is 1.10-17; Amós 5.5,7,11,12,15,21-24; 7.4,5). O poder do amor de Jesus alcança, cura e restaura o homem em todas as dimensões. Precisamos achar um jeito prático de vivenciar isso fora das quatro paredes e dos espetáculos das celebrações de domingos, em nossas casas, nas nossas células, nas ruas da nossa cidade, nos cafés. O verbo, Jesus, se fez carne para reverter este estado calamitoso de enfermidade. A reversão depende da compreensão das dimensões da CURA DIVINA a partir de um DIAGNÓSTICO HONESTO, do reconhecimento da existência de um MÉDICO CAPAZ e de uma CURA INTEGRAL, PLENA E DEFINITIVA.

I – DIAGNÓSTICO DO ENFERMO – PARALÍTICO vs 1-5

  1. A) FISICAMENTE (enfermo há 38 anos). Vs 5

UM HOMEM ENFERMO HÁ 38 ANOS  – pelo resultado da cura, sabemos que este homem é um paralítico, impossibilitado de andar como consequência do seu próprio pecado.

 

  1. B) SOCIALMENTE ele era um paralítico também. (Desprezado e desprovido) vs.3. Este homem não contava com ajuda de amigos ou familiares, conforme vs. 7. Ele não tinha capacidade própria para superar o obstáculo do tempo de descida ao tanque por ocasião do agito das águas.

 

  1. C) ESPIRITUALMENTE (vítima do seu próprio pecado e da religiosidade mística e legalista). PARALISIA MÍSTICA. A miséria daquele homem, fruto do seu próprio pecado e ignorância, levava-o a colocar toda a sua esperança num momento de cura esporádica. A PARALISIA RELIGIOSA. 10 “HOJE É SÁBADO” – enquanto isso, a religião estabelecida, oficializada, não tinha espaço para o homem e a sua aflição, ela cuidava apenas das regras.

Até aqui prevaleceu a PARALISIA, quando entra o médico dos médicos.

 

II – O MÉDICO DOS MÉDICOS vs.1,7,8

 

O verbo se fez carne e habitou entre nós. Ou seja, Ele veio onde nós estávamos, Ele mostrou uma misericórdia sem precedentes, cumprindo o que a Palavra diz: “Misericórdia quero e não sacrifícios, e conhecimento de Deus mais do que holocausto.”Os. 6.6

III- A CURA PLENA

FÍSICA (andando) vs.9 – imediatamente o homem se viu curado.

SOCIAL (carregando a sua cama) – carregava o seu leito e respondia às indagações.

ESPIRITUAL (adornado/reconhecendo e testificando sobre Jesus) – consciente de que era Jesus, agora testifica a seu respeito.

Deus está nos curando e nos chamando para sermos uma igreja viva neste Estado, cheia do Espírito Santo, levando esperança através do poder do amor de Jesus, capaz de alcançar os confins e restaurar a vida de qualquer paralítico em todas as dimensões.

SÉRIE K2 – TORNE-SE UM ADULTO EMOCIONALMENTE MADURO

identidadePr. Tércio em 11/10/2015

(Adquirindo novas habilidades para amar)

Você consegue imaginar alguém frágil e imaturo emocionalmente, tentando escalar o K2? Parece que não combina. O mais provável, como atitude natural de uma pessoa imatura emocionalmente diante dos desafios, é desistir e não persistir. Muitas pessoas pensam que um sinal da maturidade emocional é a independência, mas não é. Na vida de um discípulo de Jesus, o sinal da maturidade é a interdependência. Tanto a dependência quanto a independência são características perigosas e que nos impedem de chegar ao topo do K2, inevitavelmente. Nem alguém dependente ou independente consegue chegar ao topo do K2. O sinal de alguém maduro emocionalmente é que não apenas ele reconhece isso, como ele busca a interdependência. Assim também é a jornada da vida cristã. Muitos de nós estamos aquém da vida abundante que Deus tem pra nós porque emocionalmente não temos amadurecido tanto quanto deveríamos. Precisamos identificar a gravidade do problema da imaturidade emocional nas nossas vidas e relacionamentos e tomarmos, pessoalmente, a resolução de crescer emocionalmente com Jesus. Muitos de nós, na escalada da vida cristã, rumo à vida plena que Deus tem para nós, nos ferimos e nos abatemos diante de uma avalanche de conflitos (seja espiritual, seja no casamento, seja na empresa, seja num relacionamento de namoro, seja na economia, seja com pai ou mãe, seja com um líder de célula, com um discípulo ou discipulador, ou com o pastor), estacionamos ou retrocedemos na escalada.

Ao longo do tempo, percebemos, no meio da nossa sociedade e na igreja também, muitas pessoas imaturas emocionalmente. No caso da igreja, são pessoas que de fato amam a Jesus, O buscam de coração, conhecem a Bíblia, recitam textos bíblicos, falam para os outros sobre Jesus, louvam a Deus, celebram o perdão dos pecados, praticam disciplinas espirituais, mas infelizmente, o seu compromisso com Jesus não inclui a intervenção dele nos seus relacionamentos e nem nas suas crises e desafios da vida. Embora conheça a Cristo, é um adulto imaturo emocionalmente, e consequentemente, possui uma espiritualidade emocionalmente imatura. Chegar ao topo do K2 emocionalmente maduro é não deixar que qualquer coisa ou grandes coisas mudem o nosso amor e parem o amor na nossa vida, nos impedindo de sermos e fazermos discípulos para a glória de Deus.

CARACTERÍSTICAS QUE DIFEREM UM ADULTO EMOCIONAL DE UM BEBÊ, DE UMA CRIANÇA OU DE UM ADOLESCENTE EMOCIONAL BEBÊS EMOCIONAIS

• Procuram que os outros tomem conta deles.

• Tem dificuldade com o ESPERE.

• Tem grande dificuldade de entrar no mundo dos outros.

• São movidos por gratificação instantânea.

• Usam os outros como objetos para atender às suas necessidades. CRIANÇAS EMOCIONAIS

• Estão contentes e felizes enquanto recebem o que querem.

• Não sabem lidar com o NÃO.

• Desembaraçam-se rapidamente do estresse, dos desapontamentos e das provações.

• Interpretam as discordâncias como ofensas pessoais.

• Magoam-se com facilidade.

• Queixam-se, retrocedem, manipulam, se vingam, tornam-se sarcásticos quando não conseguem o que querem.

• Tem grande dificuldade em discutir, com calma, suas necessidades e vontades de uma forma madura e amorosa.

ADOLESCENTES EMOCIONAIS

• Tendem a ser quase sempre defensivos.

• Sentem-se ameaçados e ficam amedrontados com as críticas.

• Ficam de olho no que dão para pedir algo em troca depois.

• Tratam o conflito precariamente, quase sempre acusando, fazendo concessões, recor-rendo a terceiros, fazendo cara feia ou ignorando o assunto por completo.

• Tornam-se preocupados consigo mesmos.

• Tem dificuldade com DE OUTRO JEITO.

• Tem grande dificuldade em verdadeiramente ouvir o sofrimento, as decepções e as necessidades de outra pessoa.

• São críticos e opiniáticos. ADULTOS EMOCIONAIS

• Identificam suas necessidades e conseguem pedir o que querem ou preferem – com clareza, direta e honestamente.

• Reconhecem, administram e assumem responsabilidade por suas ideias e sentimentos.

• Mesmo sob estresse conseguem expressar suas próprias convicções e valores sem se tornar antagônicos.

• Respeitam os outros sem ter de mudá-los. • Dão espaço para que os outros cometam erros e não sejam perfeitos.

• Reconhecem as pessoas pelo que são – o bom, o mau e o feio – e não pelo que rece-bem delas.

• Avaliam com precisão seus próprios limites, forças e fraquezas e conseguem discuti-los livremente com os outros.

• Estão em perfeita sintonia com seu mundo emocional e conseguem entrar em senti-mentos, necessidades e preocupações dos outros sem se perder.

• Sabem lidar com o ESPERE, NÃO E DE OUTRO JEITO.

• Tem a capacidade de resolver conflitos de forma madura e negociam soluções que le-vam em conta as perspectivas dos outros.

Para exemplificar este processo de amadurecimento emocional, vamos olhar para a vida de José. Sua história é contada em Gênesis, 37 a 50, e envolve rejeição (37.19), abuso (37.23,24), abandono e desprezo (37.28), mentira(37.20,31), ódio (37.8), ciúme (37,11). José tinha tudo para ter uma vida no vale, desistir da vida, culpar todo mundo, atacar a si mesmo e jamais subir o topo do K2, e ser o que Deus planejou para ele. Entretanto, Deus usou a vida dele de forma extraordinária no seu futuro para que toda a sua família fosse salva num momento de tragédia nacional. Como Deus pôde usar a José? Como Deus pode levá-lo ao máximo do seu potencial e propósito de vida? Como o amor não parou na vida de José, mesmo depois de tanta injustiça e sofrimento? “O Senhor era com Ele”.(39.2,3,21,23). Não há dúvida alguma de que O próprio Deus foi amadurecendo José emocionalmente. José se tornou um adulto emocionalmente saudável, e isso fez com que ele pudesse ser usado por Deus no máximo do seu potencial.

QUAIS SÃO AS LIÇÕES QUE PODEMOS APRENDER COM A VIDA DE JOSÉ?

1. Admita sua situação e viva sem autopiedade.

2. Enfrente a sua realidade com Deus e não na força do seu braço.

3. Não deixe que o seu estado atual e o seu ambiente atual definam a sua escalada.

4. Seja guiado pelo que Deus revelou para você e não pelo que a circunstância diz.

5. Repreenda em nome de Jesus os fantasmas que lhe feriram e que tentam dizer que os sonhos de Deus para a sua vida não vão dar em nada.
6. Aprenda que o amor de Deus encobre a nossa multidão de pecados e nos impulsiona a não desistir de nós mesmos e nem dos outros.

7. Reconheça, como José, que pessoas não tem poder de parar o propósito de Deus para a sua vida lhe fazendo mal.

8. Aprenda o que significa ser um pacificador de verdade e aja com tal.

9. Aceite o que não pode ser mudado em você e nos outros.

10. Desenvolva relacionamentos transparentes com base na suficiência do amor de Cristo de poder fazer novo todas as coisas.

11. Deixe de lado as suas suposições, expectativas e feridas passadas. Aja com visão real do mundo presente.

12. Reconheça a necessidade e indispensabilidade da presença de Jesus na sua vida capacitando você para se tornar um adulto emocionalmente maduro diante das surpresas da vida e ainda ser uma benção neste mundo.

SÉRIE K2 | QUARTA SEMANA | Os 4 Movimentos – Para Trás

QUARTA SEMANA

– Pr. Tércio em 27/09/2015 –

OS 4 MOVIMENTOS – PARA BAIXO: ABDICANDO DO PODER E DO CONTROLE

 

Em nossa jornada rumo ao topo do K2, nesta semana refletiremos sobre o valor das muralhas que teremos diante de nós até o Summit, o topo da montanha. Quando olhamos os desafios que surgem ao longo da escalada, percebemos que todas estas circunstâncias são processos em nossas vidas para nos forjar mais e mais, para cumprirmos, assim, a missão que Deus tem nos confiado, que é fazermos discípulos, amarmos pessoas, frutificarmos no Reino. E isso requer dedicação e esforço, assim como uma escalada ao rumo do topo do K2. Não entendermos que a vida cristã saudável passa por olharmos para as muralhas e montanhas que antecedem ao topo como parte do processo, pode resultar em grande tempo de sofrimento e confusão. Olhar, porém, para essas muralhas a serem transpostas como uma experiência de crescimento e fortalecimento, transforma a nossa vida para sempre e nos impulsiona para o topo. Trazendo para a nossa jornada de vida, podemos olhar para as nossas muralhas como um namoro que terminou inesperadamente, a reprovação no vestibular, um divórcio, a perda do emprego, uma enfermidade, uma grande crise conjugal, uma traição, a falência da sua empresa, o diagnóstico de um câncer, uma experiência decepcionante na igreja com um líder espiritual ou pastor, um sonho desfeito, um filho rebelde, um acidente de carro, a incapacidade de engravidar, ou um profundo desejo de se casar que permanece aparentemente distante, ou a morte de alguém que é muito especial para você e até mesmo a perda da alegria da sua vida cristã, do seu relacionamento com Deus.

Sejamos honestos. A jornada nos coloca de frente com muralhas que nos impedem de ver o topo. Perdemos de vista o alvo maior de Deus para nós, discípulos que multiplicam o Seu Reino, que vivem todo o propósito de Deus. A sensação é que não funcionamos mais como antes, perdemos as forças, o ânimo, a alegria e a esperança. Existem quatro passos fundamentais que devem ser observados para que façamos progressos rumo ao K2, e cheguemos ao topo na nossa jornada espiritual. Estamos subindo para o topo, e internamente temos limitações. Quais são, então, as ações que precisamos fazer para vencer as limitações e chegarmos ao topo?

1. DEIXE DEUS QUEBRANTAR VOCÊ Leia o texto de Jeremias 18.1-8. Precisamos entender que Deus é o oleiro e nós somos o barro. O oleiro põe a mão no vaso na hora que ele quer; ele escolhe o barro e a forma que quer dar para aquele barro. Ele faz a pressão necessária para ter o resultado que ele tem em mente e que quer produzir. Ele não pede autorização, ele nos move através das suas mãos, fortes mãos, poderosas mãos. Deixemos Deus colocar a mão sobre nós e realizar a Sua obra, porque somos apenas barro, e é Ele quem vai nos moldar para atingir o topo do K2.

2. APRECIE MAIS O PERCURSO DESCONHECIDO A grande maioria de nós se sente mais confortável quando está no controle das situações que enfrenta. Na jornada da vida cristã, nós também gostamos de saber para onde Deus está indo, exatamente o que Ele está fazendo, a rota exata de como chegarmos lá e precisamente quando vamos chegar. Mais do que isso, é comum dizermos para Deus como Ele deveria fazer para melhor me encaixar com as ideias que eu tenho dEle. Mas a verdade é que, na maior parte do tempo, não temos ideia do que Deus está fazendo. Ter que atravessar a muralha desconhecida sem saber o que teremos do outro lado requer fé, abrir mão do controle, entrar na ingenuidade de uma criança que salta de um lugar alto nos braços do Pai porque confia que Ele o Ama e não vai deixar cair. É descansarmos mais facilmente, vivermos com mais liberdade, sabendo que Deus está no controle, e que Ele é digno da nossa confiança.

3. ESPERE A INTERVENÇÃO DIVINA PARA SEGUIR RUMO AO TOPO Um desdobramento desse profundo quebrantamento e da jornada aventureira pelo desconhecido é uma maior capacidade de esperar no senhor. Se deparar com a muralha e passarmos por ela, quebra algo profundo que precisa ser quebrado dentro de nós: aquela teimosia insistente, terrível, que nos chama a resolvermos do nosso jeito, a fazermos algo acontecer no nosso tempo. Talvez esse seja um dos maiores desafios que temos: saber esperar pacientemente a intervenção do Senhor nesta jornada. (Ler Salmo 27:14 e 130:5). Precisamos crer que Deus prolonga o nosso tempo diante da montanha para nos livrar dessa profunda e persistente teimosia de querer correr adiante Dele. E embora venhamos a reagir, Deus lentamente vai nos ensinar a esperar.

4. DESAPEGUE-SE! A questão crítica na jornada rumo ao topo do K2, não é: “Eu sou feliz?”, mas “Eu sou livre? Estou subindo na liberdade que Deus me deu?” Paulo vai nos fazer um apelo radical a uma relação com o mundo de completo desapego. Ele disse: “Irmãos, digo-vos, porém, isto: o tempo se abrevia. Assim, os que tem mulher vivam como se não tivessem; os que choram, como se não chorassem; os que se alegram, como se não se alegrassem; os que compram, como se nada possuíssem; os que usam as coisas deste mundo, como se nada usassem, porque a forma presente deste mundo está passando .” (1 Co 7.29-31) Ou seja, desapegar-se é vivermos as circunstâncias naturais deste mundo físico presente, mas conscientes de que essas coisas, em si mesmas, não são a nossa vida. Devemos ser marcados pela eternidade, livres do poder dominador deste tempo presente. O desapego é o maior segredo da paz interior. Muito da depressão, da aflição e da nossa angústia interior, não é porque nos falta algo em nossas vidas que de fato precisemos, mas é porque não possuímos ainda tudo o que desejamos. Isso nos faz perder a paz interior que encontramos no contentamento, na satisfação da vida plena em Jesus que o topo do K2 nos presenteia. Quando cravamos as nossas unhas em algo ou alguém e não queremos tirá-las, estamos indo além do desfrutá-las: agora passamos a possuí-las. Nisto, paramos no meio da jornada ao topo do k2, cansados, frustrados. Precisamos deixar coisas desnecessárias nas bases de apoio se quisermos chegar ao topo.

Atravessar as muralhas que surgem no caminho rumo ao topo, completamente dependente de Deus, é o que nos fará chegarmos até lá, e forjados com um interior maduro e resiliente.

Nesta jornada, descobrimos as lições reais da vida:

– Ela é difícil…mas vale a pena! – Você não é o todo poderoso! Deus é!

– Sua vida não consiste em amar apenas a si, mas aos outros.

– Você não está no controle!

– Sua vida na terra é breve! Mas há uma vida eterna abundante que começa aqui e hoje.

Viva com os pés na terra, mas o coração na eternidade! Por fim, lembre-se que o propósito final da jornada é o topo do K2, o que representa uma união com Deus plena, uma vida abundante com Jesus, frutificando no Seu Reino e cheio da alegria de Deus em sua vida.