Móbile #34 | Roberto e Alessandra| 19.10.20

“Seja Forte e Seja Homem”

      Deus criou homens e mulheres para serem seus cooperadores nesta terra.  Aos homens foram confiadas missões e responsabilidades particulares. Dentre as mais importantes, podemos destacar a liderança moral e espiritual da sua família, que envolve amar sua esposa como Cristo ama a igreja e instruir os filhos mediante os ensinos da Palavra de Deus.

      Para exercer esse papel de liderança confiado por Deus, o homem precisa, em primeiro lugar, buscar a orientação de Jesus e submeter-se a Ele. Também é necessário, e não menos importante, amadurecer em áreas específicas do seu caráter. Nenhum homem conseguirá exercer liderança sendo imaturo e permanecendo distante de Deus.

      Andar submisso a Jesus requer do homem uma jornada espiritual que somente será construída através do tempo, amadurecendo espiritualmente, dia após dia. Não basta apenas, de vez em quando, abrir a Bíblia e fazer uma oração. É preciso investir tempo com Deus e ser íntimo do Pai para receber Dele orientação e discernimento para liderar sua família. O homem recebeu a missão de ser o sacerdote do lar e isso requer dele a liderança espiritual da família.

      Também cabe ao homem a responsabilidade de provisão e cuidado econômico da sua família. Para tanto, é necessário amadurecimento e entendimento em como aliar o trabalho à força, coragem e inteligência para receber os recursos dados por Deus e sabedoria em gerenciá-los: repartindo, investindo e multiplicando.

      Deus concedeu ao homem o privilégio de ser o guardião da família; aquele que protege, ama, cuida, sustenta, não negocia valores e se mantém firme nos ensinos de Jesus. Ele não pode ser omisso nos seus compromissos e responsabilidades. Muito pelo contrário, deve entrar na escuridão sendo guiado pela luz de Deus, desbravar e colocar ordem no caos, relembrar a si mesmo e aos outros os ensinos de Jesus, ser equilibrado para gerar e proporcionar equilíbrio ao seu redor.

      Infelizmente, o mundo e as forças que nele atuam dificultam a missão do homem. Transformações sociais e políticas, já vistas em outros tempos, mas que, em dados momentos da história ressurgem, trazendo consigo desconstruções morais e espirituais, acarretam distorções do que significa ser homem e de suas responsabilidades. Elementos que fazem parte da vida cotidiana também são usados por Satanás para distanciar o homem da sua missão.

      Tristemente vemos, na sociedade e até mesmo dentro das igrejas, homens sendo arrastados pela cobiça, pela lascívia e omissos em seu papel. Nessa esteira, suas famílias terminam sendo levadas para caminhos de dor, sofrimento e angústia. Satanás sempre tentará usar elementos, muitas vezes legítimos para o mundo, a fim de destronar Deus dos nossos corações. Cabe aos homens estarem atentos para essas armadilhas, antecipando-se, tomando a frente e desarmando qualquer artimanha maligna ao seu redor.

      Um conselho que pode ser deixado para essa jornada de masculinidade vem de um dos maiores exemplos do que representa ser homem na Bíblia. Em 1 Reis 2:2-4, pouco antes de morrer, Davi entrega a seguinte instrução a seu filho Salomão: “Estou para seguir o caminho de toda a terra. Por isso, seja forte e seja homem. Obedeça ao que o SENHOR, o seu Deus, exige: ande nos seus caminhos e obedeça aos seus decretos, aos seus mandamentos, às suas ordenanças e aos seus testemunhos, conforme se acham escritos na Lei de Moisés; assim você prosperará em tudo o que fizer e por onde quer que for …” (1 Reis 2:2-4. NVI)

      Que Deus abençoe os homens a seguirem sua missão.

Roberto e Alessandra

Móbile #33 | Raul e Cláudia| 18.10.20

A Missão do Homem

      Dentro do contexto da aliança do casamento, o homem tem uma missão importante, a qual podemos encontrar na primeira carta de Paulo aos coríntios: “O varão, pois, não deve cobrir a cabeça, porque é a imagem e glória de Deus, mas a mulher é a glória do varão.”      (I Coríntios 11:7 ARC)

      Queremos que vocês atentem para a última parte do texto: “a mulher (a esposa) é a glória do varão (o marido).” Neste versículo, Paulo nos revela uma coisa simples, mas muito profunda, referente ao papel do homem na aliança do casamento: a evidência do sucesso do marido verifica-se ou manifesta-se na esposa. Ela é a glória dele, a sua maior façanha. De uma forma única e suprema, a esposa é uma demonstração viva da qualidade do marido. Ele realça nela o resplendor, o descanso e a segurança; ela o encoraja e apoia. Se eles tiverem sucesso nos papéis que desempenham, ele será a glória dela e ela será a glória dele.

      O autor Derek Prince contava a seguinte história: “Um dia perguntaram a um evangelista muito conhecido acerca de um outro crente: que espécie de cristão é ele? Ele respondeu: Não sou capaz de te dizer. Não conheço a esposa! Foi uma resposta sábia. Por mim, nunca teria avaliado um homem casado antes de conhecer a esposa, porque ela é a glória dele. Se ela for radiante e serena e segura, o marido já ganhou o meu respeito. Mas se, pelo contrário, ela for uma pessoa frustrada, nervosa e insegura, tenho que concluir que há qualquer falha no marido.”

      Agora, qual é a marca na vida de uma mulher que sinaliza ao homem estar cumprindo sua missão? Qual é o indicador que revela que ele está desenvolvendo seu papel como homem da casa? A resposta é: segurança.

      Quando uma mulher casada está verdadeiramente segura nas áreas emocional, financeira e social, na maioria dos casos isso constitui evidência suficiente de que a relação com o marido é boa e que ele está cumprindo suas obrigações para com ela.

      Mas, se uma mulher casada está sujeita a uma frequente ou permanente insegurança, isso quase invariavelmente se deve a uma de duas causas: ou o marido não está cumprindo suas obrigações com a esposa ou alguma coisa se pôs entre eles, que não a deixa receber o que ele tem para ela.

      Finalmente, se a demonstração de segurança da esposa revela que o homem está cumprindo sua missão dentro da aliança do casamento, de que maneira prática o homem poderá cumpri-la? Bem, temos uma boa notícia e vocês já sabem a resposta: o homem cumpre sua missão de trazer segurança na vida de sua mulher quando ele realiza seu papel de prover e proteger.

Raul e Cláudia

Móbile #32 | Ranulfo e Regina| 17.10.20

O Compromisso da Unidade

Texto-base: João 17

      Quando olhamos para o evangelho de João, capítulo 17, podemos perceber a intensidade da oração intercessora de Jesus por Si mesmo, pelos seus discípulos e por todos os crentes que crerão na mensagem salvadora e libertadora do evangelho.  Em todo o capítulo, Jesus ressalta a unidade que Ele tinha com o Pai antes e no decorrer da Sua missão terrena. O compromisso entre marido e mulher deve ser o início dessa revelação de unidade, pois o casamento é uma das faces que deve manifestar isso.

      Mas, no cotidiano, gerar esta unidade requer renúncia e um intenso desejo de sermos submissos à Palavra de Deus. Pois estamos dentro de uma cultura machista, na qual o homem tem a última palavra. Entretanto, sabemos que isso não é verdade quando olhamos para o casamento com a forma linda da criação.

      Confesso que nos primeiros anos do meu casamento eu não entendia nada sobre unidade, compromisso e combinados entre marido e mulher. Certamente foram centenas de vezes em que cheguei em casa comunicando decisões tomadas de maneira individual, egocêntrica, ignorando totalmente a opinião da minha esposa, desrespeitando sua personalidade e inteligência. Dessa forma, quebrava o princípio de Gênesis 2:24 (NVI): “… e eles se tornarão uma só carne.”

      Confesso também que quando via um homem de Deus, em uma situação de decisão, dizer: “tenho que consultar minha esposa” ou “não posso decidir agora, pois minha esposa poderá ter uma opinião diferente da minha”, isso chegava para mim como um sinal de fraqueza.   

      Eu e você, como discípulos de Jesus, estamos constantemente diante de situações em que precisamos tomar decisões. E o meu clamor é para que você, marido, e você, esposa, possam repreender e anular, em nome de Jesus, qualquer tentação de uma decisão individual, firmando o compromisso da unidade. Pois foi dessa forma que Deus pensou, e é isso que Ele quer para o casal.

      Hoje eu posso dizer que fui salvo por Deus e por minha esposa. Como? Pelo simples fato de ouvi-la e perguntar: “— o que você pensa sobre isso?” Aprendi que só no fato de perguntar já estamos aliviando o fardo ou repartindo a responsabilidade de uma resolução segura em Deus, sem espaço para acusações ou culpa.    Pois quando nossas decisões acontecem de forma individual, gera para o nosso cônjuge um recado de que, ele ou ela, não são importantes. Também transmite ao mundo que não pertencemos a Ele, Deus, e que a Sua Palavra não tem gerado em nós a santificação e o conhecimento da Verdade.

      A revelação da Palavra de Deus que, por meio da unidade, torna-se uma revelação ao mundo de quem Deus é e qual o Seu propósito eterno para o homem, pode ser visto pelo compromisso do casal.

      Conforme João 17:23, o pacto da unidade também revela o amor e cuidado que Deus tem com a nossa permanência Nele. Pois este é o mistério de pertencermos a Deus: o Seu Espírito habitando em nós, convencendo-nos das nossas mazelas, e que, em nosso processo de restauração, somos reconciliados com Ele.

      O isolamento sempre foi uma proposta satânica, tentando impedir o senso de pertencimento a Deus, ao nosso cônjuge e ao próximo.

      Que o compromisso da unidade seja uma expressão viva na nossa família, refletindo a glória de Deus por onde passarmos.

Ranulfo e Regina

Móbile #31 | Michel e Carla| 16.10.20

Um Padrão Mais Elevado

      “Não se amoldem ao padrão deste mundo, mas transformem-se pela renovação da sua mente, para que sejam capazes de experimentar e comprovar a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.”  (Romanos 12:2 NVI)

      Estamos vivendo em um mundo com padrões e valores completamente distorcidos, distante daquilo que a Palavra de Deus nos ensina. O pecado entrou no mundo e trouxe consigo prejuízos em muitos aspectos. Desde pequenos vivemos cercados por essa realidade na qual a verdade nem sempre é dita, a busca pela satisfação própria é o principal objetivo, os relacionamentos são descartáveis e os compromissos assumidos são quebrados com facilidade.

      Trazemos em nossa bagagem, para o casamento, muitos desses conceitos e valores desvirtuados.  Chegamos com o olhar voltado para as nossas necessidades pessoais, para aquilo que nos satisfaz e não com o olhar para o outro, para as suas necessidades.

      Carla e eu sempre tivemos o desejo de constituir uma família e, embora tenhamos vindo de contextos familiares bem distintos, a palavra de Deus já havia solidificado em nós dois a beleza de Seu projeto para o casamento e para a família. Quando nos casamos, éramos muito jovens e apesar de termos o desejo sincero de agradar um ao outro e cuidar um do outro, trouxemos esse olhar mais voltado para a nossa própria necessidade. Porém, tínhamos consciência de que a escolha que estávamos fazendo, que o compromisso que estávamos assumindo um com o outro era algo que não poderia ser quebrado. Não havia aquela possibilidade do “se não der certo eu me separo” ou “se for muito difícil pra mim eu desisto”, o que tornava tudo ainda mais desafiador. Entendemos que assumimos um compromisso que seria por toda a vida e que precisávamos fazer de tudo para dar certo.

      Mesmo assim, não tínhamos a vivência prática da grandiosidade do que envolvia o casamento e a vida em família. Somente no decorrer da caminhada é que percebemos quão desafiadora é essa vivência diária com outra pessoa. Tínhamos tantas diferenças e nossa natureza egoísta gritava de forma tão assustadora que manter o compromisso que firmamos juntos, diante de Deus, de “amar, cuidar, respeitar e tratar com honra um ao outro até que a morte nos separe” começava a parecer quase impossível de ser vivido.

      Nossas diferenças ainda existem e nossa natureza egoísta às vezes ainda grita. Porém, passados 20 anos do compromisso que assumimos, entendemos que o que precisa ocupar a nossa mente e o nosso coração é que Deus nos chama pra vivermos na contramão do que a sociedade nos impõe. Somos chamados a viver um padrão mais elevado, a assumirmos nossas responsabilidades tendo como exemplo o Senhor Jesus.

      A Palavra nos diz: “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros. Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens”. (Filipenses 2:3-7 NVI)

      É dessa forma que precisamos viver: em um padrão mais elevado, baseado em Jesus. Não apenas na contramão da sociedade, mas influenciando aqueles que estão a nossa volta, tanto em nosso lar como nos demais ambientes em que nos relacionamos. Não mais com o olhar só para mim, mas também para a necessidade do outro. E tudo isso renderá glória ao nome do Senhor.

Michel e Carla

Móbile #30 | Mauro e Adri | 15.10.20

Os Compromissos Entre Marido e Mulher

      A palavra “compromisso” significa o ato de vincular o que está acordado por decisão, e é um ato de liberdade relativa porque visa considerar o que interessa para ambas as partes. Estabelece o “comprometimento” entre as partes que, assim como “compromisso”, deriva da mesma palavra, “promessa”.

      Biblicamente, estabelece uma aliança perante Deus e diante dos homens, um homem e uma mulher que deixam pai e mãe para – juntos – constituírem uma nova família. A aliança simboliza esta união porque não se distingue o começo e o fim, o que remete à eternidade e ao caráter definitivo, posto que foi estabelecida por Deus e em Sua presença.

      Estamos casados há 29 anos e aprendemos muitas coisas durante essa abençoada jornada, coisas que poderiam ser conhecidas e vividas desde o começo se estivéssemos melhor preparados para esta aliança eterna!

      O casamento deveria ser também, claramente, o dia de um funeral. Explico: deveria ser o dia do enterro do “meu” e do “teu” porque é o dia do nascimento do “nosso”! Neste dia, que Deus fez para ser único, enterro e nascimento merecem ser igualmente celebrados. Com convicção, discernimento, fé e esperança em Deus, que é “nosso” Pai e que estará sempre presente para dirimir os conflitos e ajustes que esta jornada fatalmente – e também gloriosamente – demandará.

      Incentivados por nossos queridos amigos Shane e Michelle, verbalizamos, escrevemos e emolduramos em um quadro exposto em nossa sala de estar, a missão e valores que buscamos viver como família:

       “…Vivendo esta verdade que está no começo, meio e fim da Palavra, de que casamento é projeto de Deus que se realiza em nossas vidas e em nosso lar.

      Caminhando de mãos dadas e compreendendo que Deus nos fez diferentes para que assim possamos nos complementar, para vivermos plenamente seu propósito, servindo e glorificando a Ele.

      Nós, nossos filhos, e os filhos de nossos filhos…”.

(Mauro e Adriana Gamboa, em 01/05/2018)

      Percebemos agora, redigindo esse devocional, que em três frases encontramos sete alusões a “nós” e “nossos”. Nesta torrente de egoísmo de uma sociedade hedonista, marido e mulher tementes a Deus precisam deixar as expectativas de serem servidos para, desejosamente, buscarem servir um ao outro, o que somente será possível se buscarem primeiramente a Deus para aprender a fazê-lo e, assim fazendo, glorificar a Ele em seu casamento e manifestar a Sua presença.

      Nós aprendemos, durante a caminhada, que até que esta verdade ganhasse força, sofremos e fizemos sofrer quem nos amava, inclusive nosso filho, que presenciou o “eu” e o “tu” debatendo-se antes de dar lugar ao “nós”. O caminho para que o “eu” e o “tu” sejam destronados pelo “nosso”, que está em Deus, já foi indicado pelo apóstolo João quando, inquirido por seus discípulos a respeito de Jesus, respondeu: “É necessário que ele cresça e que eu diminua.” (João 3:30, NVI).

      Eis aí o segredo para o relacionamento com Deus, quando até o Pai é “Nosso”, como Jesus nos ensina a orar! (Mateus 6:9 – NVI)

      Portanto, caso ainda existam os “teus” pais e os “meus” pais, os “teus” filhos e os “meus” filhos, a “minha” casa e a “tua” casa, o “meu” carro e o “teu” carro, está na hora de destronarmos definitivamente o “meu” e o “teu” para que o “nosso” reine em nossos lares, assim como reina o “Pai nosso”!

Mauro e Adriana Gamboa

Móbile #29 | Márcio e Nai | 13.10.20

Compromissos Fundamentais X Desculpas Perfeitas

      “Criou Deus o homem à sua imagem, à imagem de Deus o criou; o homem e a mulher os criou.”  (Gênesis 1:27, NVI)

      Agendas lotadas, horários apertados e múltiplas tarefas. Quantos têm olhado para o seu dia e se sentido ocupado demais, sem espaço para mais nada na agenda? E por isso, muitas vezes, acabamos apresentando, para nós mesmos, desculpas perfeitas que nos abonam de alguns compromissos.

      Ao olhar para sua agenda, já parou para refletir sobre o quanto dela é tomada por compromissos que realmente o conduzirão ao real propósito de sua existência? Aliás, você já parou para pensar que existe um propósito específico para sua vida? E que moldar seu estilo de vida, sua agenda e sua rotina a esse propósito é a melhor atitude a ser tomada?

      Nós fomos criados à imagem e semelhança do Deus soberano. Nossa prioridade deve ser nos deixarmos ser guiados por Ele, buscar em Sua Palavra a revelação de Seu maravilhoso propósito e descobrir Nele nossa real identidade. Apenas dizer que somos filhos amados do Deus altíssimo e não refletir Sua semelhança em tudo que fazemos é uma grande perda.

      Em dias como os que vivemos hoje, quando são trazidas à luz algumas das particularidades das manifestações de Deus através do homem e da mulher, muitas vezes elas ainda geram incompreensões e mal-entendidos e, por fim, todos acabam perdendo.  O homem e a mulher, cada um em suas singularidades, tão especiais, se complementam, ou seja, não tem a ver com singularidades apenas, mas também com complementariedade. Um complementando o outro e revelando a Glória de Deus na família, na sociedade e em todo lugar.

      Nosso convite é para que você dedique um tempo, todos os dias, deixando a Bíblia lhe trazer os princípios e valores que estão no coração daquele que lhe criou: Deus! E Nele descobrir e viver o propósito que Ele tem para sua vida! Organizar o dia e a agenda em total sintonia com esse plano tem sido nosso desafio diário.

      Deus não errou quando o criou, homem! Deus não errou quando a criou, mulher! Quando começamos a entender os planos de Deus para nós, vemos que nossa existência está conectada ao compromisso de sermos aqueles que revelam a Graça e o Amor do Pai a este mundo.

      E existem, sim, compromissos que são específicos para você! E não existirão desculpas perfeitas para não os viver. Seja um homem de Deus! Seja uma mulher de Deus! Escolha isso! Molde sua agenda entendendo que viver comprometido com Deus será um prazer, um privilégio, uma alegria e uma grande aventura. Assuma o compromisso de refletir os planos Dele em você.

      Se você é mulher, procure entender mais sobre o que Deus tinha em mente quando a criou. Não deixe que sensações de insatisfação do seu coração ou opiniões alheias a guiem por caminhos que podem ser sem volta. Desfrute da sua verdadeira feminilidade, a qual só encontramos em Deus!

      Se você é homem, não deixe de buscar em Deus as promessas que Ele tem para você. Não deixe que o que você foi até hoje defina o que você será daqui para frente. Abra sua agenda para ser um homem segundo o coração de Deus, guiado por Ele a cada momento do seu dia!

      E quando formos assumir qualquer compromisso, lembremo-nos que o nosso grande compromisso é com Deus, de vivermos o Seu propósito para nós!  Que nossas agendas possam refletir o quão compromissados estamos com esse propósito!

Márcio e Nai

Móbile #28 | Marcelo e Fabi | 12.10.20

O Triângulo Vencedor no Casamento

      “Tudo o que fizerem, façam de todo o coração, como para o Senhor, e não para os homens, sabendo que receberão do Senhor a recompensa da herança. É a Cristo, o Senhor, que vocês estão servindo.” (Colossenses 3:23-24, NVI)

      Meu pai, desde minha infância, trabalhou de forma autônoma, tendo uma empresa de representação comercial. Devido a isso, desde muito cedo, fomos aprendendo na prática o valor do compromisso, mesmo nas pequenas coisas da vida.  Todas as manhãs, quando ele acordava, fazia a barba e se vestia como alguém que visitaria ou receberia um cliente, mesmo sem ter agendamentos marcados e atendendo no escritório em casa. Seu ensinamento para mim e meus irmãos era que precisávamos glorificar a Deus em tudo o que fazíamos, que nosso primeiro compromisso era com o próprio Deus e que as empresas o contratavam porque confiavam que ele iria representá-las bem.

      Ao longo dos 49 anos de casados dos meus pais, pude aprender que o casamento, para dar certo, precisa ser vivido a três – Deus, marido e esposa – e é isso que temos procurado viver como casal. O Pr. Luciano Subirá, em seu livro “O Propósito da Família”, conta que, em determinado curso de casais, ouviu uma ilustração sobre o casamento como a figura de um triângulo, onde o ângulo de cima representava Deus e os de baixo, marido e esposa. A ilustração tinha o objetivo de mostrar que, quanto mais marido e esposa sobem em direção a Deus, mais perto estarão um do outro. “Eu sou a videira; vocês são os ramos. Se alguém permanecer em mim e eu nele, esse dá muito fruto; pois sem mim vocês não podem fazer coisa alguma.”  (João 15:5, NVI)

      Ao longo dos nossos 20 anos de casamento, por diversas vezes precisei relembrar o ensinamento que recebi dos meus pais, reafirmando que meu primeiro compromisso assumido, no dia 20 de maio de 2000, não foi com a Fabi e, sim, com o próprio Deus.

      Aprendemos – com o Pastor Carlos McCord – que, quando Jesus é nossa fonte de amor, graça, misericórdia e perdão, nosso copo sempre estará cheio para compartilhar, pois Ele é fonte inesgotável.

      Provavelmente a minha experiência familiar não seja a mesma que a sua. Quem sabe você tenha crescido com valores diferentes, tenha aprendido que o importante é o bom desempenho profissional e o que mais vale é saciar seus desejos pessoais. Pois hoje quero lhe convidar a olhar para o padrão bíblico, não para o padrão da sua família de origem.

      “Portanto, se alguém está em Cristo, é nova criação. As coisas antigas já passaram; eis que surgiram coisas novas!” (2 Co 5:17, NVI)

      A nossa nova identidade em Cristo nos leva a viver um novo padrão. O que isso significa? Significa que precisamos desconstruir todos os valores que não estão em conformidade com a Palavra de Deus e buscar, em Jesus, um novo padrão, um novo jeito de viver e agir. Nossa busca deve nos levar a parecer com Cristo e glorificá-lo com nossa maneira de viver, tornando evidente, em nossa vida e em nossos relacionamentos, as virtudes do fruto do Espírito Santo: amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão e domínio próprio, conforme está escrito em Gálatas 5:22-23.

      Queridos, se vivermos aprendendo a nos submeter a Deus, morrendo para nossas próprias vontades, perdoando e buscando a restauração dia a dia, com certeza construiremos relacionamentos saudáveis e glorificaremos a Deus.

Marcelo, Fabi, Rafa e Julia.

Móbile #27 | Maidana e Cleusa | 11.10.20

Desenvolvendo Relacionamentos Saudáveis

      Quando falamos sobre o compromisso entre um casal, normalmente pensamos nos votos de fidelidade feitos na cerimônia de casamento, quando ambos declaram que serão fiéis um ao outro “até que a morte os separe.” Sem dúvida, é um conceito muito importante a ser considerado, pois a fidelidade é um dos alicerces que sustenta o relacionamento entre marido e mulher. Mas não podemos achar que é o único. Outros compromissos são tão importantes quanto a fidelidade, para que o relacionamento se mantenha saudável ao longo dos anos.

      Em nossa história como casal, o que aprendemos é que o compromisso se fortalece à medida em que compreendemos que o nosso primeiro compromisso é com Deus. A partir desse entendimento, a palavra “compromisso” ganha outros significados, como: respeito, valorização, cumplicidade, companheirismo, lealdade, confiança, perdão etc.

      Assim, a caminhada já não é somente de dois, mas de três. Pois um relacionamento saudável só pode acontecer quando Deus é a fonte geradora de vida. A partir dessa realidade, é possível vivermos um amor sacrificial e respeitoso, como nos orienta Paulo: “Portanto, cada um de vocês também ame a sua mulher como a si mesmo, e a mulher trate o marido com todo o respeito”. (Ef 5:33 NVI).

      Voltando à nossa história, o que vemos ao longo de 28 anos de casamento é uma jornada repleta de vivências na qual abundam graça e misericórdia. Vivemos um dia de cada vez e temos aprendido a sermos intencionais na busca diária pela singularidade da nossa identidade em Cristo, pois toda vez que esquecemos que somos filhos de Deus, voltamos para um relacionamento destrutivo, que encontra conforto no egoísmo.

      Quando falamos sobre nosso casamento, não podemos deixar de mencionar nossos filhos Daniel e Tiago. Temos a oportunidade de transmitir a eles um legado marcado pelo exemplo e influência que derramamos em suas vidas no dia a dia, por meio de nossas ações que “falam” mais do que palavras. Ainda temos o privilégio de tê-los morando em nossa casa. Entretanto, sabemos que, em alguns anos, eles se tornarão adultos e nosso desejo é que apliquem em sua vida o que aprenderam conosco. Diante de tal verdade, temos a responsabilidade de sermos intencionais nesse investimento. Percebemos que estamos diante de uma escolha, todos os dias podemos escolher entre desenvolvermos uma vida que manifesta a essência de Deus ou seguirmos por nosso próprio entendimento. Talvez qualquer dessas escolhas, aparentemente, demonstram compromisso; todavia, o resultado é que as torna diferentes.

      Ao refletirmos sobre isto, lembramos de Jesus. Ele assumiu o compromisso, diante do Pai, de resgatar a humanidade com o Seu sacrifício na cruz. Este gesto mudou a nossa história para sempre. Ao olharmos para Ele, um homem como nós, somos encorajados a desenvolvermos relacionamentos profundos, duradouros, cheios de compaixão, respeito e amor, assim como Ele fez.

      Que as nossas famílias revelem a presença de Cristo através de relacionamentos que glorifiquem o Seu nome, que possamos manifestar, todos os dias, um compromisso de amor, respeito e fidelidade a Deus acima de tudo, o que certamente se refletirá nos demais relacionamentos.

Maidana e Cleusa

Móbile #26 | Lucas e Teresa | 09.10.20

Uma Palavra que Muda Tudo

2 Coríntios 5:15

      Há vinte e quatro anos atrás, quando me casei com a Teresa, fiz um voto para ela diante de muitas testemunhas. A partir desse voto, meu relacionamento com ela mudou. Teresa se tornou a minha esposa e eu, o seu marido.  Começamos uma nova aventura.  Uma jornada incrível.  Ela se tornou a minha companheira, o meu amor e a minha grande amiga.  Mesmo assim, não é fácil.  Casamento é a união de dois pecadores, por isso é um desafio.

      Então, como dois pecadores juntos, em um relacionamento, podem ter sucesso?  Como o casamento pode sobreviver aos pecados e às feridas que acontecem?  Como alguém pode sempre escolher lutar pelo casamento? Essas perguntas não têm respostas simples, mas quero te dar uma palavra que pode mudar tudo. Essa palavra não tem nada a ver com o nosso relacionamento conjugal, mas tem tudo a ver com o nosso relacionamento com Jesus. Pois quando começamos a nos relacionar bem com Jesus, começamos também a nos relacionar bem com o nosso cônjuge.

      Observe esta passagem bíblica: “E ele morreu por todos para que aqueles que vivem já não vivam mais para si mesmos, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou.” (2 Co 5:15, NVI)

      Quando tomei a decisão de acreditar em Jesus, tornei-me um discípulo Dele. Parei de viver para mim, para a minha vontade e O coloquei como o rei da minha vida.  Agora eu preciso viver pela vontade Dele.  Podemos simplificar o nosso relacionamento com Jesus em uma palavra:  obediência.  Morrer para mim e viver para Ele.  Essa palavra [obediência] tem o poder de transformar o nosso relacionamento com Jesus e também o relacionamento com o nosso cônjuge.

      Na semana passada, conversei com um casal que está no meio de uma grande restauração. Seis meses atrás, eu não tinha muita esperança de que o relacionamento deste casal sobreviveria.  Brigas, mentiras e traição destruíram o relacionamento, e eles acabaram se separando. Hoje, eles estão juntos e trabalhando para restaurar o casamento.  É um milagre de Deus. 

      Em uma conversa a sós com o marido, perguntei: “Por que decidiu lutar pelo casamento?” A resposta foi muito interessante.  Ele disse que a decisão de lutar pelo casamento não foi a mais importante. Havia uma decisão anterior de maior importância.  Ele falou que decidir obedecer a Jesus foi o que mudou tudo. Fazer o que agrada a Jesus e colocar a vontade Dele em primeiro lugar foi a decisão mais importante.  Não foi fácil, mas ele sabia que obedecer a Jesus era mais importante que a sua própria felicidade. Quando esse homem decidiu obedecer a Jesus, a qualquer custo, ele começou a lutar pelo seu casamento.

      Como dois pecadores podem viver juntos e construir um casamento duradouro e agradável?  Coloque a vontade de Jesus em primeiro lugar, custe o que custar.  Lute pelo seu casamento porque isso agrada a Jesus.  O voto que fiz para Teresa, em frente às muitas testemunhas, há vinte e quatro anos atrás, não fiz somente para ela, fiz também para Deus.  Nós lutamos pelo nosso casamento não porque é fácil, mas para agradar a Deus.  É uma decisão de obediência.

Lucas e Teresa

Móbile #25 | André e Michelle | 08.10.20

Marcas de Uma Aliança

“… pois trago em meu corpo as marcas de Jesus.”  (Gálatas 6:17 NVI)

      A palavra aliança, em um conceito geral, fala de pacto. Uma ligação entre duas ou mais pessoas, um comprometimento mútuo. E todos nós já vivenciamos algum tipo de pacto: o aluguel de uma casa, uma sociedade, a assinatura de um contrato, amizades e o mais importante entre um homem e uma mulher, o casamento!

      No dia a dia, vamos fazendo acordos a partir de pequenas concessões, que parecem não afetar diretamente nossa vida, pelo menos a curto prazo. Sequer percebemos que estamos nos unindo a algo ou alguém, embora não devêssemos firmar pactos pelos quais não valesse a pena lutar.

      Por outro lado, nos dias de hoje uma aliança é facilmente quebrada ou invalidada. Quando qualquer uma das partes não está satisfeita, dá-se ao direito de não continuar honrando o acordo. Muitas famílias têm sido moldadas numa visão estritamente contratual, em que cada um busca somente sua própria felicidade ou satisfação pessoal.

            Certa vez, estava viajando sozinho, a trabalho. Enquanto dirigia, retirei minha aliança de casamento para coçar o dedo e, quando olhei, notei a sua marca na minha pele. Naquele momento, o Espírito Santo lembrou-me da aliança que fiz com Deus — ainda na adolescência — e de tantas experiências que marcaram profundamente minha história com Cristo. Em tempos de crise, as marcas nos fazem lembrar a quem pertencemos e com quem fizemos um pacto.

      O apóstolo Paulo foi marcado por uma experiência sobrenatural no caminho de Damasco. Não havia como negar a grandeza desse encontro. A partir desse dia, um novo homem nasceu, disposto a carregar as marcas dessa nova aliança. Jesus o encontrou e marcou para sempre a sua e a nossa história.

      Quando a Palavra fala sobre as responsabilidades do homem e da mulher dentro de um casamento, usa como referência a aliança de Cristo com sua Igreja. “Esse é um grande mistério, mas ilustra a união entre Cristo e a igreja.” (Efésios 5:32 NVT) Assim como Cristo se entregou em sacrifício por sua noiva (a Igreja), também precisamos morrer para as nossas necessidades e colocar nossas expectativas no único que jamais nos frustrará: Jesus.      “Maridos, amem cada um a sua esposa, como Cristo amou a igreja. Ele entregou a vida por ela” (Efésios 5:25 NVT)

      Em qualquer família existem desafios sendo vividos diariamente (Provérbios 27:17) e cada desafio deixa uma nova marca. Mas a presença de Deus é a única forma de vivermos uma família com marcas de restauração, perdão, amor, graça e firmes alicerces para as próximas gerações.

      Precisamos refletir em quais alianças temos depositado nossas expectativas e anseios. Elas são verdadeiras? São confiáveis? São puras? São dignas de crédito? Muitas vezes deixamos de olhar para a verdadeira aliança e somos enganados pela alegria das alianças fáceis, que são passageiras e terrenas.

      Sempre há tempo para desfazermos alianças que nos afastam de Deus e seus propósitos. Sempre há tempo para arrancarmos as raízes do passado e nos entregarmos aos cuidados do Senhor Jesus, vivendo verdadeira restauração. Sempre há tempo para escrevermos nova história e fazermos novas alianças com sabedoria e orientação do Pai. A verdadeira aliança “imprime” a marca de Jesus em nós.

      “O Deus de toda a graça, que os chamou para a sua glória eterna em Cristo Jesus, depois de terem sofrido durante pouco de tempo, os restaurará, os confirmará, lhes dará forças e os porá sobre firmes alicerces.”  (1 Pedro 5:10 NVI)

Deus os abençoe!

André e Michelle