Móbile #17 | Shane e Michele | 27.09.20

Satanás Treme Quando Oramos

      “Satanás só teme a oração. Sua única preocupação é impedir os santos de orar. Ele não teme nada de estudos sem oração, trabalho sem oração, religião sem oração. Ele ri de nosso trabalho, zomba de nossa sabedoria, mas treme quando oramos.”  Samuel Chadwick

      Enfrentei a primeira batalha de confronto espiritual cinco anos após minha consagração, quando todos esperavam de mim autoridade espiritual para uma resolução do problema. Naquela semana, uma tempestade havia destruído parte do telhado do nosso prédio, o que resultou em uma inundação. Além disso, o marido de uma das nossas líderes ficou desaparecido por três dias e foi encontrado agindo e falando de forma estranha.

      Marcamos nossa primeira vigília para as 20 h. Vigílias e jejum não faziam parte da minha cultura cristã de origem e, sem estes dois hábitos indispensáveis para a vitória no mundo espiritual, estávamos plantando uma igreja em um bairro com muitas casas de religião de matriz africana, terreiros de umbanda e candomblé.

      Às 15 h me chamaram na casa do homem que havia desaparecido, pois ele estava em transe, murmurando agressões e relatando que via seu irmão falecido no canto da sala. A família sugeriu chamar uma ambulância para sedá-lo. Em minha fragilidade espiritual, confesso que, por um breve momento, até considerei esta opção, com temor de ser envergonhado pelos demônios, a exemplo dos filhos de Ceva, conforme relatado em At 19:15, NVI: “Um dia, o espírito maligno lhes respondeu: “Jesus, eu conheço, Paulo, eu sei quem é; mas vocês, quem são? ”

      A batalha durou quase três horas, culminando num final milagroso. Ele sentou-se curvado no sofá, os braços torcidos atrás das costas, saliva e coriza fluindo de um rosto contorcido em um sorriso macabro. Enquanto orávamos, num momento de clareza mental, chorando, ele clamou o nome de Jesus na seguinte oração: “Jesus, perdoe-me. Entre em mim. Jesus, salve-me!” A libertação foi instantânea. Seus braços deslizaram para frente, sua cabeça ergueu-se, seu sorriso e sua voz voltaram ao natural e ele falou: “Tem algo para comer? Estou com fome.”

      Naquele tempo, eu vivia uma montanha russa espiritual. Minha autoridade era marcada por frequentes quedas e arrependimentos na área da pornografia. Durante a intervenção, ele se inclinou perto do meu rosto e, sussurrando com uma voz alterada, seu rosto contorcido naquele sorriso agressivo, disse: “Eu sei quem você é, você é Shane, Shane.”

      Não apenas existem demônios (espíritos imundos e rebeldes) como eles também nos conhecem, sabem das nossas fragilidades e querem nos destruir. Daquele dia em diante, minha vida de oração mudou e continua crescendo vinte anos depois. Quando acordo para a realidade do mundo espiritual eu me consagro, meu orgulho é vencido e minha necessidade de intimidade com Jesus se evidencia.

      A sensação que tive foi a mesma de alguém que teve a carteira e celular roubados por criminosos perigosos, que agora sabem quem é minha família e onde moro. Um inimigo de quem não consigo me esconder. A paranoia é imediata e só superada pela igual certeza de que Deus também sabe meu nome, meu endereço, minhas fragilidades e me convida para buscar amparo Nele.

      Precisamos estar atentos. Quem crê na Bíblia, sabe que acordamos todos os dias em um campo de batalha espiritual com repercussões eternas. Quem ainda não possui essa fé vive igualmente exposto, mas sem o consolo da proteção prometida em 1 Jo 4:4, NVI: “Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo”.

      Amado, o Espírito de Deus e a igreja de Jesus te convidam para conhecer essa paz, orando também assim: “Jesus, perdoe-me. Entre em mim. Jesus, salve-me!”.

Shane e Michele

Móbile #12 | Michel e Carla | 20.09.20

Despindo-se Diante de um Deus de Misericórdia

“Quem esconde os seus pecados não prospera, mas quem os confessa e os abandona encontra misericórdia.” (Provérbios 28:13, NVI)

A Bíblia fala, em Romanos 3:23, que todos pecaram e carecem da Glória de Deus. Assim, cada um de nós nasce com uma natureza corrompida, dentro de uma sociedade com valores distorcidos. Quando conhecemos Jesus e entregamos a Ele nosso coração, temos a oportunidade de, ao sermos confrontados por Sua palavra diante de nossas atitudes e escolhas, reconhecermos quem realmente somos e o que o pecado faz conosco. Somente temos consciência do pecado a partir do conhecimento da verdadeira Lei, a palavra de Deus, que nos orienta e ensina como devemos viver.

A vida de pecado nos gera incômodo ao sabermos que nossas atitudes desagradam a Deus. Ainda assim, muitas vezes, somos tentados a manter nossas práticas pecaminosas, seja pelo gosto momentâneo e enganoso do pecado, seja por medo, vergonha, orgulho ou por julgamento dos que estão próximos. Porém nosso texto-base afirma que quem esconde os seus pecados não prospera, ou seja: os pecados escondidos nos mantêm prisioneiros e não nos permitem avançar. Por outro lado, quem confessa e abandona os seus pecados encontra a misericórdia de Deus.

Pensando no contexto familiar, precisamos estar alertas, pois é nele que somos mais exigidos. Esse é o lugar onde mais precisamos nos doar, exercitar a paciência, o amor e o serviço. Diariamente necessitamos renunciar, abrir mão de algo que queremos ou precisamos, em favor de um filho ou de nosso cônjuge. Dentro do nosso lar, diante de nossa família, é que temos as maiores e melhores oportunidades de “ir além”, “andar mais uma milha” no exercício do amor. No entanto, é neste lugar onde mais se espera de nós que, por vezes, nos deixamos levar por nossas áreas de lutas e nos entregamos aos pecados que nos rondam. É neste ambiente que toda a aparência demonstrada para os de fora, cai. É onde realmente nos conhecem como somos e que por vezes não somos intencionais em abandonar nossas práticas pecaminosas, mesmo sendo nosso ambiente de maior responsabilidade.

Talvez hoje você esteja vivendo grandes desafios com sua família. O que precisamos é “abandonar tudo o que nos atrapalha e todo o pecado que nos envolve…”, seja o orgulho, o querer ter a razão em tudo, o egoísmo, a agressividade, enfim, tudo o que atrapalha. Deus quer que assumamos nossa responsabilidade diante da missão que recebemos, que possamos reconhecer nosso pecado, denunciá-lo e abandoná-lo, clamando pela misericórdia d’Ele para que possamos ser, dentro de nossas famílias, os referenciais que Ele quer que sejamos. Porém abandonar exige esforço, humildade, dedicação e principalmente dependência de Deus.

Cremos que será neste ambiente familiar que você poderá deixar as maiores marcas. Sim, na vida de seu cônjuge e filhos você deixará legados de amor. Aqui em casa vivemos isso tudo na prática, sabendo perfeitamente que neste ambiente seremos mais exigidos. Saber disso nem sempre torna tudo mais fácil, no entanto, nos liberta de mentiras. Percebemos, em alguns dias mais do que em outros, o quanto somos pecadores. Há momentos em que palavras e atitudes nos magoam, em outros não estamos sensíveis às necessidades uns dos outros e até cansados para amar-nos como necessitamos. É nestes momentos mais desafiadores que temos pedido ao Espírito Santo que quebre nosso orgulho e temos buscado agir com a coragem de reconhecer um ao outro e em família que falhamos.

Reconhecemos que a jornada é longa e sabemos da nossa natureza pecaminosa. Então entendemos que sempre, até encontrarmos com nosso Pai, precisaremos estar sensíveis e viver dispostos a nos despir diante de Deus, confessando e abandonando nossos pecados, pois assim alcançaremos misericórdia.

Michel, Carla, Carol e Bela.

Móbile #11 | Mauro e Adri | 18.09.20

Cachorro Vira-lata ou Gato de Raça?

“Então disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança” (Gn 1:26a, NVI).

Fomos criados à imagem e semelhança de Deus e, portanto, somos seres relacionais! No texto, o verbo “façamos” denota mais de uma pessoa, revela a Trindade em relacionamento. Essa capacidade relacional também é um atributo divino presente em nós e nossos relacionamentos afetam o coração e as emoções, outros atributos dados por Deus.

Nossos relacionamentos são edificados ou destruídos através de ações e palavras. Tanto as ações como as palavras decorrem dos desígnios que nascem em nosso coração (Mt 15:19), pois a boca fala aquilo do que está cheio o coração (Lc 6:45). Se nosso coração estiver consagrado, essa consagração flui em palavras e atos, que manifestam a presença ou ausência desta água viva, e o primeiro lugar a ser regado será nossa família.

Predominam dois agentes de erosão em nosso coração relativos aos relacionamentos: a culpa e a raiva ou mágoa. Quando nos sentimos culpados, nos sentimos em dívida com o outro e quando sentimos que o outro é que nos deve, sentimos raiva, mágoa ou ressentimento. Com esses sentimentos, renunciamos a presença de Deus em nosso coração. Por nossos pecados Ele foi sentenciado, pois não havia Nele pecado algum. E foi sentenciado para liberar perdão sobre nós. Se não recebemos Sua obra substitutiva, permanecemos culpados; e se não perdoamos, não permitimos que Seu perdão flua através de nós e também nos tornamos estéreis.

Estas verdades ficam muito flagrantes quando ousamos refletir sinceramente sobre nossa espiritualidade. Não pense sobre seus relacionamentos profissionais ou sociais, até mesmo na igreja. Faça a análise na origem: como tenho me relacionado com Deus e como tenho me relacionado com meus próximos mais próximos, a minha família?

Refletindo sobre este devocional, minha esposa, Adriana, chamou minha atenção para uma ilustração com que se deparou, de que nós deveríamos ser como cães vira-latas em nosso relacionamento com Deus. Como assim? Não sou cão e muito menos vira-lata ou SRD (sem raça definida) como colocou o veterinário, quando, ainda criança, levei Bidu (meu primeiro vira-lata) à clínica veterinária.

Você já observou a “festa” que um vira-lata faz quando seu dono chega? Independentemente de estar cansado, com fome, sede, ou até enfermo, seja qual for a circunstância que o aflija, ele festejará a presença de seu dono. Já os gatos parecem mais senhores de si, alguns festejam a chegada do dono, mas normalmente mantêm uma postura mais recatada e autossuficiente.

Nosso “Dono” habita em nós. Mesmo quando não sentimos que está conosco, Ele está, porque disse que estaria! Temos sido vira-latas festejando a presença do dono ou aquele tipo de gato com olhar indiferente ou distante, que tem atitude presunçosa e confiante em si mesmo?

Para concluir, gostaria que pensasse bem sobre a possibilidade de fazer, sinceramente, a seguinte oração:

“Deus, eu te peço que a partir de hoje, tu me trates como eu tenho tratado meu próximo: meu cônjuge, meus filhos, meus irmãos, meus familiares, meus colegas de trabalho; com o mesmo olhar de amor com que eu os olho e a mesma benevolência, paciência, longanimidade, fidelidade, compreensão e misericórdia. E quando esgotares a porção de minha pequena misericórdia, me castigues e repreendas com os mesmos critérios que eu usaria para com eles”.

Percebemos que necessitamos nos tornar mais conscientes de Sua eterna presença e festejá-la em tudo que fizermos, para que todos percebam que o “Dono” está em nossa casa.

Mauro e Adriana Gamboa

Móbile #10 | Márcio e Nai | 17.09.20

O Privilégio Poderia Ter Sido Apenas de Deus

Você já parou para pensar que, quando Deus criou o primeiro casal, poderia, da mesma forma, ter criado todos os outros seres humanos? Ele poderia ter deixado apenas para Si esse privilégio de gerar alguém e de desfrutar de todos os sentimentos incríveis e indescritíveis que envolvem o gerar, o nutrir, o cuidar de uma vida e o entregar, nas suas mais variadas formas, amor aos filhos.

No dia 11 de agosto deste ano de 2020, nasceu a nossa primogênita. Impressionante o privilégio que sentimos de poder receber, em nossa vida, essa bebê tão linda, cheia de vida e “fofura”. Ao desfrutarmos de cada momento com ela, fomos envolvidos pelo pensamento do que o nosso Deus deve sentir quando olha para nós: profundo e incondicional amor, alegria e prazer com cada detalhe.

Neste tempo, temos refletido muito sobre Deus compartilhar a paternidade d’Ele conosco e nos alegramos por poder sentir pela nossa filha algo que, de alguma forma, se assemelha àquilo que Ele sente por nós, Seus filhos. Ele poderia ter ficado com esse privilégio maravilhoso apenas para Si, mas, por amor, permitiu que nós pudéssemos senti-lo e desfrutá-lo também.

Quando olhamos para aquilo que estamos vivendo e nos deixamos ser lidos pelo Senhor em nossas responsabilidades, vemos que Ele tem um gigantesco interesse em se manifestar por meio da família. Entendemos que Ele não está apenas interessado, mas que isso é Sua prioridade.

Chamamos de fundação soberana tudo aquilo que não nos coube escolher, ou seja, as coisas que Deus, de antemão, escolheu para nós, como nacionalidade, família, características físicas, personalidade etc. É impressionante como Deus não errou em nada! Nós erramos e nossos pais também, mas Deus é perfeito! Até mesmo aqueles episódios que, aos nossos olhos humanos, excluiríamos da nossa história, em Suas mãos, transformam-se, e Ele usa para algo bom e incrível ao longo da nossa jornada.

Ainda na barriga de nossa mãe, era por meio do cordão umbilical que recebíamos oxigênio e todos os nutrientes necessários para crescermos e nos desenvolvermos. Nosso umbigo recorda-nos que, desde o ventre, dependemos de alguém para viver. Nosso físico carrega, por toda a vida, uma marca que nos lembra de que não fomos feitos para vivermos independentes e sozinhos. Através dessas mensagens multiformes que Deus nos envia podemos sentir o amor que Ele tem por nós, o qual pode ser desfrutado também por meio dos relacionamentos uns com os outros, a começar dentro de nossa própria família.

Pode ser que você hoje esteja se sentindo só, mesmo morando com seus pais; também pode ser que você não conheça ninguém da sua família biológica ou, até mesmo, pode ter sofrido um abandono traumático, mas Deus quer lhe dizer que é possível e maravilhoso crescer espiritualmente em família! Somos todos convidados a crescermos em Deus e sermos juntos uma família espiritual com Jesus, nosso irmão mais velho.

Seja a família biológica ou a espiritual, é no seio da família que somos profundamente lapidados e convidados à santificação diária, recebendo a oportunidade de crescer através do relacionamento uns com os outros. Não fomos criados para viver sós, mas para experimentar o privilégio de viver essa linda aventura, com a qual, entre perdões, ajustes e muita dedicação, crescemos e nos desenvolvemos integralmente.

Creia que tudo o que você vive em família é interessante para seu crescimento. Momentos alegres são importantes, mas às vezes o crescer também pode ser regado com lágrimas.

Que Deus o abençoe com o encorajamento necessário para aceitar o desafio de viver em plenitude o projeto familiar como a principal manifestação d’Ele aqui nesta terra, desenvolvendo sua espiritualidade!

Márcio, Naiane e Lola Madalena!

Móbile #03 | André Delgado e Sid | 09.09.20

Sua Família Merece Mais do Que Tinta Brilhosa

A fim de mergulhar no tema “consagração” entendemos que é importante investigá-lo mais a fundo. Começamos pela sua definição. O dicionário da língua portuguesa diz que consagração é a “ação ou efeito de consagrar, de dedicar a Deus”. E o que é consagrar? O dicionário define como “investir-se de caráter ou funções sagradas”. É interessante destacar o uso da palavra “investir-se” pois, geralmente, sobre o ato de se consagrar, fala-se muito em “revestir-se”.

Voltando ao dicionário, a definição de revestir é “vestir de novo”. A ideia aqui é cobrir novamente algo que está à mostra. Contudo, o termo usado na definição de “consagrar” está relacionado com a parte interna. Enquanto “revestir-se” parece dar apenas uma aparência nova a algo antigo, “investir-se” nos leva a uma condição de tornar algo novo a partir do mais profundo do nosso ser. Uma consagração não se limita a um revestimento externo. Precisa acontecer de dentro para fora, semelhante ao significado de “investir-se”.

Toda essa investigação no dicionário nos fez olhar para um aspecto de nossa família. Nós amamos cultivar plantas do tipo suculentas. Uma das particularidades das suculentas é que muitas delas ficam com as pontas ou partes de suas folhas avermelhadas, alaranjadas, marrons e muitas outras cores. Essa preciosa mudança de cor é fruto da exposição ao sol, frio, boa adubação, enfim, muitos cuidados. Não se trata de um simples processo de pintar folhas, mas sim, de uma dedicação intencional para adaptar a planta ao ambiente em que ela se encontra. Infelizmente há muitas pessoas pintando suculentas com tinta brilhosa, vendendo-as como se fossem naturais e lucrando com isso. Assim também é com a nossa vida. As mudanças externas acontecem quando o interior mudou primeiro.

Em Neemias, capítulos 8 e 9, vemos o povo de Deus se arrependendo de seus pecados e buscando a consagração. Eles reconhecem a misericórdia e bondade do Senhor sobre suas vidas. Denunciam seu pecado com transparência e sinceridade, recebem o socorro do Senhor e, assim que voltam a ter paz, novamente fazem o que o Senhor reprova (Ne 9:28). O pecado os levou para o cativeiro, a destruição dos seus muros, a desolação da sua cidade e as famílias foram dispersas. Com o cativeiro e a destruição do templo, a Lei escrita foi perdida, levando o povo ao distanciamento de Deus e a entregar- se aos seus pecados.

Os dias de hoje não são tão diferentes dos tempos de Neemias. Muitas famílias estão vivendo distantes da Palavra de Deus. A cerca de 430 a.C., por algum tempo o povo de Deus não teve acesso à Lei. Mas quando eles reencontraram e leram os Livros da Lei, houve arrependimento e humilhação. O que podemos aprender é que nossas famílias precisam de uma consagração gerada de dentro para fora. É necessário que homens e mulheres se consagrem e busquem “investir-se” do poder restaurador que há em Jesus. Portanto, o que cada família precisa primeiramente é da presença de Cristo. Não adianta revestir a família com uma tinta bonita e brilhosa. A necessidade de transformação e restauração na família é algo profundo, que somente a Palavra de Deus pode alcançar.

Em nossa família buscamos a consagração através da intencionalidade na leitura da Palavra, compartilhamos o que aprendemos, fazemos as refeições juntos sem televisão, celulares ou tablets. Não usamos fones de ouvido dentro do carro, pois curtimos as playlists uns dos outros. Criamos muitos ambientes de conversas, vamos ao mercado, contamos histórias engraçadas e rimos juntos. Sempre pedimos perdão e sempre perdoamos. Nós nos aventuramos, nos encorajamos e oramos. E juntos sonhamos em mudar a sociedade em que vivemos a partir do que Jesus está “investindo” em nós. Sabe o que mais desejamos? Que você abandone a tinta brilhosa e venha sonhar conosco!

Música sugerida: “Toma o Teu Lugar” – Paulo Cesar Baruk

André Delgado e Sid

09 Tiago | PALAVRA VIVA E EFICAZ | Ranulfo Nascimento

APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A VIDA – Estudos na Epístola de TIAGO
Semana 02 – Em tempos em que se ouve de tudo,
o povo de Deus escuta e obedece à Palavra.

9) PALAVRA VIVA E EFICAZ
por Ranulfo Nascimento, em 11 de maio de 2020

“Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração.” Hebreus 4:12

Eu não sei qual a quantidade de informação que chega diariamente para você, por meio de textos, vídeos, televisão e outros meios de comunicação, com mensagens de pânico, terror, autoajuda, encorajamento, esperança. Mensagens que recebemos de pessoas que certamente querem o nosso bem, sejam amigos, familiares e até mesmo desconhecidos, todos muito bem-intencionados.

Alguém já falou da diferença que existe entre ouvir e escutar. No momento que estamos passando, vai ser impossível não ouvir de tudo, mas é importante filtrar, de tudo que ouvimos, aquilo que vamos escutar. Escutar passa pelo entendimento do que está sendo dito, mas também de processar internamente aquilo que escutamos. “De todas as coisas que ouvimos, retenhamos o que é bom!” (1 Tessalonicenses 5:21)

Neste tempo em que se ouve de tudo, devemos escutar a Palavra de Deus. A Bíblia traz alguns adjetivos para expressar a Palavra de Deus e sua função. Hebreus 4:12 fala da palavra viva e eficaz, do poder que a Palavra de Deus tem de penetrar, sondar pensamentos e as intenções do nosso coração. A Palavra é espada, capaz de dissipar pensamentos autodestrutivos acerca de quem somos e a quem pertencemos.

Vozes, teorias, crenças podem tentar desviar nossa mente e coração daquilo que é eterno. Cabe voltar nossa atenção e valor para as palavras de Jesus quando diz que “passarão céu e terra, mas minhas palavras jamais passarão.” Mateus 24:35

Chama minha atenção para aquilo que é eterno e não transitório. A pandemia vai passar, mas minha mente e coração não devem focar no transitório, mas naquilo que é eterno.

O salmista diz: “Guardei no coração a tua palavra para não pecar contra ti.” Salmos 119.11

Palavra que merece ser guardada no coração, quando eu e você acreditamos que, neste tempo de pandemia, Deus não está somente trabalhando no mundo exterior, mas no meu e no seu mundo interior. Quando acreditamos que as maiores e melhores mudanças que podem acontecer na nossa vida devem acontecer de dentro para fora, e não ao contrário.

Porque a Palavra é viva e eficaz nosso relacionamento com a ela passa por esta escuta, de ler a Palavra e deixar a Palavra nos ler. A Palavra deve ser viva e eficaz dentro de nós, mudando nosso caráter, nossos hábitos, valores distorcidos, crenças que recebemos antes do encontro com nosso Senhor, para depois sermos um instrumento de mudança na vida daqueles que nos cercam.

A Palavra tem o poder de nos salvar do inferno, mas também de salvar-nos de nós mesmos. Sem o norteamento da Palavra podemos trilhar caminhos que conduzem à morte.

Esta é a minha oração por mim e por você: que, neste tempo em que se ouve de tudo, nosso coração possa estar apegado e apaixonado pela Palavra viva e eficaz, pois ela certamente nos salvará.

Música sugerida: A Tua Palavra (Cassiane)
https://youtu.be/9zB4rUQ0MV4

08 Tiago | AOS CUIDADOS DO PAI | Gema Sordi

APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A VIDA – Estudos na Epístola de TIAGO
Semana 02 – Em tempos em que se ouve de tudo,
o povo de Deus escuta e obedece à Palavra.

8) AOS CUIDADOS DO PAI
por Gema Sordi, em 10 de maio de 2020

“Bendito o homem que confia no Senhor e cuja esperança é o Senhor. Porque ele é como árvore plantada junto às águas, que estende as suas raízes para o ribeiro e não receia quando vem o calor, mas a sua folha fica verde, e no ano de sequidão, não se perturba e nem deixa de dar fruto”. (Jeremias 17:7-8)

Fico imaginando esta árvore descrita na Bíblia e penso na grandiosidade e cuidado de Deus em tudo. Aqui Ele nos oferece uma oportunidade de observarmos a natureza e a riqueza nos detalhes da Sua criação.

Gostaria de fazer um convite para usarmos a imaginação e juntos desenharmos a seguinte paisagem.

Vamos imaginar um dia de sol, em um lugar sossegado. Diante de nós podemos observar uma variação de tons na cor verde. Porém, em meio a esta vegetação, uma árvore em especial chama nossa atenção pela beleza e tom vivo de suas folhas. Ao chegarmos mais perto, podemos observar que há ali um pequeno riacho com águas cristalinas, deslizando suavemente através de um caminho traçado entre as pedras e sombras. Sim, ela deve ter nascido ali e, com certeza, precisou “lutar as suas batalhas” para viver, crescer e permanecer forte. Certamente suas raízes trabalharam muito para dar a firmeza e retirar o alimento do solo, sem contar o movimento em busca da água na lateral deste riacho. Agora adulta, seus galhos avançam à margem produzindo uma sombra que nos convida a descansarmos, usufruirmos do frescor e desfrutarmos do silêncio interrompido apenas pelo canto de pássaros. Ao olharmos para cima, podemos ver que está carregada de frutos que alegram e alimentam as aves, e que também podemos colhê-los para saciarmos a fome. Esta árvore busca na terra os nutrientes que precisa e a água, na umidade do pequeno riacho, mantendo-se assim forte e saudável, cumprindo o propósito para o qual foi criada.

Podemos refletir juntos?
Onde estão fixadas “minhas raízes”?
Onde tenho buscado meu alimento?
Em qual fonte tenho retirado a água?
Os fortes ventos têm me abalado?
A minha “sombra” é convidativa?
Que tipo de frutos tenho produzido?

Analisando as respostas às perguntas acima, poderemos observar como está nosso relacionamento com Deus e com próximo, e identificarmos o que precisa melhorar. Considerando que devemos lembrar que somos limitados e imperfeitos, e só com a ajuda de Deus conseguimos vencer nossas lutas e enfrentar as batalhas.

Quais as batalhas? Seriam os “ventos contrários”? Para que servem?

Conforme falamos acima, podemos usar exemplos da natureza e observarmos quais as reações das árvores para enfrentarem os ventos fortes. Podemos observar que elas têm suas próprias “armas de defesa”. E nós, quais seriam as nossas “armas”?

As raízes das árvores frondosas são profundas, e vão ajudá-las a manter-se firmes no solo para enfrentar as forças do vento. Diferente do comportamento, por exemplo, de uma palmeira. Por não ter raízes profundas, possui outra maneira de enfrentar as “batalhas”. Seu tronco inclina-se acompanhando o vento. Os dois exemplos podem ser aplicados para nossa vida: Nossas raízes devem estar bem firmadas na Palavra de Deus para suportarmos as adversidades da vida, e sermos maleáveis diante das lutas que surgirão na nossa caminhada e que precisaremos enfrentá-las, mantendo nossa confiança Naquele que tudo criou e que nos ama. Até mesmo nas lutas existirá um propósito de Deus para nós.

Para refletirmos, destaco uma passagem da Bíblia que está em Romanos 5:3-5, e gostaria de resumir aqui: a TRIBULAÇÃO produzirá em nós a PERSEVERANÇA, que irá nos trazer a EXPERIÊNCIA; e a experiência nos trará a ESPERANÇA. Esperança em Deus que tudo formou e que conhece até mesmo nossos pensamentos e que, através do seu Filho Jesus, temos acesso ao Pai. Ele nos purifica de todo o pecado e nos ajuda na caminhada. Ele conhece a cada um de nós e tem preparado um lugar para estarmos com ELE na eternidade.

DEIXE DEUS CUIDAR DE TI.

Música: Deus cuida de mim (Kleber Lucas)
https://www.youtube.com/watch?v=B9W1zz6pDyU

39/40 dias C.A.F.E. | E SE…

Enquanto o mundo se desespera, o povo de Deus espalha esperança.
Devocional 39/40 – 29.04.2020
E SE…
por Miguel Schmitt

“Mesmo não florescendo a figueira e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas e não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral, nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação.” Habacuque 3:17-18

O texto acima é uma das afirmações de fé mais marcantes de toda a Bíblia.

Antes de escrever este devocional, pensei muito na minha mãe, no quanto ela me ensinou sobre ter esperança; esperança em um Deus que é soberano e que sempre sabe o que é o melhor para nós. Ela dizia: “Não esquece, tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8:28). Ele tem um propósito para cada um em tudo o que acontece, mesmo que a gente não entenda”. Ela me ensinou a ter fé, a buscar o Senhor confiantemente, mesmo que tudo pareça contrário a mim, crendo que Ele fará o melhor em cada circunstância. Minha mãe tinha uma fé tremenda e amava a Deus profundamente, com a convicção de que Ele usa tudo o que acontece em nossas vidas para nos tornar mais semelhantes a Jesus. Quando eu era criança, ela sempre repetia: “Ora, meu filho, entrega tudo para Deus… Uma oração com fé pode transformar coisas lá do outro lado do mundo e você pode tocar o mundo com uma oração. Mas antes Deus sempre vai transformar o seu interior primeiro”.

Faz quatro anos que ela partiu. Foi uma bela luta contra o câncer. Numa certa tarde, logo após saber que a situação era irreversível, ela me disse: “O que as pessoas irão pensar? A gente fala tanto de Deus e agora estou aqui, sem chance de me curar!” Naquela hora eu pude dizer para ela: “Mãe, lembra quando tu comentaste que a psicóloga do hospital disse que não conseguia entender como tu lidavas tão bem com a tua doença e que as sessões de terapia se aplicavam mais para ela do que para ti? Lembra como as pessoas no quarto do hospital ansiavam pelo cultinho que fazíamos? Lembra as vidas que tu alcançaste para Jesus no hospital? Mãe, o milagre já está aí, nessa paz que excede todo o entendimento, que as pessoas não compreendem e que, ao mesmo tempo, te possibilitou tocar o coração de tanta gente!”.

Duas semanas antes de ela partir, tivemos o privilégio de comemorar o seu aniversário de 63 anos em casa e foi um momento muito especial. Ela estava vibrante, com uma alegria no rosto e uma paz nos olhos que excediam o entendimento. Apesar de saber que tinha poucos dias aqui na terra, decidiu vivê-los da melhor forma possível, ao lado dos seus e honrando a Deus. Eu queria poder colocar aqui um retrato, para que vocês pudessem ver o sorriso dela naquele dia. Esse sorriso, para mim, é uma representação concreta do que a Palavra nos fala em Filipenses 4:4: “Alegrai-vos no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.”

Do dia do diagnóstico até o momento em que nos despedimos dela, foram quase dois anos. Nesse tempo, passamos por outro grande desafio: dias após descobrirmos o câncer da minha mãe, minha esposa e eu recebemos o diagnóstico de surdez profunda do nosso filho Davi, de apenas 15 dias de vida. Foi um momento de lutas, de perguntas para Deus, de medos e, ao mesmo tempo, de poder perceber o profundo cuidado e amor dEle para conosco. Mesmo com circunstâncias contrárias aos nossos sonhos, escolhemos nos perguntar “por que não eu?” em vez de “por que eu?”. Assim descobrimos um Deus que nos ama, ensina e molda no processo, a fim de nos tornar mais completos e maduros ao longo dele. Aprendemos a viver um dia de cada vez, a confiar e descansar completamente nas Suas intenções – não só naquelas duas situações específicas, mas em todas que viriam. Sabíamos que isso não significaria que Ele nos tiraria das circunstâncias, mas que estaria ao nosso lado em cada uma delas. Assumir essa posição e perseverar nela, ainda hoje, é uma escolha diária.

No dia em que a minha mãe partiu, ainda pude contar para ela sobre os bons resultados recebidos referentes aos exames do Davi, que, depois de alguns tratamentos e das cirurgias de implante coclear, estava ouvindo como nós! Foram duas histórias de luta que se iniciaram juntas, mas tiveram finais bem diferentes. Aos olhos do mundo, uma vitória para o Davi e uma derrota para minha mãe; afinal ele venceu as barreiras da surdez e ela perdeu para o câncer. Deus, porém, nos convida a enxergar vitória nas duas circunstâncias: ele escuta e ela está com Ele. Não apenas isso: a vitória para a qual Deus nos convida a olhar é sobre tudo o que Ele fez durante os processos.

Deus ama processos, pois eles nos ajudam a crescer e nos aproximar ainda mais dEle. No momento em que compreendi isso, Deus começou a fazer revoluções na minha vida e continua fazendo. Hoje posso dizer como Paulo: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou Seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que Ele nos concedeu.” (Rm‬ 5:3-5).

Sei que a vida pode parecer confusa, cheia de altos e baixos, mas isso não significa que Deus não esteja ao nosso lado ou que não nos ame. Podemos ter a certeza de que Ele nos ama loucamente e quer estar ao nosso lado, nos renovando na Sua esperança, que não decepciona, mesmo que muitas vezes as circunstâncias pareçam contrárias (Sl 42:11).

Quando a dificuldade surgir, lembre-se de trazer à memória aquilo que pode dar esperança, pois “o Senhor é bom com aqueles cuja esperança está nEle” (Lm 3:21-26). Escolha confiar em Deus. Isso implica ter “a certeza daquilo que esperamos” (Hb 11:1). Sem fé, “é impossível agradar a Deus, pois quem dEle se aproxima precisa crer que Ele existe e que recompensa aqueles que O buscam”. Devemos buscá-Lo de todo o coração, na confiança de que os planos dEle para nós são muito melhores que os nossos (Jr 29:11-13).

Minha oração é para que, diante dos “e se” que surgirem em nossas vidas, possamos ter a esperança de que Deus sabe o que faz e que Ele tem o controle de todas as circunstâncias em Suas mãos. Que possamos nos alegrar nessa esperança, sendo pacientes, perseverantes em oração, a fim de que nossas forças sejam renovadas pelo poder do Espírito e possamos ser conhecidos pela força e coragem que somente aqueles que esperam nEle podem demonstrar (Rm 12:12 e 15:13; Sl 31:24; Is 40:31).

Música sugerida: E se… (Jeferson Pillar)
https://www.youtube.com/watch?v=GD9BeVw_1WA

36/40 dias C.A.F.E. | A ESPERANÇA QUE JÁ MORREU

Enquanto o mundo se desespera, o povo de Deus espalha esperança.
Devocional 36/40 – 26.04.2020
A ESPERANÇA QUE JÁ MORREU
por Ranulfo Nascimento

“Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim? Ponha a sua esperança em Deus! Pois ainda o louvarei; ele é o meu Salvador e o meu Deus.” Salmos 42:11

Enquanto o mundo se desespera, o povo de Deus espalha esperança. Isso me fez lembrar da frase “a esperança é a última que morre”! Parei para pensar onde deve ser a habitação da nossa esperança. O salmista revela conversas que somos capazes de ter com nós mesmos, com nosso interior, perguntas de checagem com a sede das nossas emoções, a nossa alma.

Por que você está triste, ó, minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim?

Neste tempo de pandemia, certamente somos afetados nas nossas emoções: o medo, as incertezas do amanhã, o apocalipse das tragédias que foram e são anunciadas diariamente pela mídia geram perturbações de quando e como vamos voltar, pós-pandemia. Eu e você devemos estar pensando nisto: quando e como vamos voltar? Não seremos os mesmos de outrora, seremos, pela fé, menos egocêntricos, mais sensíveis ao outro, mais generosos, mais gratos a Deus.

O jeito com que vamos lidar com o abatimento e perturbação da alma pode ter diversos tipos de danos emocionais, físicos, psíquicos etc. Este período de pandemia me trouxe à memória confinamentos que eu já vivi, por conta dos meus pecados do passado sem Cristo. No meu confinamento, aprendi com um pastor que pastoreava minha vida, dizendo: “Ranulfo, você não pode adoecer na sua mente”. Para isso, ele me escrevia cartas com textos para minhas reflexões. Aqui está um que me sustentou em tempos de confinamento: Colossenses 3:1-3.

“procurem as coisas que são do alto, onde Cristo habita”: procurar requer atitude, separar tempo, ser intencional.
“mantenha o pensamento nas coisas que são do alto, e não nas terrenas”: há contraste entre coisas que são terrenas e coisas que são do alto. É preferível ficar com o que é e vem do alto. Nossa esperança jamais pode estar naquilo que é terreno, mas naquilo que é do alto e vem do alto onde Cristo está assentado à direita de Deus.

Nossa esperança já morreu há mais de 2.000 anos, mas ressuscitou, Ele vive. Por isso, podemos esperar em Deus. Pode haver abatimento e perturbação da alma, mas espere em Deus, confie em Deus. Mesmo sem entender os abatimentos e perturbações da alma, somos convidados a nos lançarmos nos braços do Pai.

Em tempo de pandemia, eu creio que tudo vai se cumprir, ter esperança é ter a certeza de que tudo vai ficar bem no meu mundo interior. A minha oração é para que possamos confiar fielmente na nossa viva e real esperança. Ela tem nome: Jesus Cristo.

Música sugerida: Aquieta minh’alma (Ministério Zoe)
https://www.youtube.com/watch?v=ANfpF0pNob4&feature=youtu.be

29/40 dias C.A.F.E. |UMA FÉ QUE NOS MOVE

Enquanto o mundo duvida, o povo de Deus espera em fé.
Devocional 29/40 – 19.04.2020
UMA FÉ QUE NOS MOVE
por André Castanheira

“Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.”
(Hebreus 11.1)

Alguns anos atrás, o Filipe, meu filho, me pediu um Optimus Prime, (para aqueles que não sabem, Optimus Prime é o líder dos Transformers, um robô que se transforma em carro e vice-versa). Diante do pedido dele, eu disse para ele orar e pedir ao papai do céu. No dia seguinte, algo inacreditável aconteceu. O Filipe começou a organizar a sua caixinha de brinquedos. Quando questionado pela sua mãe sobre a razão da arrumação, ele naturalmente respondeu: “Estou deixando espaço na caixa para o meu Optimus que o papai do céu vai mandar”. A fé do Filipe o levou a se mover.

Creio que, neste tempo, em meio a tantas incertezas, medos, prognósticos ruins, notícias tristes, perspectivas duvidosas, só existe uma maneira de nos movermos com segurança: a fé.

Por isso, hoje, tenha fé!
Tenha fé que você será uma melhor mãe ou melhor pai do que foi ontem.
Tenha fé que Deus está cuidando da sua vida e da de seus familiares.
Tenha fé que seu trabalho, sustento e saúde serão guardados em meio à crise.
Tenha fé que Deus vai mandar chuva no tempo certo.
Tenha fé que Deus vai dar uma saída, uma ideia, um escape em meio às dificuldades.
Tenha fé de que Deus vai cuidar de sua empresa, negócios e estudos.
Tenha fé que logo veremos o Brasil e o mundo livres dessa enfermidade.
Tenha fé que Deus tem um lugar para você diante desse novo mundo que vamos descobrir ao sairmos de vez de nossas casas.

Em Hebreus 11.1, diz: “Ora, a fé é a certeza daquilo que esperamos e a prova das coisas que não vemos.”

A fé é a certeza daquilo que esperamos. O que você está esperando?

Alguns meses depois, o Filipe ganhou de um irmão de nossa igreja um Optimus Prime, mas não era qualquer Optimus Prime! Era uma versão de colecionador, não só se transformava em um robô, mas era uma réplica perfeita da versão vista nos cinemas.

“Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam.” Hebreus 11.6 NVI

Deus está cuidando de você hoje!
Deixe que a fé mova você!
Tenha e compartilhe fé hoje!

Música sugerida: Deus cuida de mim (Kleber Lucas)