07 Tiago | A TENTAÇÃO É INEVITÁVEL, MAS RESISTA! | André Santos

APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A VIDA – Estudos na Epístola de TIAGO
Semana 01 – Enquanto o mundo é arrastado para a destruição,
o povo de Deus resiste à tentação.

7) A TENTAÇÃO É INEVITÁVEL, MAS RESISTA!
por André Santos, em 09 de maio de 2020

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação; na verdade, o espírito está pronto, mas a carne é fraca.” Mateus 26:41

Certo dia fui procurado por um jovem. Ele havia conhecido Jesus há pouco mais de um ano e estava muito triste e chateado, querendo desistir de seguir caminhando conosco, com a família da fé. Sua tristeza era consigo mesmo. Após ter recebido Jesus como Senhor e Salvador, ele tinha expectativa de que não teria mais tentação em relação às coisas que fazia no passado e não cairia mais nas mesmas “pedras”. Achava que, pelo menos, seria bem mais fácil vencer essas tentações.

Esse jovem não está sozinho e sua história não está distante da realidade de todos nesta terra. É bem provável que muitos de nós, mesmo após termos recebido Jesus como Senhor e Salvador de nossas vidas, já tenhamos perdido algumas noites de sono e sentido vontade de nos isolarmos dos amigos e da família ou até de abrirmos mão de projetos por não conseguirmos resistir a uma fraqueza da carne. Todos nós vivemos uma batalha constante entre a carne e o Espírito. A própria Palavra nos diz: “Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão em conflito um com o outro…” (Gálatas 5:17). A tentação é inevitável na nossa jornada, e a frustração fará parte da nossa história, pois “a carne é fraca” (Mateus 26:41). Ser tentado não é pecado; o pecado está em ceder à tentação e cair.

Quando se trata de tentação, temos nossos pontos fracos e fortes: áreas de maior vulnerabilidade e áreas de maior resistência. Em relação às de maior fragilidade, nosso “calcanhar de Aquiles”, ficamos mais atentos, vigiamos, cuidamos para não cair. Agora também precisamos vigiar nossos pontos “fortes”, nossas áreas de maior resistência, para que o orgulho não nos cegue e nos leve à queda. A própria Palavra diz: “Portanto, aquele que pensa que está de pé é melhor ter cuidado para não cair.” (1 Coríntios 10:12). Ou seja, não existe força em nós mesmos para lutarmos contra as tentações. Precisamos de Cristo em cada célula do nosso corpo, em cada espaço dos nossos pensamentos, em cada segundo do nosso dia, para que, quando tentados, possamos resistir firmes à carne, ao mundo e a satanás.

Temos, na Bíblia, o exemplo do apóstolo Paulo vivendo a batalha entre carne e Espírito. Ele afirmou: “porque não faço o bem que quero, mas o mal que NÃO quero, esse eu faço” (Romanos 7:19). Deus tem um Filho que nunca pecou, mas não tem nenhum filho que não tenha sido tentado. Devemos encarar as tentações e vencê-las da forma correta: ORANDO, VIGIANDO e FUGINDO delas. Para fugir dos desejos da carne, precisamos de força espiritual, que só pode ser encontrada em Jesus Cristo, o único Filho que nunca pecou, mas sofreu tentações como você e eu. Hebreus 4:15-16 nos convida a nos achegarmos a Ele. Jesus, nosso grande Sumo Sacerdote, “[…] entende nossas fraquezas, pois enfrentou as mesmas tentações que nós, mas nunca pecou. Assim, aproximemo-nos com toda confiança do trono da graça, onde receberemos misericórdia e encontraremos graça para nos ajudar quando for preciso”.

O jovem que citei no início entendeu que as tentações sempre estarão presentes e que somente com Cristo é possível resistir a elas. Além disso, ele percebeu a importância de se abrir com alguém e pedir ajuda. Quantas quedas, dores e feridas poderiam ser evitadas, se pedíssemos auxílio? Alguns anos atrás, ouvi a seguinte frase de um pastor: “confesse a tentação para não confessar o pecado”. Que a vergonha, o orgulho e o medo não nos impeçam de pedirmos ajuda. A Palavra nos orienta: “Não havendo sábios conselhos, o povo cai, mas na multidão de conselhos há segurança.” (Provérbios 11:14). Tenha coragem!

Que Deus o ajude a guardar o seu coração, porque dele procedem as fontes da vida (Provérbios 4:23).
◦ Guarde o seu coração de sentimentos que o conduzem ao pecado (Mateus 26:41).
◦ Guarde o seu coração de ideias e projetos que ferem princípios inegociáveis (1Co 10:31).
◦ Guarde o seu coração de maus pensamentos sobre pessoas (Filipenses 4:8).

Quanto mais o meu coração estiver nesta terra, maiores serão as minhas tentações!

Oração: Deus, me ajude a identificar a tentação se aproximando, a discernir as intenções e motivações do meu coração, a pedir ajuda e conselhos e a ter domínio próprio para resistir e fugir das iscas do pecado.

Deus te abençoe!

Música sugerida: Me ajude a melhorar (Eli Soares)
https://www.youtube.com/watch?v=89NeyF8qTIg

06 Tiago | A TENTAÇÃO DE DUVIDAR | Michel Santos

APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A VIDA – Estudos na Epístola de TIAGO
Semana 01 – Enquanto o mundo é arrastado para a destruição,
o povo de Deus resiste à tentação.

6) A TENTAÇÃO DE DUVIDAR
por Michel Santos, em 08 de maio de 2020

“Pois estou convencido de que nem morte, nem vida, nem anjos, nem demônios, nem o presente, nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura, nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor.” Romanos 8:38,39

Vivemos em um mundo onde somos rodeados de “ofertas” que têm por finalidade satisfazer os nossos desejos, impulsos, nosso ego e até questionamentos que temos. Podemos dizer que são tentações que enfrentamos e que podem nos levar a pecarmos.

Como seres humanos insaciáveis que somos, queremos sempre mais, e corremos o risco de vivermos sempre insatisfeitos e na busca pelo que não temos. Uma das maneiras que satanás nos tenta é lançando dúvidas e questionamentos sobre determinados assuntos. Uma vez que nosso coração é tomado pela dúvida, permitimos que até nossas mais profundas convicções se tornem questionáveis.

A Bíblia nos mostra histórias de homens e mulheres que nos antecederam e que hoje servem de aprendizado para nós. Muitos deles foram tentados, a partir da dúvida, a não confiar no amor e no cuidado de Deus. No Éden, a serpente sabendo o que Deus havia dito a Adão, lançou sobre Eva a dúvida sobre aquilo que Deus tinha dito, fazendo com que ela pensasse se aquilo que Deus havia falado a Adão realmente seria a verdade de fato. Ela lança a dúvida e na sequência afirma que certamente aquilo que Deus disse não aconteceria. Adão e Eva cederam, deixaram de acreditar no amor e no cuidado de Deus sobre a vida deles.

Quando Jesus foi tentado no deserto, satanás usou afirmações que poderiam trazer questionamentos se quem estivesse ali não fosse Jesus, ou seja, alguém que tinha a convicção de que Deus o amava e estava cuidando de tudo, inclusive permitindo aquele momento. Jesus resistiu, pois confiava no Pai e rebateu toda a tentação com a própria palavra de Deus, algo que Ele conhecia. Até no momento próximo à Sua morte Ele disse “Seja feita a Tua vontade e não a minha”. Confiança e dependência total.

O ser humano, de modo geral, lida com dificuldade diante das adversidades, dos momentos que não sabe o que fazer, e que parecem contrariar a essência de Deus, que é o amor. Muitos, diante dessa realidade perguntam: “quem é esse Deus?”, “que amor é esse?” e são tomados pela tentação de duvidar do cuidado e do amor de Deus.

E nós, como temos lidado diante de momentos difíceis em que somos tentados a não confiar no amor e no cuidado de Deus? Sabemos que Deus nos ama e nos cuida, seja pelo que já experimentamos com Ele ou pelo que ouvimos falar sobre Ele. Conhecemos Suas inúmeras promessas de que estaria conosco todos os dias, que não sentiríamos falta de nada, pois Ele é o nosso Pastor, que é o nosso refúgio e fortaleza, socorro presente em tempo de angústia e tantas outras manifestações do Seu amor e cuidado.

Mas a Bíblia também nos diz que no mundo teríamos aflições, mas que deveríamos ter bom ânimo, pois o Senhor venceu. Em momentos como esses, satanás tenta lançar sobre nós dúvidas quanto ao amor e cuidado de Deus. Somos tentados e podemos reagir de duas formas: como Adão e Eva, que deram ouvidos a voz da dúvida e sofreram a consequência do pecado, ou como Jesus, que resistiu ao diabo e se manteve firme e confiante no plano de Deus que trouxe vida.

Não sei quais os desafios que você possa estar vivendo hoje, nos relacionamentos, nas finanças, no trabalho, em alguma enfermidade, ou até na perda de alguém próximo, mas sabemos que uma das formas que satanás usará para nos distanciar de Deus é lançando dúvidas no nosso coração, nos fazendo pensar o porquê disso. Por que comigo? Onde está Deus? Ou tantas outras dúvidas que possamos ser tentados a termos.

Mas quero te encorajar a permanecer e não deixar que a dúvida tome o seu coração, independente do cenário.

Conheça, reflita, memorize e apegue-se a todas as promessas que a palavra de Deus nos traz, e siga se deleitando no cuidado e no amor de Deus sobre nós.

Música sugerida: Acredito (Leonardo Gonçalves)
https://www.youtube.com/watch?v=t9dz882vNB8

05 Tiago | A TENTAÇÃO DE VIVER UM CRISTIANISMO MORNO | Marcelo Santos

APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A VIDA – Estudos na Epístola de TIAGO
Semana 01 – Enquanto o mundo é arrastado para a destruição,
o povo de Deus resiste à tentação.

5) A TENTAÇÃO DE VIVER UM CRISTIANISMO MORNO
por Marcelo Santos, em 07 de maio de 2020

“Portanto, submetam-se a Deus. Resistam ao Diabo, e ele fugirá de vocês.” Tiago 4:7
Texto-base: Tiago 1:13-16

Para começarmos a entender a diferença entre provação e tentação, quero usar um exemplo que aprendi, de muito fácil compreensão. Todos os que já estudaram (ou aqueles que ainda estudam) viveram, pelo menos uma vez, a experiência de serem submetidos a uma prova. Ela tem o objetivo não apenas de testar nosso nível de conhecimento sobre um assunto, mas também de nos fazer crescer, com o fim de sermos aprovados.

A tentação, por sua vez, é como colar na prova, uma forma mais fácil e menos traumática de conquistar o resultado final esperado, porém reprovável diante de Deus. A provação é baseada na fé, na verdade e a tentação é baseada na mentira, no engano, que nos leva a olhar coisas que não são essenciais ou que não podemos ter, que não nos pertencem, de uma maneira distorcida e dizer EU PRECISO.

Poderíamos aqui falar de diversas formas de tentação, mas meu objetivo neste dia é refletirmos sobre uma tentação muito comum para todo o discípulo de Jesus em nossos dias, que é a mornidão.

A Palavra de Deus diz no evangelho de Lucas: “Reunindo-se uma grande multidão e vindo a Jesus gente de várias cidades, ele contou esta parábola: O semeador saiu a semear. Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho, parte dela caiu sobre pedras, outra parte caiu entre espinhos, outra ainda caiu em boa terra.” (Lucas 8:5-7)

Gostaria de me ater nas sementes que caíram entre espinhos. As que caíram entre espinhos são os que ouvem, mas, ao seguirem seu caminho, são sufocados pelas preocupações, pelas riquezas e pelos prazeres desta vida e não amadurecem.

Segundo Francis Chan, em seu livro “Louco Amor”, um espinho é tudo aquilo que desvia nossa atenção de Deus. Ele também fala que um relacionamento com Deus simplesmente não pode se desenvolver quando o dinheiro, o pecado, as atividades, os times pelos quais torcemos, os vícios ou outros compromissos são colocados no topo da nossa lista de prioridades.

Mas não é apenas o Francis que sabe disso. Aquele que a Bíblia nos apresenta como o pai da mentira, aquele que tentou Jesus no deserto, é o mesmo que nos tenta hoje a desviarmos nosso foco de Jesus, apresentando a nós diariamente maneiras mais fáceis de vivermos a vida, nos tentando a vivermos um cristianismo morno que nos leva a morte.

Quero compartilhar algumas características de um cristão morno para ajudar você em sua reflexão, que certamente te ajudará a não cair na tentação.

Frequentam as celebrações todos os domingos, por achar que “bons cristãos” devem agir assim, mas não aprofundam relacionamentos para não se envolver com os “problemas” dos outros.

Doam dinheiro em caridade e na igreja desde que não altere seu padrão de vida quando está sobrando ou, ainda, quando doam algo querem ser reconhecidos.

Fazem aquilo que Deus espera de um discípulo e acham que estão sendo “radicais”.
Querem os benefícios da vida de um discípulo, mas não querem pagar o preço exigido por Deus aos seus discípulos.

Vivem das experiências dos outros, mas quando olham para dentro de si não se sentem próximos de Deus a ponto de perceber experiências que possam ser compartilhadas com outras pessoas.

Escolhem Jesus como Salvador, mas jamais o permitem governar sua vida.

Portanto, ser um cristão morno nos leva a vivermos uma vida reprovável diante de Deus.

“Assim, porque você é morno, não é frio nem quente, estou a ponto de vomitá-lo da minha boca.” Apocalipse 3:16

Minha pergunta para você hoje é: você tem sido tentado a viver esse tipo de cristianismo?

Importante lembrarmos que a tentação ainda não é o pecado consumado. Escolha passar pela prova como servo aprovado, que se submete ao processo em obediência à vontade de Deus, crendo que Deus quer construir em sua vida um caráter aprovado por Ele.

Lembre-se que o que Deus espera que sejamos é cristãos autênticos, que não cedem a tentação, que não são dominados pelo pecado e que, em meio às circunstâncias da vida, não aceitam negociar seus princípios e valores.

Jesus resistiu ao diabo, no deserto, no poder de Deus e não pecou quando tentado. Viva na força e no poder do Espírito que você também resistirá.

Música sugerida: Sonda-me (Vocal Livre)
https://youtu.be/v7bS0E-Bpq4

04 Tiago | A TENTAÇÃO SEMPRE PERGUNTA: QUEM SOU EU? | Ruben Cavalcanti

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Semana 01 – Enquanto o mundo é arrastado para a destruição,
o povo de Deus resiste à tentação.

4) A TENTAÇÃO SEMPRE PERGUNTA: QUEM SOU EU?
por Ruben Cavalcanti, em 06 de maio de 2020

“Ele não cometeu pecado algum, e nenhum engano foi encontrado em sua boca.”
1 Pedro 2:22

A tentação é a etapa imediatamente anterior ao pecado e, por si só, não é pecado, pois o próprio Jesus foi tentado no deserto (Mt 4). No entanto, é nesse campo invisível à mente e ao coração que uma verdadeira batalha é travada, envolvendo todo o nosso ser. Essa luta tem por consequências épicas sempre um destes dois resultados: a VIDA ou a MORTE.

Nós fomos criados à imagem e semelhança de Deus, isto é, nossa identidade não está em nós mesmos, mas em algo fora de nós. O pecado nada mais é do que o homem, feito à semelhança divina, tentando criar uma imagem de si por conta própria. Sempre que perdemos a batalha da tentação e pecamos, estamos refletindo algum tipo de ídolo, e não Deus. Construir uma imagem de si para si: é para isso que serve o ídolo. Você adora-o, porque, quando faz isso, está se definindo a partir dele. No entanto, fomos criados à imagem e semelhança de Deus. O homem só sabe quem realmente é, quando harmoniza sua vontade e seu ser a partir de um relacionamento com o próprio Deus.

A tentação sempre atingirá o centro da nossa identidade, nos trazendo insegurança. O objetivo é nos enganar sobre quem somos de verdade, nos fazendo agir por conta própria, a fim de estabelecer uma autodefinição sem a ajuda de Deus. Afinal “eu não preciso dEle, pois posso ser igual a Ele” (Gn 3:4-5).

O próprio Jesus foi tentado de forma semelhante ao primeiro Adão, pois, ao ser batizado, Deus disse de forma audível: “Esse é o meu filho amado em quem tenho prazer” (Mt 3:17). Satanás, da mesma forma como fez no jardim, utilizou a verdade dita por Deus e, distorcendo-a, tentou Jesus ao questionar Sua identidade: “Se você é Filho de Deus”, então faça tais coisas (Mt 4). O objetivo da tentação era que Jesus provasse sua identidade para si mesmo e para os outros, independentemente de Deus. Mas o Pai já havia dito quem Jesus era: Seu Filho amado!

Jesus, ao ser tentado como qualquer humano e nunca cair em pecado (I Pe 2:22), nos mostrou que a nossa salvação envolve obter uma nova identidade (Ef 2:1-7). Vencer o pecado pelo entendimento correto da Sua identidade em Deus permitiu que Jesus pudesse dizer: “[…] Eu vim para que tenham vida, e a tenham plenamente” (Jo 10:10).

Essa vida é tão poderosa que nem a morte física a deteve! Viver de verdade é um chamado a fazer a vontade completa de Deus nas nossas vidas, algo que está profundamente baseado no nosso senso de identidade nEle.

Muitos de nós estamos sempre correndo atrás da verdadeira vida. Por exemplo, estamos presos no trânsito em cima de uma ponte, quando avistamos alguém pilotando um jet ski e dizemos: “Cara, isso que é vida. Preciso arranjar um desses para mim. Isso, sim, seria vida de verdade”. Um jet ski é realmente uma coisa muito legal, mas definitivamente não é a vida.

Enchemo-nos de distrações e identidades falsas em nossa busca pela vida real. Nos espelhamos nas coisas erradas para criarmos nossa identidade e assim podemos passar uma vida inteira sem nunca viver de fato. Por isso um dos conceitos da palavra “pecado” é “errar o alvo”. Viver em pecado é viver errando o propósito para o qual fomos criados, porque, se não sabemos quem somos (IDENTIDADE), não sabemos o que fazer (CHAMADO). A consequência disso é inevitavelmente – mesmo que estejamos respirando! – a MORTE ou, em outras palavras, o não viver uma VIDA REAL.

Deus nos permite, pelo livre arbítrio, realizarmos uma escolha durante a tentação: vida ou morte. Vencer essa batalha é possível quando escolhemos Deus, entendemos nossa identidade e chamado nEle e nos espelhamos no Seu próprio Filho Jesus, que prometeu: “Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” (Jo 16:33). Jesus venceu a tentação, o pecado e todo um sistema corrompido. Pelo poder do Espírito e pela profunda graça de Deus, em Jesus, somos Seu reflexo aqui na terra, e a consequência disso é que, da nossa vida, fluirão rios de água viva (Jo 7:37-39)!

Música: Quem Sou Eu? (Estevão Queiroga)
https://www.youtube.com/watch?v=ecOWX_D1Cbw

03 Tiago | CAIU A CONEXÃO | Leandro Devincenzi

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Semana 01 – Enquanto o mundo é arrastado para a destruição,
o povo de Deus resiste à tentação.

3) CAIU A CONEXÃO
por Leandro Devincenzi, em 05 de maio de 2020

“Quando a mulher viu que a árvore parecia agradável ao paladar, era atraente aos olhos e, além disso, desejável para dela se obter discernimento, tomou do seu fruto, comeu-o e o deu a seu marido, que comeu também.”
Gênesis 3.6

Texto-base: Gênesis 3

Estávamos assistindo a um filme e bem naquela hora decisiva da história a conexão caiu. Estávamos numa conversa bem importante com amigos queridos e a conexão caiu. A reunião da equipe estava em um tema extremamente relevante e a conexão caiu.

Como é ruim quando a “conexão cai”, né?

A qualidade do sinal no cenário do Éden era perfeita. Havia um plano projetado cheio de vida e de propósito. Mais do que toda a beleza e criatividade da criação de Deus, Ele próprio estava presente de forma perfeita e esta Presença Perfeita fazia com que tudo estivesse em perfeita sintonia com o Criador.

A Bíblia nos conta no capítulo 3 do livro de Gênesis, entretanto, que esta sintonia perfeita teve uma interferência. “Os pezinhos de Adão e Eva” se afastaram e os tornaram presas vulneráveis. Com perguntas aparentemente inocentes, mas mal-intencionadas, a serpente começou a lançar ruídos na compreensão humana de quem Deus era e colocou em xeque as intenções divinas. “Elas eram realmente boas?”

A conexão então se tornou instável. As “orelhinhas do ser humano” deram mais atenção a uma voz que não era a de Deus. O ruído da insatisfação aumentou e apesar da abundância da presença de Deus e do projeto de vida, o olhar humano se concentrou na perspectiva da escassez.

A tentação de ser como Deus ganhou a atenção da mente e do coração. E essa tentação não foi algo que assustava. Pelo contrário, se apresentava como agradável, atraente e desejável. Pelo menos era o que parecia.

Pensamentos deram vazão a sentimentos e uma decisão contrária ao projeto de Deus foi tomada. “Pois o caminho da nossa mente para as nossas mãos é mais curto do que você imagina.”

Intromissão e omissão caminharam de mãos dadas desviando-se do caminho de vida e “um preço é pago quando você se deixa levar…”

Veio a queda. A conexão caiu. E não é bom quando a conexão cai, né?

Vergonha, medo e culpa foram consequências imediatas daquela queda de conexão. Acusação e o jogo de “empurra culpa” compuseram ainda o cenário resultante de escolhas erradas. A sintonia com o Criador foi quebrada e o homem procurou se esconder de Deus.

“Mas o Senhor Deus chamou o homem, perguntando: “Onde está você?” Gênesis 3.9

Aquela pergunta foi o início do restabelecimento de uma conexão. Aconteceu lá atrás e continua sendo assim hoje. É Deus quem restabelece a conexão com o ser humano e a conexão perfeita se restabelece no sacrifício e ressurreição de Jesus.

Quando se cede à tentação, há consequências, não só no nosso relacionamento com Deus, mas na minha relação com o próximo. Adão e Eva e o restante da criação foram afetados. E aquela primeira queda de conexão tem interferência até hoje na nossa vida.

A tentação pode ser presencial ou virtual e, para que a “conexão não caia”, muito depende de “…onde nossos pezinhos pisam, o que nossos olhinhos têm visto e do que nossas orelhinhas têm ouvido.”

O QUE DEUS ESTÁ ME DIZENDO? O QUE FAREI A RESPEITO?

Música sugerida: Slow Fade (Casting Crowns)
https://www.youtube.com/watch?v=EjrwewP6VTc&feature=youtu.be

02 Tiago | O PRINCÍPIO DA HORTA | Shane Latham

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Semana 01 – Enquanto o mundo é arrastado para a destruição,
o povo de Deus resiste à tentação.

2) O PRINCÍPIO DA HORTA
por Shane Latham, em 04 de maio de 2020

“Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear isso também colherá. Quem semeia para a sua carne da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna.” Gálatas 6.7-8

“Uma idéia tola, mas muito atual é que pessoas boas não sabem o que significa tentação. Isso é uma mentira óbvia. Somente aqueles que tentam resistir à tentação sabem quão forte ela é… Um homem que cede à tentação após cinco minutos simplesmente não sabe como teria sido uma hora depois. É por isso que as pessoas más, em certo sentido, sabem muito pouco sobre a maldade – elas viveram uma vida protegida, sempre cedendo.” C.S. Lewis

As quatro leis do Princípio da Horta
I. A lei do semeador: você sempre planta antes de colher.
Imagine um fazendeiro orando: “Deus, se tu me deres uma colheita boa, prometo que vou plantar.” Não é assim que o mundo funciona. Assumir nossa responsabilidade, escolher a semente e o campo em que empreenderemos nossa horta, são os passos iniciais de quem deseja plantar com sabedoria. Para o bem ou para o mal, todos nós plantamos antes de colher. Inclusive a procrastinação já é uma semente que produz “n” variadades de negligências. Você já é um experiente semeador; todo dia, com cada escolha, você semeia na carne ou no espírito, decisões destinadas para destruição ou vida eterna.

II. A lei da espera: existe um período de espera entre o plantar e o colher.
O filme de 2006 “O Fazendeiro e Deus” é baseado numa biografia (Fé como Batatas). Nela, o agricultor/missionário Angus Bachan relata como plantou, pela fé, batatas num tempo de seca na África do Sul, quando os cientistas avisaram para ninguém plantar sem irrigação. Diante da zombaria e das dúvidas, debaixo do solo, as batatas cresceram até o dia da colheita e se revelaram uma safra de batatas enormes. Existe uma colheita debaixo dos teus pés. O poder de “arrasto” que a tentação possui é que durante a espera somos tentados a nos considerar a grande exceção do universo. Mas não se engane, Deus não será zombado.

Positivamente, a espera vira esperança para o servo fiel que resiste à tentação. “E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos.” Gálatas 6.9. Não desista!

III. A lei da colheita: você sempre colhe muito mais do que plantou.
Se plantar um grão de milho rendesse apenas outro, agricultura não seria um bom negócio. É a exponencialidade da colheita que faz da agricultura a base do desenvolvimento de cada civilização. Plante amor e cuidado em seu cônjuge e filhos e colha uma família unida, uma descendência de impacto na eternidade. Por bem ou por mal, a colheita das nossas decisões está amadurecendo.

“Eles semeiam vento e colhem tempestade…” Oséias 8.7a

IV. A lei da semente: você só colhe aquilo que vem da semente que plantou.
O tempo de colheita está chegando e não há motivos para surpresas. Quem planta pepino não espera colher morangos. É um princípio simples: você que deseja ser abençoado, abençoe. Quem deseja ter amigos, semeie amizade. Quem quer ser amado, ame. Quem prevê a necessidade de ser perdoado, perdoe.

Na boa notícia que chamamos de “evangelho” encontramos a gloriosa exceção. Uma vida como a minha, amplamente semeada na carne, descobre esperança na graça transformadora de Jesus. Através de arrependimento e fé, nós que plantamos espinhos na companhia de piratas e cafajestes de todas as eras; um bando de maltrapilhos sem direito a colher nada do céu; temos a incrível promessa de um câmbio espiritual: meus pecados por Sua justiça, minha colheita de morte por Seu sacrifício na cruz. Entraremos no paraíso pulando e gritando louvores para sermos recebidos pelo símbolo dos incoerentes, nosso irmão, o ladrão na cruz.

Para quem continua respirando, ainda temos a alegria de plantar melhor no tempo que nos resta. Quem sabe o que Deus pode fazer com sua história, redimida em testemunho de graça e amor? Deus é muito criativo, já vi assassino virar apóstolo.
Gratidão ao Dr. Don Sisk, que me ensinou, em 2000, três destas leis.

O QUE DEUS ESTÁ ME DIZENDO? O QUE FAREI A RESPEITO?

Música sugerida: Slow Fade (Casting Crowns)

Sugestão de filme: “O Fazendeiro e Deus”
Sugestão de livros: “O Evangelho maltrapilho” de Brennen Manning, e “Cartas de um diabo ao seu aprendiz”, de C. S. Lewis.

01 Tiago | A VULNERABILIDADE E A TENTAÇÃO | Pr Tércio

APLICAÇÕES PRÁTICAS PARA A VIDA – Estudos na Epístola de TIAGO
Semana 01 – Enquanto o mundo é arrastado para a destruição,
o povo de Deus resiste à tentação.

A VULNERABILIDADE E A TENTAÇÃO
por Pr. Tércio, em 03 de maio de 2020

“…e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal,
pois Teu é o Reino, o poder e a glória para sempre. Amém! (Mateus 6.13)

Por muitos anos na minha vida batalhei sozinho contra a tentação. Especialmente até os meus 22 anos essa batalha foi feroz, violenta, solitária e, por vezes, um grande fracasso. Foram anos de muita tristeza interior e de confusão na minha vida espiritual por uma série de conceitos confusos e imaturos acerca da tentação. Fui criado num contexto familiar de muito amor e graça. Nossa criação sempre nos ofereceu a liberdade para sermos sinceros, autênticos, revelar a nossa vulnerabilidade a fim de que pudéssemos ser ajudados no nosso crescimento integral. Por outro lado, a força da religiosidade doentia, que comunicava uma expectativa de perfeição na vida das pessoas que, como eu, eram parte de uma igreja, me levava a pensar que jamais poderia manifestar minhas lutas e fragilidades e manter-me aceito e amado por aquelas pessoas e até por Deus. O resultado foi uma fardo religioso tremendo que eu carreguei por muitos anos na tentativa de parecer ser o que não era e de enfrentar isoladamente as mais variadas tentações, perdendo muitas delas. Lembro-me dos sentimentos de fracasso, acusações na minha mente e por vezes desespero por não conseguir lidar de forma saudável em relação às tentação que eu enfrentava.

Ainda no Seminário, comecei a compreender a oração que Jesus fez ao Pai nos deixando como modelo, e isso foi como um memorial na minha jornada com Deus. Não apenas Ele venceu as tentações enquanto esteve aqui na Terra (Mateus 4) como revelou enquanto homem (sendo 100% homem e 100% Deus) a necessidade de entregar-se a si mesmo ao Pai a fim de não cair em tentação, confiando que Ele o livraria do mal. Jesus nos ensinou a orar da mesma maneira por saber que somos vulneráveis às tentações que nos cercam e que precisamos da ajuda de Deus para vencê-las.

A minha busca por Deus e a minha luta contra a tentação foram tomando uma nova compreensão e forma de enfrentá-las. Essa mudança de conceito tem me ajudado a combater a tentação nos meus últimos 25 anos de vida, mudando a minha jornada espiritual de peso e frustração para leveza e alegria. Não que eu me sinta menos tentado; contudo, enfrento as tentações com uma nova perspectiva que fez toda a diferença nessa batalha. Abaixo, compartilho o que Deus tem feito ao longo desses anos.

Aprendi sobre a minha vulnerabilidade. Aprendi que posso tropeçar diante das tentações mais diversas e o quanto mais cedo reconhecemos isso, mais podemos nos preparar para lidar contra elas. Não somos imbatíveis, perfeitos e muito menos invulneráveis. Podemos cair em qualquer tipo de tentação a qualquer momento. Por isso Jesus nos ensinou a vigiar e orar para não cair em tentação, pois o Espírito está pronto mas a carne é fraca. (Mt 26.41)

Ao admitir a minha vulnerabilidade, aprendi a importância de ser autêntico com Deus, que sabe bem quem eu sou, admitindo a minha impotência para vencer sozinho as minhas tentações e clamando a Ele para me ajudar diariamente a lutar contra elas, confessando a Ele as minhas lutas, fragilidades e maus desejos, e clamando pelo socorro Dele diante de todas as minhas batalhas. (Salmo 38.9)

Aprendi que as tentações tem cheiro, cor, luzes, brilho, sabor, e que elas não estão fora de mim, mas surgem de dentro, do meu interior e que elas são atraídas para as armadilhas preparadas sagazmente por satanás, que deseja matar, roubar e destruir nossas vidas. Portanto, entender a fórmula para a nossa destruição – meus maus desejos interiores + armadilhas bem preparadas por satanás – podem nos livrar do pecado e dos seus efeitos. (Tiago 1.13-15)

Aprendi a importância de compartilhar a minha vulnerabilidade também com pessoas. Além da Martinha, minha esposa, com quem reparto minhas lutas e tentações, tenho amigos com quem posso admitir minhas tentações e combater juntos em oração. Ao invés do peso da religiosidade em tentar parecer o que não sou, aprendi que num ambiente seguro e autêntico, e encontro isso na igreja saudável de Jesus, posso ser genuíno e combater minhas tentações com o apoio de pessoas que lutam a mesma batalha, no poder do Espírito Santo (1 João 1.8,9).

Por fim, aprendi que quando cair posso confessar os meus pecados e encontrar graça, misericórdia e perdão de Deus e da minha família espiritual, entendendo que não sou o que faço, seja bom ou mal. Sou definido pelo meu criador, Deus, e não pelos meus tropeços ou acertos, pois apenas o Criador pode definir quem sou e o meu propósito nesta terra. Qualquer outra pessoa ou voz que tente nos definir não pode invalidar a profunda verdade de Deus que nos fez e nos chama de filhos amados. (João 1.12,13)

Como você tem enfrentado as suas tentações? Oro para que você lide com honestidade com esse tema.

Ore também, leia a sua Bíblia e os devocionais desta semana sobre este tema, medite, defina planos para a sua mudança, compartilhe seus alvos com alguém da sua confiança e, por fim, dê passos objetivos com o fim de ajudar você mesmo a lidar com as suas tentações. Você já entendeu que tudo começa ao reconhecer a sua vulnerabilidade; assim, você estará libertando-se de conceitos e mentiras que farão de você cada dia um vencedor na sua jornada espiritual.

Se você tem caído em tentações e se escondido de Deus, volte hoje mesmo para Ele, confesse os seus pecados e pela fé, receba a graça e o perdão de Deus para a sua vida e retome a sua jornada de fé. Lembre-se, você é filho, você é filha amada de Deus.

O QUE DEUS ESTÁ ME DIZENDO? O QUE VOU FAZER A RESPEITO?

Sugestão de música: Teus olhos (Marcos Witt)
https://www.youtube.com/watch?v=jCYZ00nD0r4&feature=youtu.be

 

40/40 dias C.A.F.E. | COOPERADORES DE DEUS

Enquanto o mundo se desespera, o povo de Deus espalha esperança.
Devocional 40/40 – 30.04.2020
COOPERADORES DE DEUS
por Roberto Rodrigues

“Paz seja com vocês! Assim como o Pai me enviou, eu os envio”. Jo 20:21

Texto-base: Jo 20:19-22

Neste período de confinamento e isolamento, tenho refletido sobre diversos assuntos. Dentre eles, estão todos os planos que tínhamos para essas últimas semanas que se passaram e para o restante do ano: planos pessoais, profissionais, materiais. Todos legítimos e envolvendo a esperança de que o presente e o futuro seriam melhores que o passado. Mas, por mais que tenhamos a vida planejada, pertence a Deus a última palavra (Pv 16:1).

Hoje, para muitos, a esperança se resume a apenas um desejo: que a vida volte ao “normal”. “Normal” que, aliás, será diferente do “normal” de antes da pandemia. Nossa geração será profundamente afetada pela Covid-19. Temos famílias lidando com a dor da perda de entes queridos e tantas outras crises que já estão em curso por conta dos desdobramentos da pandemia.

Sabemos que o mundo está sob o poder do Maligno (1 Jo 5:19) e que por aqui teremos aflições e transtornos (Jo 16:33; Lc 21:11). Entretanto, em meio a este cenário de desesperança, precisamos lembrar que o próprio Deus, que criou o mundo (Gn 1:1) e colocou nele o homem (Gn 1:26) para ser seu cooperador (1Co 3:9), nos ama tanto que mandou seu próprio Filho para nos dar a esperança da vida eterna, nos resgatando e salvando (Jo 3:16-17). Deus nos quer no mundo (Jo 17:15) como sal e luz (Mt 5:13-14), para que, como discípulos de Cristo Jesus, levemos adiante a mesma esperança que um dia nos salvou: o próprio Jesus (1 Pe 3:15).

Em nosso texto-base, os discípulos também estavam de “quarentena”, reunidos a portas trancadas, enquanto o perigo os rondava pelo lado de fora. Eles não ousavam sair. Em meio a isso, Jesus ressurreto apareceu e, antes mesmo do Pentecoste (At 2), assim como Deus soprou o fôlego de vida no homem (Gn 2:7), Ele soprou uma porção do Espírito Santo aos discípulos com a seguinte instrução: “Assim como o Pai me enviou, eu os envio”.

Se Jesus foi enviado pelo Pai para ser a esperança do mundo, precisamos absorver essa tarefa como uma das mais importantes em nossas vidas também. A mesma incumbência que Deus entregou a seu Filho é transmitida a cada um de nós: levar esperança ao mundo, fazendo discípulos e instruindo-os a observar tudo o que Cristo ensinou (Mt 28:19-20). Talvez muitos já tenham associado essa missão ao seu estilo de vida, mas quero reforçar o seguinte ponto: Jesus veio trazer esperança para TODO TIPO DE GENTE do mundo.

Enquanto esteve fisicamente na Terra, a Bíblia relata que Jesus espalhou esperança para pecadores (Lc 7:48; Jo 8:1-11), endemoniados (Mt 8:28-34; Mc 9:14-29), paralíticos (Mc 2:1-12; Jo 5:1-9), doentes (Lc 7:1-10; Mc 5:25-34), viúvas (Lc 7:11-17), surdos (Mc 7:31-37), cegos (Jo 9:1-7; Mc 10:46-52), humildes (Mc 12:41-44; Mt 5:5), pobres de espírito (Mt 5:3), perseguidos (Mt 5:10), enfim, um sem número de pessoas, filhos, filhas, pais, cada um com uma particularidade, um nome e uma história. Todos tiveram a mesma certeza, assim como nós antes da pandemia, de que o seu presente e futuro seriam melhores que o passado, pelo “simples” fato de terem tido suas esperanças renovadas pela presença de Jesus. Nosso chamado é o mesmo. Com o poder do Espírito Santo que habita em cada um de nós (1 Co 3:16), devemos levar Cristo para TODOS o quanto for possível, pois somente assim o mundo conhecerá a verdadeira esperança.

Por enquanto, o meio mais seguro que temos para fazer isso é via telefone e internet. Cada um sabe quem são seus alvos de amor neste momento. Em breve teremos a oportunidade de estarmos juntos fisicamente com nossos familiares, amigos, colegas, e Deus conta conosco para sermos seus cooperadores em levar a esperança de Cristo a todos, não apenas pelas feridas abertas que poderão existir em função das perdas por conta da pandemia, mas pelo fato de que Cristo amou todos, sem distinção. O momento atual já exige solidariedade, união de esforços, generosidade, criatividade, empatia; em breve, a situação exigirá ainda mais. O resumo de tudo isso é que o mundo precisa de esperança verdadeira. O mundo precisa de Cristo Jesus. E Deus conta conosco para irradiarmos essa esperança a todos.

Música sugerida: Esperança – Diante do Trono
https://www.youtube.com/watch?v=-L22tihWV30

39/40 dias C.A.F.E. | E SE…

Enquanto o mundo se desespera, o povo de Deus espalha esperança.
Devocional 39/40 – 29.04.2020
E SE…
por Miguel Schmitt

“Mesmo não florescendo a figueira e não havendo uvas nas videiras, mesmo falhando a safra de azeitonas e não havendo produção de alimento nas lavouras, nem ovelhas no curral, nem bois nos estábulos, ainda assim eu exultarei no Senhor e me alegrarei no Deus da minha salvação.” Habacuque 3:17-18

O texto acima é uma das afirmações de fé mais marcantes de toda a Bíblia.

Antes de escrever este devocional, pensei muito na minha mãe, no quanto ela me ensinou sobre ter esperança; esperança em um Deus que é soberano e que sempre sabe o que é o melhor para nós. Ela dizia: “Não esquece, tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus (Rm 8:28). Ele tem um propósito para cada um em tudo o que acontece, mesmo que a gente não entenda”. Ela me ensinou a ter fé, a buscar o Senhor confiantemente, mesmo que tudo pareça contrário a mim, crendo que Ele fará o melhor em cada circunstância. Minha mãe tinha uma fé tremenda e amava a Deus profundamente, com a convicção de que Ele usa tudo o que acontece em nossas vidas para nos tornar mais semelhantes a Jesus. Quando eu era criança, ela sempre repetia: “Ora, meu filho, entrega tudo para Deus… Uma oração com fé pode transformar coisas lá do outro lado do mundo e você pode tocar o mundo com uma oração. Mas antes Deus sempre vai transformar o seu interior primeiro”.

Faz quatro anos que ela partiu. Foi uma bela luta contra o câncer. Numa certa tarde, logo após saber que a situação era irreversível, ela me disse: “O que as pessoas irão pensar? A gente fala tanto de Deus e agora estou aqui, sem chance de me curar!” Naquela hora eu pude dizer para ela: “Mãe, lembra quando tu comentaste que a psicóloga do hospital disse que não conseguia entender como tu lidavas tão bem com a tua doença e que as sessões de terapia se aplicavam mais para ela do que para ti? Lembra como as pessoas no quarto do hospital ansiavam pelo cultinho que fazíamos? Lembra as vidas que tu alcançaste para Jesus no hospital? Mãe, o milagre já está aí, nessa paz que excede todo o entendimento, que as pessoas não compreendem e que, ao mesmo tempo, te possibilitou tocar o coração de tanta gente!”.

Duas semanas antes de ela partir, tivemos o privilégio de comemorar o seu aniversário de 63 anos em casa e foi um momento muito especial. Ela estava vibrante, com uma alegria no rosto e uma paz nos olhos que excediam o entendimento. Apesar de saber que tinha poucos dias aqui na terra, decidiu vivê-los da melhor forma possível, ao lado dos seus e honrando a Deus. Eu queria poder colocar aqui um retrato, para que vocês pudessem ver o sorriso dela naquele dia. Esse sorriso, para mim, é uma representação concreta do que a Palavra nos fala em Filipenses 4:4: “Alegrai-vos no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos.”

Do dia do diagnóstico até o momento em que nos despedimos dela, foram quase dois anos. Nesse tempo, passamos por outro grande desafio: dias após descobrirmos o câncer da minha mãe, minha esposa e eu recebemos o diagnóstico de surdez profunda do nosso filho Davi, de apenas 15 dias de vida. Foi um momento de lutas, de perguntas para Deus, de medos e, ao mesmo tempo, de poder perceber o profundo cuidado e amor dEle para conosco. Mesmo com circunstâncias contrárias aos nossos sonhos, escolhemos nos perguntar “por que não eu?” em vez de “por que eu?”. Assim descobrimos um Deus que nos ama, ensina e molda no processo, a fim de nos tornar mais completos e maduros ao longo dele. Aprendemos a viver um dia de cada vez, a confiar e descansar completamente nas Suas intenções – não só naquelas duas situações específicas, mas em todas que viriam. Sabíamos que isso não significaria que Ele nos tiraria das circunstâncias, mas que estaria ao nosso lado em cada uma delas. Assumir essa posição e perseverar nela, ainda hoje, é uma escolha diária.

No dia em que a minha mãe partiu, ainda pude contar para ela sobre os bons resultados recebidos referentes aos exames do Davi, que, depois de alguns tratamentos e das cirurgias de implante coclear, estava ouvindo como nós! Foram duas histórias de luta que se iniciaram juntas, mas tiveram finais bem diferentes. Aos olhos do mundo, uma vitória para o Davi e uma derrota para minha mãe; afinal ele venceu as barreiras da surdez e ela perdeu para o câncer. Deus, porém, nos convida a enxergar vitória nas duas circunstâncias: ele escuta e ela está com Ele. Não apenas isso: a vitória para a qual Deus nos convida a olhar é sobre tudo o que Ele fez durante os processos.

Deus ama processos, pois eles nos ajudam a crescer e nos aproximar ainda mais dEle. No momento em que compreendi isso, Deus começou a fazer revoluções na minha vida e continua fazendo. Hoje posso dizer como Paulo: “E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou Seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que Ele nos concedeu.” (Rm‬ 5:3-5).

Sei que a vida pode parecer confusa, cheia de altos e baixos, mas isso não significa que Deus não esteja ao nosso lado ou que não nos ame. Podemos ter a certeza de que Ele nos ama loucamente e quer estar ao nosso lado, nos renovando na Sua esperança, que não decepciona, mesmo que muitas vezes as circunstâncias pareçam contrárias (Sl 42:11).

Quando a dificuldade surgir, lembre-se de trazer à memória aquilo que pode dar esperança, pois “o Senhor é bom com aqueles cuja esperança está nEle” (Lm 3:21-26). Escolha confiar em Deus. Isso implica ter “a certeza daquilo que esperamos” (Hb 11:1). Sem fé, “é impossível agradar a Deus, pois quem dEle se aproxima precisa crer que Ele existe e que recompensa aqueles que O buscam”. Devemos buscá-Lo de todo o coração, na confiança de que os planos dEle para nós são muito melhores que os nossos (Jr 29:11-13).

Minha oração é para que, diante dos “e se” que surgirem em nossas vidas, possamos ter a esperança de que Deus sabe o que faz e que Ele tem o controle de todas as circunstâncias em Suas mãos. Que possamos nos alegrar nessa esperança, sendo pacientes, perseverantes em oração, a fim de que nossas forças sejam renovadas pelo poder do Espírito e possamos ser conhecidos pela força e coragem que somente aqueles que esperam nEle podem demonstrar (Rm 12:12 e 15:13; Sl 31:24; Is 40:31).

Música sugerida: E se… (Jeferson Pillar)
https://www.youtube.com/watch?v=GD9BeVw_1WA

38/40 dias C.A.F.E. | ESPERA CONFIANTE

Enquanto o mundo se desespera, o povo de Deus espalha esperança.
Devocional 38/40 – 28.04.2020
ESPERA CONFIANTE
por Tércio da Rosa

“Esperei confiantemente no Senhor.”
(Leia Salmo 40:1-5)

O dicionário traz duas principais definições para a palavra “ESPERANÇA”. Uma diz “expectativa otimista da realização daquilo que se almeja” e a outra, em contrapartida, diz “expectativa, em geral, espera”. Você percebe a diferença? De um lado o otimismo da “expectativa” (do latim SPES) e do outro a inércia do “esperar” (SPECTARE).

Não conheço ninguém que goste de esperar. Seja qual for o “prêmio” ao final do período, não gostamos de esperar. A espera, enquanto inércia, nunca foi algo fácil de se lidar ou conviver. E, tirando a didática da busca pelo equilíbrio diante da ansiedade, – que o digam os pais acostumados aos intermináveis “mas eu quero agora!” – o simples esperar é perda de tempo, falta de foco e improdutivo. Bah tchê, como assim?

Calma. Não estou dizendo que esperar é algo a ser eliminado ou mesmo contrário ao exercício da paciência, do respeito ou da empatia. Refiro-me ao exercício de depositar expectativas – enquanto esperança de ter algum retorno – naquilo que é passageiro, terreno, visual. E é errado, então, ter expectativas quanto ao que é passageiro? Depende muito da motivação.

A Bíblia nos ensina que ter esperança é esperar por algo que não se vê mas que foi prometido por Deus (Rm 8:24-25). É também um exercício que traz sentido à nossa existência, já que estamos aqui mas não somos mais daqui (1 Pe 2:11). Esperança então, no sentido da expectativa otimista e bíblica, se aproxima e se complementa ao sentido de nossa fé, quando confiantemente esperamos aquilo que não podemos ver, mas que sabemos, vai acontecer.

Além da fé, a esperança também está conectada com o amor. Diversas vezes o apóstolo Paulo une os três (1Co 13:13; Gl 5:5-6; Cl 1:4-5; 1Ts 1:3; 5:8). Daria para dizer que a esperança é obtida por meio da fé, e a fé que nós temos é no amor de Deus.

Muitas foram as vivências que tivemos como família enquanto espera. Uma em especial durou 5 anos. Foi um processo de imigração que teve resultado final contrário à nossa expectativa na época. Vivemos aqueles anos de espera com a mais alta expectativa, na esperança de poder avançar com nosso plano, e isso nos fez “estar lá” antes mesmo de ir. Todas as nossas falas, conversas e interesses tinham a ver com o futuro país; estávamos nos preparando para chegar bem “ambientados” à vida daquele lugar. Mas era uma espera, uma expectativa com a motivação “aqui e agora”. De lá pra cá, Deus resgatou propósitos, nos deu novos sonhos e entendemos que não há alegria maior em esperar – confiantemente – no Senhor, alegre expectativa que jamais será frustrada ou em vão.

Tal como nos preparamos para morar em outro país, enquanto vivemos e esperamos neste momento delicado da história mundial, vale lembrar que nosso exercício diário precisa ser o de buscar as coisas do alto, nos “ambientando” com o céu e seus valores (Cl 3:1-4).

Sua esperança vem de spes (expectativa) ou de spectare (esperar)?

Esperança, como expectativa sem conexão de fé e amor, é apenas uma espera. O ditado popular diz que “a esperança é a última que morre”. Nossa esperança, de fato, morreu. Mas ressuscitou ao terceiro dia! Ela se chama Jesus – a própria esperança, tanto dos antigos como das novas gerações. Viva a verdadeira esperança, nas promessas de Cristo, de Sua volta e da vida plena e eterna com Ele, esperando confiantemente!

Música sugerida: Salmo 40 (Coral Veredas)
https://www.youtube.com/watch?v=n7zxI7pMRP8