Móbile #24 | Gabriel e Aline | 06.10.20

Garanta Sua Parte

Texto-Base: Gênesis 15

      Casamentos, contratos e alianças são sempre formalizados por, no mínimo, duas partes, para que se possa garantir o direito de cada uma delas. Vemos que a primeira instituição formalizada na história foi o casamento entre homem e mulher (Gênesis 2:24), que garantiu a procriação e multiplicação da humanidade. Deus declarou: não é bom que o homem esteja só (Gênesis 2:18). E com essa visão de complementaridade, Deus criou a mulher para que juntos se tornassem uma família. A partir daí, outros contratos e alianças se seguiram e, em especial, queremos destacar a aliança que Deus fez com Abraão.

      Abraão teve um encontro com Deus muito marcante, como parte da formalidade para estabelecer uma aliança. Esse encontro parece estranho para os dias de hoje. Em Gênesis 15, Abraão corta alguns animais ao meio, coloca as carcaças separadas e de frente uma para a outra. O que realmente ele estava fazendo? A expressão hebraica usada para firmar uma aliança é karat (כָּרַ֧ת) berit (בְּרִ֣ית), onde karat literalmente significa “cortar”. Naquela época era muito comum, durante a celebração de um contrato, animais serem cortados ao meio. Depois as pessoas envolvidas passavam no meio das carcaças para firmar o combinado. Hoje em dia é muito mais simples, elaboramos um contrato e assinamos. Mas estamos falando de costumes estranhos de uma época distante, que não faz sentido para nós. O que realmente importa vem nos versos seguintes: Abraão espera Deus para poder passar com ele no meio das carcaças, mas depois de esperar muito, de espantar aves de rapina e o pôr do sol acontecer, Abraão cai em um sono profundo. Então um braseiro fumegante, com uma tocha acesa (uma representação de Deus), passa sozinho pelo meio das carcaças. Por que isso é importante para nós? Esse ato de Deus é significante, pois indica que Deus manterá a Sua parte mesmo quando nós não conseguimos.

      Na história de Israel, podemos ver que o povo não conseguiu manter a sua parte da aliança. Mesmo assim, Deus cumpriu o prometido, pois através da descendência de Abraão toda a terra foi abençoada com a vinda de Jesus (Gn 22:18; Mt 1:17).  Portanto é muito importante que estejamos bem cientes de que a nossa salvação e redenção não depende de nós, mas sim exclusivamente de Deus!

      Os contratos firmados com assinaturas dependem de as duas partes cumprirem com o acordo, e talvez isso ficou fácil e simples demais. Encerrar um contrato também não é algo tão complicado, encerra-se um e firma-se outro em instantes. Quando pensamos em família e casamento é cada vez mais constante o número de alianças rompidas. Alguns relacionamentos podem estar a ponto de terminar, sendo necessário uma ação. Mudar o outro pode parecer a única solução, mas isso é praticamente impossível. Depois de muito tentar mudar o outro, aprendemos que, por mais difícil que seja, precisamos observar o exemplo de Deus e cumprirmos a nossa parte no acordo. Sabemos que essas palavras podem ser muito difíceis para pessoas que estejam sofrendo dentro de um casamento, mas é através da oração, súplicas e ações de graças que temos condições de desfrutar da paz que excede todo o entendimento (Filipenses 4:6-7).

      Deus não deixa as suas alianças de lado, Ele cumpre cada uma delas. Da mesma forma, Deus nos chamou para manter nossas alianças feitas diante d’Ele. Talvez você já tenha vivido a quebra de uma aliança de casamento, mas saiba que hoje Deus quer que você faça ou mantenha principalmente uma aliança com Ele, e as outras coisas lhe serão acrescentadas. Se você vive um momento em que uma aliança foi quebrada, talvez a dor tenha sido grande demais. Esse é o momento de se colocar diante de Deus, para que Ele venha curar as suas feridas. Nem todas as alianças estarão quebradas para sempre, pode ser que essa seja sua situação. Dê um passo para trás, coloque nas mãos de Deus e deixe Ele agir.

      Se você ainda não fez uma aliança com Deus, pare agora e faça-a neste instante. Esta deve ser sua principal aliança. Ore e coloque sua vida nas mãos Dele! É Deus que lhe sustenta, assim como garante realizar Sua parte.

      Se você vive uma aliança hoje, o que é necessário para que dure eternamente? Faça a sua parte!

      Se você está para fazer uma aliança, busque fazer isso diante de Deus. Faça suas alianças com uma perspectiva eterna, como algo que não é descartável!

Gabriel e Aline

Móbile #23 | Eliezer e Gema | 05.10.20

Alianças Seguras

      “Entregue o seu caminho ao Senhor; confie nele, e ele agirá.”  (Salmo 37:5 NVI)

      Este versículo é citado com muita frequência aqui em casa, mas o nosso entregar o caminho ao Senhor deve ser um exercício diário. Lembrar que Deus está no controle de todas as coisas nos traz a certeza de que devemos esperar o agir Dele. Mesmo que venhamos a passar por situações difíceis e enfrentar problemas que parecem não ter solução, não podemos esquecer que Deus está no controle de tudo e devemos confiar nas Suas promessas. Nossa aliança com Ele nos traz segurança e, se nos mantivermos fiéis, Deus nos abençoará.

      Como família, temos compreendido que andar com Deus é um processo contínuo. Por vezes, ao mergulhar no passado, lembramos que erros foram cometidos, que alianças indevidas foram feitas e que, pela misericórdia e paciência do nosso Pai amoroso, aos poucos passamos a viver a verdadeira aliança com Ele.

      Mas qual o significado da palavra aliança? Aliança significa união, pacto, acordo entre partes. Neste sentido, podemos navegar num vasto universo que passa pela aliança de casamento, responsabilidades como indivíduos, como pais e muitas outras alianças.

      E a Bíblia, o que nos diz a respeito das alianças? Vejamos algumas delas:

      Aliança de Deus com o seu povo; Ele nos conduziria ao caminho certo: “Quer você se volte para a direita quer para a esquerda, uma voz nas suas costas dirá a você: Este é o caminho; siga-o.”  (Isaias 30:21, NVI)

      Aliança de Deus com Noé:  Noé e sua família seriam guardados do dilúvio e nunca mais as águas tornariam a cobrir a terra: “… o meu arco que coloquei nas nuvens. Será o sinal da minha aliança com a terra. Quando eu trouxer nuvens sobre a terra e nelas aparecer o arco-íris, então me lembrarei da minha aliança com vocês e com os seres vivos de todas as espécies.  Nunca   mais   as   águas   se  tornarão  um

dilúvio para destruir toda forma de vida. Toda vez que o arco-íris estiver nas nuvens, olharei para ele e me lembrarei da aliança eterna entre Deus e todos os seres vivos de todas as espécies que vivem na terra”. Concluindo, disse Deus a Noé: “Esse é o sinal da aliança que estabeleci entre mim e toda forma de vida que há sobre a terra.” (Gênesis 9:13-17, NVI)

      Aliança de Deus com Abraão: Farei de você um grande povo, e o abençoarei. Tornarei famoso o seu nome, e você será uma bênção.”  (Gn 12:2, NVI)

      E sobre a nova aliança de Deus conosco? Ele prometeu que enviaria um Salvador para estabelecer a nova aliança com o Seu povo, pois a antiga aliança de Deus com o povo de Israel foi quebrada. Seu filho, Jesus Cristo, veio habitar entre nós. Viveu e morreu na cruz e nos comprou pelo preço do Seu sangue. Sua morte nos trouxe nova vida.  Ele é a nova aliança que nos conduz ao Pai.

      Em que momento Jesus declarou esta nova aliança? Na última ceia: “Da mesma forma, depois da ceia ele tomou o cálice e disse: Este cálice é a nova aliança no meu sangue; façam isto, sempre que o beberem, em memória de mim.”  (1 Co 11:25, NVI)

      Portanto, se a minha vida está nas mãos de Jesus como Senhor e Salvador, e se eu perseverar em Seus caminhos, Ele me conduzirá em segurança e me guardará para todo o sempre. Como família, queremos deixar registrado um versículo que fala aos nossos corações. Uma promessa para nós e para as futuras gerações: “Já fui jovem e agora sou velho, mas nunca vi o justo desamparado nem seus filhos mendigando o pão.”  (Salmo 37:25, NVI)

Eliézer e Gema

Móbile #22 | André e Sid | 04.10.20

O Segundo Passo é Seu

      Meus pais são casados há 46 anos e aprendi muito com eles. Mas o grande ensino que revelam através do casamento deles é, sem dúvida, o compromisso que fizeram no altar. Uma firme e irrevogável decisão de cumprir, um para com o outro, as promessas que fizeram naquele dia. Durante esses anos, presenciei muitos momentos aos quais meus pais precisaram se adaptar. Alguns, com mais recursos; outros, com menos. Mas, independente do quanto tinham na conta corrente e das batalhas que estavam passando, sempre lutaram para manter sua aliança. Fiéis um ao outro, zelosos com os princípios que formam um alicerce capaz de manter inabalável o compromisso que fizeram.

      Aliança é um pacto. Um entendimento feito entre duas partes, com obrigações e benefícios, feitos de comum acordo. A história da Salvação é acompanhada pela presença e pelo conteúdo das alianças que Deus fez com o homem. Podemos ver na Bíblia muitas alianças feitas por Ele com o propósito de nos abençoar. Tudo o que Deus prometeu, cumpriu. Jamais quebrou Sua Palavra. Foi fiel em todas as alianças que estabeleceu. Porém sabemos que, com muita frequência, quebramos as alianças que firmamos com Deus.

      O cerne da nossa infidelidade começa quando quebramos nosso compromisso com Deus. Para que isso aconteça, basta ser humano. Somos falíveis e pecamos o tempo todo. Como o apóstolo Paulo afirma em Romanos 7:18-23, desejamos de coração fazer o que é bom. Sentimos prazer em fazer a vontade de Deus e honrar nossa aliança com Ele. Mas, por causa do pecado que habita em nós, fazemos o que não queremos.

      Apesar do capítulo 7 revelar a verdade sobre nossa fraqueza na carne, ele termina anunciando a salvação pela aliança em Jesus Cristo. O capítulo 8 apresenta as melhores notícias que poderíamos receber: “Entretanto, vocês não estão sob o domínio da carne, mas do Espírito, se de fato o Espírito de Deus habita em vocês.” Romanos 8:9a NVI

      Como somos incapazes de cumprir toda a Lei, por conta dos nossos pecados, Deus enviou seu próprio Filho, à nossa semelhança, como oferta pelas nossas transgressões. Desse modo, as exigências da Lei foram saciadas em nós. Pois agora não vivemos mais segundo a carne, mas segundo o Espírito Santo de Jesus que habita em nós. Quem vive de acordo com o Espírito, tem a mente voltada para as coisas que o Espírito deseja. Sabe o que significa tudo isso? Que, através do que Jesus fez na cruz, podemos lutar contra o pecado que vive em nós e vencê-lo em Jesus. Essa aliança com Deus, através de Cristo, é o maior pacto que você pode fazer na sua vida. É a escolha que lhe permite ter a convicção de que o futuro será melhor, mesmo que venham grandes dificuldades.

      Através dessa aliança com Cristo, venceremos nossas batalhas interiores. Seremos pessoas melhores. Cresceremos nos relacionamentos, cuidaremos melhor de nossa família, amaremos nossa esposa assim como Cristo amou a igreja. Seremos tão próximos de nossos descendentes que, no mundo espiritual, haverá tremor quando alguém revelar sua intenção de ter filhos.

      Para que tudo isso se cumpra, é necessária uma irrevogável decisão de lutar pelas alianças que fizemos com Deus e com a pessoa que encontramos (ou ainda encontraremos) no altar. Faça isso hoje! Não deixe para amanhã! Precisamos decidir lutar pelas alianças da nossa vida. Você quer isso? Temos a certeza de que Deus enviará toda ajuda que precisar. Apenas dê o segundo passo, porque Jesus já deu o primeiro.

André e Sid­­

Móbile #21 | Leandro e Cris | 02.10.20

Batalha Real

“[…] nos dias antigos, sempre costumávamos deixar vigias, e aquela porta ali atrás leva a uma câmara escavada na rocha que foi feita para ser uma sala da guarda. Havia vários lugares como este ao redor da Montanha. Mas parecia haver pouca necessidade de vigiar nos dias de nossa prosperidade, e os guardas ficaram confortáveis demais, talvez – do contrário, poderíamos ter sido avisados da vinda do dragão antes, e as coisas poderiam ter sido diferentes. […]”  Trecho do livro O Hobbit, de J.R.R. Tolkien

Procuramos desenvolver em família o importante hábito da leitura, atentos com a qualidade daquilo que colocamos para dentro da nossa casa e que está formando o nosso lar. De versículo em versículo, com a vida em movimento, seja ao redor da mesa após um café da manhã ou almoço, ou já com as meninas na cama, vamos juntos ouvindo o Espírito Santo à medida que lemos a Palavra de Deus.

      Recentemente terminamos a jornada de Jesus com seus discípulos, descrita no evangelho de João. Acompanhamos e vibramos com os ensinos e milagres de Cristo, a cura de enfermidades, a ressurreição do amigo Lázaro e o poder e a autoridade do Filho do Deus vivo sobre espíritos malignos.

      Com a atenção e o interesse de todos aguçados, embalamos para outras aventuras reais e espetaculares, agora querendo saber mais dos Atos do Espírito por meio da vida dos apóstolos após a crucificação e a ressurreição de Jesus.

      As leituras com as nossas filhas também são entrelaçadas com outras boas referências além da Bíblia. Temos acompanhado com elas, por exemplo, as histórias da família Ingalls,[1] viajando de carroça pelo Meio-Oeste dos Estados Unidos, no século XIX. É empolgante imaginar a coragem, o companheirismo, os aprendizados e os valores sendo forjados no cotidiano da família desbravadora, à medida que avança e empreende em meio aos mais diversos desafios, como tempestades de neve ou a destruição da lavoura causada por uma nuvem de gafanhotos. 

      Outro clássico da literatura infanto-juvenil, O Hobbit, também captou a atenção aqui em casa e rendeu bons momentos de leitura em família. O trecho destacado no início desta reflexão trata-se de uma fala de Balin, um dos anões que fizeram parte da companhia liderada por Thorin Escudo de Carvalho. Ao chegar na Montanha Solitária, que outrora pertencera ao povo dos Anões, mas agora havia sido invadida pelo dragão Smaug, o anão Balin constata que a história poderia ter sido diferente se, em tempos de prosperidade, não tivesse considerado desnecessário manter a vigilância.

      Nunca é demais sermos lembrados pela Palavra de Deus que, justamente na abundância da presença do Criador no Jardim do Éden, a serpente encontrou brecha para dialogar com a primeira família. Com mentiras e confusão, Satanás propôs sagazmente uma alternativa diferente da que havia sido projetada, estabelecida e permitida por Deus. Omissão e insatisfação humanas deram espaço à articulação maligna com suas consequências de destruição.

      Enquanto viveu em Israel com seus discípulos, Jesus os instruiu a respeito da realidade espiritual. Não só ensinou sobre, mas — para aqueles que cressem e vivessem em Seu nome — delegou autoridade para entrarem nesta jornada. Jesus avisou que estaria conosco em todos os momentos. Não estamos sozinhos em meio às batalhas da vida real e, por isso, não devemos recuar e nem ceder território ao medo, à covardia, ao orgulho ou a outros inimigos.

      Assim como lemos esses dias aqui em casa, fortalecidos pelo Pai com o poder do Espírito Santo, podemos avançar e cooperar com o projeto que Jesus confiou aos seus discípulos. E a cada reconciliação e a cada perdão, as portas do inferno não prevalecerão contra a igreja de Jesus.

      São tempos bons? Não baixe a guarda. São tempos desafiadores? Lembre-se: não estamos sozinhos nas batalhas da vida real. A Bíblia descreve a derrota final de Satanás, no livro de Apocalipse. Já sobre Smaug, o dragão do Hobbit, … aí você precisará ler se quiser saber.

Leandro e Cris


[1] Os livros Little House são uma série de romances infantis escritos por Laura Ingalls Wilder, baseados em sua infância e adolescência no Meio-Oeste americano, entre 1870 e 1894.

Móbile #20 | André e Lid | 01.10.20

Batalha Espiritual 2

      A conquista de Jericó, conforme relatado no livro de Josué, é uma das minhas histórias favoritas no Antigo Testamento. Essa linda narrativa apresenta a ascensão de um líder e um exemplo de obediência e submissão à ordem de Deus para viver uma história de milagres. Para vencer essa batalha foi importante ouvir e seguir detalhadamente a voz de Deus.

      Em nosso contexto, muitas batalhas têm sido travadas nos relacionamentos. Elas têm sido tão constantes que, muitas vezes, muralhas impenetráveis têm se formado entre pais e filhos, irmãos e irmãs, sogra e nora, marido e esposa.

      Você tem enfrentado batalhas em seus relacionamentos? Como as tem vencido? Para vencer essas batalhas, precisamos definir quem é o inimigo e qual estratégia vamos utilizar para alcançar a vitória. No campo dos relacionamentos, muitas vezes percebemos a batalha espiritual, porém definimos o inimigo de maneira equivocada.

      Efésios 6:10-12 NVI diz: “Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder. Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo, pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais.”

      Durante um momento de estresse ou de conflito, até podemos perceber uma cilada sendo armada, porém ao invés de entrarmos em batalha contra aquele que arma a cilada, geralmente descarregamos nossa artilharia em quem está próximo de nós. Em termos militares, essa atitude é chamada de fogo amigo.[1]

      Em algum momento, isso já ocorreu com você?  Já aconteceu comigo, mais do que eu gostaria. Muitas vezes feri a minha esposa, Lid, com palavras ou levantei uma barreira de ressentimento entre nós. E é claro que perdi a batalha.

      Efésios 6 define claramente quem são os nossos inimigos. Nossa batalha não é contra seres humanos, nossa batalha não é contra nossa família. Nossa batalha não é contra nossos filhos, irmãos, irmãs, sogros e sogras, genro ou noras, nem mesmo contra nosso vizinho ou irmãos espirituais. Nossa luta é contra poderes e autoridades espirituais do mal. Nossa batalha é espiritual.

      Entenda que Deus ainda continua derrubando muralhas e Ele também já definiu nossa estratégia. Essa estratégia, então, deve ser nos fortalecermos no Senhor e no Seu poder. Na minha vida tenho visto Deus derrubar muralhas quando abro meu coração para confiar Nele e em pessoas. Deus é especialista nisso, portanto busque orientação através da Bíblia, escolha suas melhores palavras e abra o céu sobre você com perdão e quebrantamento.

      Deus ama você e não quer que você caia na cilada do inimigo. Para vencer essa batalha será importante ouvir e seguir detalhadamente a voz de Deus:

 – Ore e peça ajuda para que uma brecha na muralha possa se abrir para você.

 – Convide um amigo para orar com você sobre o assunto, peça conselhos. 

      Fortaleça-se no Senhor e no Seu poder, e derrube muralhas em seus relacionamentos.

De uma família que te ama.

André, Lid, Filipe e Anninha


[1] O fogo amigo acontece quando, acidentalmente, um soldado ataca o próprio exército.

Móbile #19 | Tércio e Martinha | 29.09.20

Na Batalha Espiritual Que Vivemos Na Família, Não Estamos Sozinhos!

      “Se os navios continuarem a colidir, não vão ter condições de navegação por muito tempo. Por outro lado, se os lemes de navegação estiverem quebrados, também não será possível evitar as colisões.”  C.S. Lewis

      Em nossa família, uma das coisas que temos aprendido é que relacionamentos saudáveis são, por vezes, “ralacionamentos”. Porém, também descobrimos que existe uma batalha espiritual travada na família na qual o inimigo quer transformar esses “ralacionamentos” em uma guerra, fazendo dos familiares o adversário, quando não o são. O inimigo não é o meu irmão, o meu pai ou minha mãe, ou mesmo o meu cônjuge ou filhos. Na Bíblia, aprendemos:      Finalmente, fortaleçam-se no Senhor e no seu forte poder. Vistam toda a armadura de Deus, para poderem ficar firmes contra as ciladas do Diabo, pois a nossa luta não é contra seres humanos, mas contra os poderes e autoridades, contra os dominadores deste mundo de trevas, contra as forças espirituais do mal nas regiões celestiais. Por isso, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir no dia mau e permanecer inabaláveis, depois de terem feito tudo.” (Efésios 6:10-13 NVI)

      Em nosso primeiro ano de casamento, depois de uma “discussão forte”, fizemos um acordo: nas desavenças, não entraríamos mais numa disputa para ver quem de nós sairia como vencedor. Decidimos que Deus ganharia sempre. Dessa maneira, contaríamos com a ajuda Dele para lidar com as nossas diferenças.  Essa decisão não apenas salvou o nosso casamento, mas fortaleceu o respeito, o direito de ouvir e falar, abaixou a nossa resistência em relação ao outro, dando-nos um coração ensinável e desejoso por saber o que Deus pensa e espera de nós.

      Na jornada da vida há duas maneiras de naufragarmos. Uma é quando nos chocamos uns com os outros; a outra é quando as coisas quebram dentro de nós. C.S. Lewis diz que “a viagem só poderá ser um sucesso se, antes de tudo, os navios não colidirem uns com os outros e nem se colocarem no caminho uns dos outros. E, em segundo lugar, se cada navio estiver em condições de navegar e com os motores em bom funcionamento.” O fato é que essas duas condições são interdependentes: você não poderá ter uma delas se não tiver a outra.

      Conforme os anos passam e a família cresce, aumentam também as batalhas. Cada estação ou fase da vida é uma oportunidade para – por meio do perdão – aperfeiçoarmos o amor.

      Paralelamente a isso, Satanás tenta nos afastar um do outro, construindo paredes entre nós ou mesmo dentro do nosso coração. Já passamos por muitos momentos assim no nosso lar. Palavras mal colocadas, expressões mal interpretadas, ações sem amor, falta de domínio próprio, egoísmo, desrespeito, insensibilidade, isolamento, mentiras, o mau uso do dinheiro, do tempo e dos eletrônicos, a inversão de prioridades. Enfim, são tantas as brechas por onde o inimigo da família procura atuar! Perceba que os responsáveis somos nós, mas a Bíblia deixa claro que Satanás está ao nosso derredor, tentando encontrar rachaduras em nosso barco para que naufraguemos. Muitas vezes ignoramos esta verdade espiritual e somos duramente atingidos.

      Porém, há esperança na Palavra de Deus para todas as batalhas espirituais que enfrentamos na família. Temos em nós o poder para resistir ao Diabo, o poder para amar incondicionalmente, o poder para perdoar com Graça, o poder para alegrarmo-nos no Senhor e amadurecermos com as nossas dores. Estamos sempre atentos, observando esses momentos em nossa família, para não deixarmos que o inimigo se instale entre nós e ganhe vantagem nessas batalhas.

      Na prática, temos dois princípios que usamos diariamente para vencer: primeiramente, sempre resolvemos nossos conflitos no mesmo dia, cultivando, assim, a humildade, através do perdão. Descobrimos que deixar para o dia seguinte aumenta a nossa dor, traz resistência ao nosso coração e torna mais difícil perdoar. Paulo nos ensina: “Quando vocês ficarem irados, não pequem”. Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha e não deem lugar ao Diabo.” (Efésios 4:26-27 NVI)

      Além disso, não ignoramos as intenções do Maligno, conforme descrito em 2 Coríntios 2:11. Como família, estamos sempre nos abastecendo na força do poder de Deus, para permanecermos firmes contra as ciladas do Diabo. Fazemos isso sendo honestos sobre nossos sentimentos, procurando corrigir as nossas falhas, apreciando as diferenças que temos e oferecendo Graça uns aos outros. 

      Com certeza, se cultivarmos a prática dessas virtudes, nossa viagem será surpreendente. Superaremos as tempestades, experimentaremos muitas aventuras, conheceremos lugares inimagináveis e, por fim, alcançaremos o destino desejado, que é a boa, perfeita e agradável vontade de Deus.

      Convidamos você a embarcar nessa linda experiência chamada família, consciente de que as batalhas começam dentro do seu coração e, neste mesmo lugar, é onde elas podem parar.

Com muito amor,

Tercio, Martinha, Lailah e Hadassa

Móbile #18 | Tércio e Débora | 28.09.20

O Diabo Não Mora Lá Em Casa, Mas A Batalha É Diária!

      Nos capítulos 5 e 6 de Efésios, conforme a Nova Versão Transformadora, é interessante ver como os temas família e batalha espiritual são trazidos num mesmo texto e contexto. O apóstolo Paulo começa falando da reciprocidade no trato, no cuidado e no amor do ambiente familiar:

      5:21 Sujeitem-se uns aos outros por temor a Cristo.

      5:22 Esposas, sujeite-se cada uma a seu marido, como ao Senhor.

      5:25 Maridos, ame cada um a sua esposa, como Cristo amou a igreja.

      5:33 Portanto, volto a dizer: cada homem deve amar a esposa como ama a si mesmo, e a esposa deve respeitar o marido.

      6:1 Filhos, obedeçam a seus pais no Senhor, porque isso é o certo a fazer.

      6:4 Pais, não tratem seus filhos de modo a irritá-los; antes, eduquem-nos com a disciplina e a instrução que vêm do Senhor.

      Depois de orientar e ensinar sobre como proceder e se relacionar no ambiente do lar, o texto afirma que nossas lutas e batalhas não são contra nenhuma pessoa: “Pois nós não lutamos contra inimigos de carne e sangue, mas contra governantes e autoridades do mundo invisível, contra grandes poderes neste mundo de trevas e contra espíritos malignos nas esferas celestiais.” (Ef 6:12, NVT)

      Pensando nisso, parece que alguma coisa não se encaixa. Não é o que percebemos no dia a dia aqui em casa. Frequentemente lutamos ou apresentamos dificuldades com o fruto do Espírito: a paciência quer fazer as malas quando precisamos falar pela 34ª vez para o Noah guardar os brinquedos; a paz faz cara feia quando é preciso silêncio para a concentração e o ruído da administração da casa ou uma conversa paralela da Débora em alta voz invade o ambiente; o domínio próprio não se controla quando o Tércio procrastina uma decisão tomada e a amabilidade é ferida se o Noah não tem a atenção que tanto deseja.

      Então, como pensar que nossas batalhas não dizem respeito aos “ralacionamentos” dentro de casa? É claro que, se a gente prestar atenção – e colocar em prática – os primeiros versículos que lemos, sabemos que o resultado pode ser um lar harmonioso. Mesmo assim, também sabemos que a prática do amor recíproco entre todos em casa, por vezes, não garante essa harmonia. Por que será?

      A despeito de nossas personalidades, defeitos de caráter e maus hábitos, existe uma batalha muito maior e mais forte sendo travada diariamente em nossos lares.     A bíblia A Mensagem, de Eugene Peterson, parafraseando Efésios 6, trata dessa batalha espiritual: “É um estado de guerra permanente, uma luta de vida ou morte contra o Diabo e seus anjos. Estejam preparados. Vocês lutam contra algo muito maior que vocês.”

      Estamos lidando com o mal espiritual do mundo invisível, o reino das trevas, a escuridão. O Diabo é “o príncipe deste mundo”. O texto de Efésios 6 cita também “os governantes e autoridades do mundo invisível, os grandes poderes neste mundo de trevas e os espíritos malignos.” Não os vemos, mas eles são tão reais quanto a família que você tanto ama e faz você perder a paciência. Eles são tremendamente mais nocivos e perigosos, atacando diretamente a missão que temos enquanto discípulos de Jesus. Esses, sim, são nossos inimigos, a razão de estarmos alertas, de fortalecermos nossa fé, de estarmos sempre prontos para a batalha. Ignorar ou subestimar essa realidade é tão perigoso quanto entrar em guerra com as armas erradas.

      O texto traz uma lista da armadura que deve ser usada nesta batalha, mostrando que somente desta forma permaneceremos de pé e firmes. “Portanto, vistam toda a armadura de Deus, para que possam resistir ao inimigo no tempo do mal. Então, depois da batalha, vocês continuarão de pé e firmes.” (Efésios 6:13, Nova Versão Transformadora)

      Verdade, justiça, paz, fé, salvação, a Palavra de Deus e a oração em todo o tempo é o que precisamos e o que temos à disposição para permanecermos em pé e firmes nesta batalha contra o Maligno.

      Só existe uma batalha. Uma guerra. E ela não é contra nenhuma pessoa. Mas ela acontece principalmente dentro de nossos lares. O Diabo não mora aqui em casa, mas, por causa dele, todos os dias estamos em batalha. E a pergunta que nos fazemos é: será que temos investido a energia necessária nela?

De uma família que não desiste nunca,

Tércio, Débora e Noah

Móbile #17 | Shane e Michele | 27.09.20

Satanás Treme Quando Oramos

      “Satanás só teme a oração. Sua única preocupação é impedir os santos de orar. Ele não teme nada de estudos sem oração, trabalho sem oração, religião sem oração. Ele ri de nosso trabalho, zomba de nossa sabedoria, mas treme quando oramos.”  Samuel Chadwick

      Enfrentei a primeira batalha de confronto espiritual cinco anos após minha consagração, quando todos esperavam de mim autoridade espiritual para uma resolução do problema. Naquela semana, uma tempestade havia destruído parte do telhado do nosso prédio, o que resultou em uma inundação. Além disso, o marido de uma das nossas líderes ficou desaparecido por três dias e foi encontrado agindo e falando de forma estranha.

      Marcamos nossa primeira vigília para as 20 h. Vigílias e jejum não faziam parte da minha cultura cristã de origem e, sem estes dois hábitos indispensáveis para a vitória no mundo espiritual, estávamos plantando uma igreja em um bairro com muitas casas de religião de matriz africana, terreiros de umbanda e candomblé.

      Às 15 h me chamaram na casa do homem que havia desaparecido, pois ele estava em transe, murmurando agressões e relatando que via seu irmão falecido no canto da sala. A família sugeriu chamar uma ambulância para sedá-lo. Em minha fragilidade espiritual, confesso que, por um breve momento, até considerei esta opção, com temor de ser envergonhado pelos demônios, a exemplo dos filhos de Ceva, conforme relatado em At 19:15, NVI: “Um dia, o espírito maligno lhes respondeu: “Jesus, eu conheço, Paulo, eu sei quem é; mas vocês, quem são? ”

      A batalha durou quase três horas, culminando num final milagroso. Ele sentou-se curvado no sofá, os braços torcidos atrás das costas, saliva e coriza fluindo de um rosto contorcido em um sorriso macabro. Enquanto orávamos, num momento de clareza mental, chorando, ele clamou o nome de Jesus na seguinte oração: “Jesus, perdoe-me. Entre em mim. Jesus, salve-me!” A libertação foi instantânea. Seus braços deslizaram para frente, sua cabeça ergueu-se, seu sorriso e sua voz voltaram ao natural e ele falou: “Tem algo para comer? Estou com fome.”

      Naquele tempo, eu vivia uma montanha russa espiritual. Minha autoridade era marcada por frequentes quedas e arrependimentos na área da pornografia. Durante a intervenção, ele se inclinou perto do meu rosto e, sussurrando com uma voz alterada, seu rosto contorcido naquele sorriso agressivo, disse: “Eu sei quem você é, você é Shane, Shane.”

      Não apenas existem demônios (espíritos imundos e rebeldes) como eles também nos conhecem, sabem das nossas fragilidades e querem nos destruir. Daquele dia em diante, minha vida de oração mudou e continua crescendo vinte anos depois. Quando acordo para a realidade do mundo espiritual eu me consagro, meu orgulho é vencido e minha necessidade de intimidade com Jesus se evidencia.

      A sensação que tive foi a mesma de alguém que teve a carteira e celular roubados por criminosos perigosos, que agora sabem quem é minha família e onde moro. Um inimigo de quem não consigo me esconder. A paranoia é imediata e só superada pela igual certeza de que Deus também sabe meu nome, meu endereço, minhas fragilidades e me convida para buscar amparo Nele.

      Precisamos estar atentos. Quem crê na Bíblia, sabe que acordamos todos os dias em um campo de batalha espiritual com repercussões eternas. Quem ainda não possui essa fé vive igualmente exposto, mas sem o consolo da proteção prometida em 1 Jo 4:4, NVI: “Filhinhos, vocês são de Deus e os venceram, porque aquele que está em vocês é maior do que aquele que está no mundo”.

      Amado, o Espírito de Deus e a igreja de Jesus te convidam para conhecer essa paz, orando também assim: “Jesus, perdoe-me. Entre em mim. Jesus, salve-me!”.

Shane e Michele

Móbile #16 | Robson e Ingrid | 25.09.20

Nossas Guerras

      Colonizadores de Catan, Ligretto e War são jogos de tabuleiro que costumamos praticar em família e com amigos. Nessas horas, é comum ocorrerem atritos, pois a competição gera muita adrenalina. Mas, ainda assim, costumamos passar um bom tempo nos divertindo juntos e os desentendimentos são facilmente resolvidos pelo prazer da diversão e pelo esclarecimento das regras.

       Nesses jogos, a insatisfação surge quando alguém monta uma estratégia para impedir o seu avanço. Você fica aborrecido, pois teve os seus planos interrompidos e assim muda para uma estratégia mais agressiva, com o objetivo de “dar a volta por cima”.

      No ambiente familiar não deveria ser assim, mas é exatamente isso que fazemos quando entramos numa disputa: nós não queremos perder. Queremos ter a razão, queremos ter a última palavra, queremos vencer!

      Em outras ocasiões, também podemos entrar em um campo de batalha em nosso lar e, quando não, criamos esse campo “tragando” o outro para dentro dele. Brigas acontecem e certamente já aconteceram com você. Se pararmos para avaliar as motivações dessas brigas, veremos que elas têm algo em comum: a insatisfação.

      Como casal, nossas experiências de família de origem são bem diferentes. A Ingrid cresceu com a ausência do pai, papel que os avós e tios tentavam ocupar. Por ter crescido em um ambiente onde as mulheres lideravam o lar, internalizou uma percepção de homens que não assumiam suas responsabilidades.

      Já no meu caso, cresci em uma família composta por pai, mãe e filhos. Entretanto, o temperamento dos meus pais sempre foi motivo de muitas batalhas. Frases como “essa casa também é minha”, “eu sustento essa casa”, “se você for embora isso tudo vai ficar pra mim” eram ditas com muita frequência, numa disputa real por território.

      Todas essas experiências foram trazidas para o nosso lar. De um lado eu via as discussões e ofensas como algo normal; por outro, a Ingrid vivia com uma constante sensação de abandono. Isso nos impedia de experimentar o melhor do nosso relacionamento. Eu lutava para dominar o território e ela lutava para não ser abandonada.

      Como é fácil perdermos o foco e colocarmos nossa satisfação em coisas que não valem o preço da guerra. É muito fácil tentar preencher o vazio dentro de nós com palavras duras e ríspidas, com calúnia, indignação, maldade, ira, amargura, gritaria e até insultos. Assim, quando a guerra termina, você tem a sensação de vitória, podendo hastear a bandeira e gritar que esse território é seu. Entretanto, aquele que você derrotou não é seu inimigo; é seu amigo, estava lutando ao seu lado. Por trincheiras diversas esteve junto, ajudando a derrotar os verdadeiros inimigos. Essa pessoa pode ser sua esposa, seu marido, seu filho, seu pai, seu avô. Que prazer há em derrotar um amigo? Só mesmo em jogo de tabuleiro isso é bom.

      Novas batalhas surgem a cada dia.  Por isso você precisa decidir de que lado está e se a arma que usará é o pecado da insatisfação ou o louvor e gratidão. Essa decisão fará você ou repetir o erro dos seus pais ou criar uma nova e linda história.

      Se tiver que entrar em uma batalha, peça ajuda a Deus, entre para vencer, defina e lute contra o inimigo certo e, com as pessoas amigas que combatem ao seu lado, use palavras que concedam graça, fale apenas aquilo que for útil para edificar.

      Deus tem uma mesa preparada para você diante dos seus inimigos e não temos dúvida de que, ao usar as armas certas, Ele irá lutar por você e garantir sua vitória, a vitória da sua família.

Com amor,

Robson, Ingrid, Tom e Vinicius

Móbile #15 | Roberto e Alessandra | 24.09.20

Lutando Contra o Pecado em Nossas Famílias

“Como é feliz aquele que tem suas transgressões perdoadas e seus pecados apagados!”  (Salmo 32:1 NVI)

      A família foi criada por Deus. Sendo assim, o próprio Senhor é o maior interessado na pureza de Sua criação. Ele quer ver as nossas famílias totalmente livres de envolvimento com o pecado. Entretanto a Bíblia relata, no livro de Gênesis, que a primeira família não seguiu as orientações de Deus e permitiu a entrada do pecado no mundo. Esse fato distorceu tudo o que Deus havia dito ao primeiro casal, à primeira família. A mulher deu ouvidos à serpente e comeu do fruto que não deveria comer. O homem não exerceu seu papel de líder e protetor. Como resultado, a comunhão entre Deus e a humanidade foi prejudicada e afetada para sempre.

      O homem, então, descobriu que estava nu e teve vergonha, mas não saiu despido do jardim. Deus, em Sua infinita misericórdia, vestiu o homem e a mulher, vestiu a família. No dia em que o Senhor os vestiu, estava apontando para Jesus, para o Cordeiro que vestiria todas as famílias da Terra.

      A entrada do pecado no mundo fez com que os relacionamentos ficassem adoecidos. A comunhão e o relacionamento com Deus ficaram prejudicados. O pecado afetou também a maneira como o homem se relaciona consigo mesmo. Adão e Eva foram colocados no jardim para governar e dominar. Como isso foi interrompido, tiveram que assumir as consequências que nos perseguem até hoje. O pecado também atingiu o relacionamento da família com Deus. A primeira família era a referência e, por meio dela, todas as famílias da Terra seriam abençoadas. Mas, porque pecaram, houve quebra de relacionamento com Deus, fazendo com que famílias se voltassem umas contra as outras e contra si mesmas. Por consequência, é comum encontrarmos relacionamentos quebrados em nossas famílias, resultado do pecado que ainda nos atormenta.   

      Precisamos entender qual é a parte que nos cabe e fazer o pecado perder cada vez mais território em nossas famílias. O pecado é nosso inimigo e devemos desmascará-lo, abandoná-lo e expulsá-lo de nossas casas. E somente conseguiremos isso quando Jesus for o centro da família. Precisamos estar atentos para renúncias que devemos fazer em prol de nossa família, caso ainda existam decisões que não fizemos e que estejam atrapalhando nossa comunhão com Deus e uns com os outros. Precisamos também selecionar aquilo que permitimos entrar em nossas casas, pois há muito conteúdo prejudicial à nossa volta que pode estimular nossa carne e levar ao pecado. Para isso, é importante mantermos um diálogo aberto em relação às lutas enfrentadas em nosso ambiente familiar. Devemos buscar conselho do Espírito Santo e de pessoas, quando estivermos passando por momentos de dificuldade e fraqueza.

      Deus nos deu duas armas nessa luta contra o pecado: a oração e a Sua palavra. Quando nos colocamos de joelhos em oração, estamos nos colocando na dependência de Deus. E a Escritura é nosso manual para vivermos aqui nesse mundo. Usando essas duas armas, temos certeza de que será cumprida a profecia de Malaquias 4:6, onde Deus promete que converterá os corações dos pais aos filhos e dos filhos aos pais. Precisamos deixar Deus fazer essa obra, primeiramente em nosso coração, para que a cura brote em nosso lar. Nossas famílias estão em guerra contra o pecado, mas com a certeza de que no final seremos vitoriosos. Tiago 4:7 nos diz para resistirmos ao Diabo, e ele fugirá de nós.

      Que nossas famílias possam viver esse conselho, um dia de cada vez, para a glória de Deus.

Roberto e Alessandra